Ditto Music bloqueia conta e retém royalties sob alegação genérica de streaming artificial sem provas

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Canoas - RS

17/07/2026 às 10:42

ID: 254158915

Ditto Music bloqueou minha conta e reteve meus royalties com base em acusação genérica de streaming artificial, sem apresentar qualquer prova concreta que fundamentasse essa acusação.

Meu nome é Jefferson Benites, sou artista independente, atuo há mais de 5 anos no gênero gospel sob o nome artístico "Fundo Musical Oração ", com distribuição digital pela Ditto Music. Em 02/06/2026 minha conta foi encerrada de forma unilateral e permanente, com remoção de todo o meu catálogo, sob a alegação de que a Deezer teria identificado 1.332 streams supostamente "artificiais" em 46 faixas, no mês de abril de 2026.

Contestei a decisão de forma detalhada e tempestiva, negando categoricamente qualquer uso de bot, serviço de streaming artificial ou impulsionamento pago , e solicitei acesso ao relatório completo (faixas, datas, países e critérios técnicos) para poder exercer meu direito de defesa.

Em 16/06/2026, a própria Ditto reconheceu por escrito que a Deezer não compartilha informações detalhadas sobre esses relatórios "para proteger a integridade de seus sistemas antifraude" , e mesmo assim manteve minha conta encerrada e classificou o caso como "resolvido", sem que eu tivesse acesso a qualquer prova concreta e verificável.

Diante disso, encaminhei, por meio do meu advogado, uma notificação extrajudicial formal em 06/07/2026, com prazo de 10 dias úteis, solicitando: reativação da conta, recolocação do catálogo, apresentação do relatório técnico, demonstrativo financeiro discriminado e pagamento dos valores retidos.

A resposta que recebi foi novamente genérica: a Ditto apenas repetiu que "a Deezer reportou a remoção de mais de 1000 streams" e que "as informações fornecidas foram analisadas, mas consideradas insuficientes para reabrir a conta", sem apresentar qualquer prova concreta ou individualizada, e informou ainda que os valores retidos "não podem ser liberados porque as lojas têm o direito de reclamá-los".

Preciso destacar um ponto técnico importante: meu público é majoritariamente formado por fiéis e devotos que reproduzem minhas músicas de forma repetida durante vigílias, orações e momentos devocionais, esse é um padrão de consumo absolutamente comum e orgânico no nicho gospel, que pode facilmente ser mal interpretado por sistemas automatizados antifraude como se fosse atividade artificial . Também é de conhecimento público que faixas podem ser incluídas, sem qualquer autorização do artista, em playlists de terceiros que praticam promoção irregular, situação sobre a qual não tenho absolutamente nenhum controle e/ou conhecimento se de fato foi realizada.

Vale registrar ainda que uma das faixas removidas do meu catálogo, "Oceans (Where Feet May Fail)" , possui licença de distribuição digital regularmente outorgada pela Editora Adorando Ltda, plenamente válida e vigente, o que torna a remoção ainda mais grave e injustificada.

Já vi aqui no Reclame Aqui outros relatos de artistas e gravadoras distribuídos pela Ditto, com a mesma alegação genérica de streaming artificial, que tiveram suas contas reativadas após reanálise mais cuidadosa. Isso demonstra que decisões automatizadas como essa são passíveis de erro e que a Ditto tem meios de corrigir a situação quando o caso é efetivamente analisado com atenção por alguém com autoridade para isso.

Solicito formalmente à Ditto Music:

1. Reativação imediata da minha conta e recolocação de todo o meu catálogo nas plataformas digitais;
2. Demonstrativo financeiro discriminado de todos os valores retidos, por período, plataforma e faixa;
3. Pagamento integral dos royalties retidos, para os quais não há qualquer base contratual válida para retenção.

Tenho toda a documentação, e-mails, licenças e evidências de consumo orgânico organizados e disponíveis para análise. Estou documentando cada etapa desse processo e não vou desistir até que minha conta seja reativada e os valores que me pertencem por direito sejam devidamente pagos.

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