Divergência de preço e atendimento desrespeitoso em unidade da Araújo

Reclamação não respondida

Não respondida

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Belo Horizonte - MG

10/09/2026 às 15:58

ID: 258711017


UNIDADE RECLAMADA

Araújo *****, Lourdes, Belo Horizonte/MG CEP 30110-048.

RELATO DOS FATOS

Hoje fui à unidade da Araújo localizada na *****, em Lourdes, Belo Horizonte, para realizar algumas compras e tive uma experiência de atendimento extremamente desagradável e constrangedora.

Ao passar minhas compras no caixa, percebi, pelo visor, que um kit de KitKat estava sendo cobrado por aproximadamente R$ 7,00, enquanto o valor informado na gôndola era de R$ 4,29.

Assim que identifiquei a divergência, solicitei que fosse respeitado o valor apresentado na gôndola. Inclusive, informei à atendente que, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990), a oferta apresentada ao consumidor deve ser respeitada, especialmente nos termos dos arts. 30 e 35 do CDC.

Foi então chamada a gerente Yasmim para verificar a situação.

A própria gerente confirmou que o valor registrado no sistema era diferente. Além disso, constatou que não havia qualquer identificação na gôndola daquele kit de KitKat pelo valor de aproximadamente R$ 7,00, nem qualquer descrição que permitisse ao consumidor compreender que aquele produto correspondia ao preço cobrado no caixa.

Inclusive, ressaltei que não havia qualquer identificação do produto pelo valor de R$ 7,00 e que não fazia sentido o consumidor encontrar o produto anunciado por R$ 4,29 e, no momento do pagamento, ser surpreendido com uma cobrança de aproximadamente R$ 7,00.

Até esse ponto, tratava-se de uma simples divergência de preço que poderia ser resolvida de maneira rápida e profissional.

O problema foi a forma como fui tratada.

A atendente demonstrou evidente contrariedade diante do meu questionamento. Tive a sensação de estar sendo tratada com desprezo, quase como se houvesse um olhar de nojo, simplesmente por ter solicitado que o preço anunciado fosse respeitado.

A situação se agravou quando a gerente informou que pagaria a diferença "do próprio bolso", afirmando, com sarcasmo, que era uma "mixaria".

Ela efetivamente realizou o pagamento da diferença no débito e fez questão de mencionar que estava pagando no débito.

E aqui fica uma questão que considero importante: por que apresentar a solução como se estivesse fazendo um favor pessoal ao consumidor?

Eu não solicitei nenhum favor. Não pedi que a gerente pagasse nada do próprio bolso. Solicitei apenas que fosse respeitado o preço apresentado pela própria loja.

HISTÓRICO DE ATENDIMENTO

E há um agravante: esta não foi a primeira vez que fui destratada nessa unidade pela gerente Yasmim e pela atendente/caixa.

Já tive outra experiência desagradável com as mesmas profissionais. Por isso, para mim, não se trata simplesmente de um episódio isolado, mas de uma repetição de uma postura que considero inadequada no atendimento ao consumidor.

Além disso, ao consultar as avaliações públicas dessa unidade no Google, é possível encontrar outros relatos de clientes mencionando experiências negativas relacionadas ao atendimento dos colaboradores dessa unidade.

Isso me chama ainda mais atenção, pois indica que a experiência que tive não necessariamente é uma percepção exclusivamente minha. Considero importante que a empresa avalie se existe um problema recorrente de postura, treinamento ou gestão naquela unidade.

O QUE REALMENTE MOTIVOU A RECLAMAÇÃO

Quero deixar claro que a questão nunca foram os R$ 2,70 de diferença.

O que me incomodou foi a forma como fui tratada ao exercer um direito básico enquanto consumidora.

Uma divergência de preço pode acontecer por um erro operacional. O esperado, nesse caso, seria que a empresa reconhecesse a falha, corrigisse o valor e orientasse a equipe responsável pela precificação.

O que não considero aceitável é transformar essa correção em um suposto favor pessoal da gerente, acompanhado de sarcasmo, ou fazer o consumidor se sentir constrangido por questionar um valor diferente daquele anunciado.

PEDIDOS

Diante do ocorrido, solicito à Araújo:

1. A apuração formal do atendimento realizado pela atendente/caixa e pela gerente Yasmim.

2. A verificação das câmeras de segurança e demais registros disponíveis, para que a empresa possa avaliar a forma como o atendimento foi conduzido.

3. A apuração da divergência de preço, verificando por que o produto estava identificado na gôndola por R$ 4,29 enquanto o sistema registrava aproximadamente R$ 7,00.

4. A verificação da ausência de identificação na loja que justificasse o valor de aproximadamente R$ 7,00 cobrado no caixa.

5. Um esclarecimento sobre a conduta da gerente ao afirmar que pagaria a diferença "do próprio bolso" por ser uma "mixaria", inclusive fazendo questão de mencionar a forma de pagamento.

6. Que a empresa avalie o histórico de atendimento dessa unidade e os relatos disponíveis nas avaliações públicas, verificando se há recorrência de reclamações relacionadas à postura dos colaboradores.

7. Que sejam adotadas medidas de orientação e treinamento da equipe, para que situações semelhantes sejam tratadas com respeito, cordialidade e profissionalismo.

8. Um posicionamento formal da Araújo sobre o ocorrido, informando quais providências serão tomadas.

Reforço que não estou reclamando pelo valor da diferença. Estou reclamando pela forma como fui tratada.

Como consumidora, espero que o preço apresentado seja respeitado e que eventuais erros sejam solucionados com transparência, respeito e profissionalismo.

Aguardo um retorno formal da empresa sobre o ocorrido e sobre as providências que serão adotadas.

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