Reclamação sobre intercâmbio de estudante: problemas com nivelamento, comunicação e organização.

Reclamação em réplica

Em réplica

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Belo Horizonte - MG

15/07/2026 às 09:35

ID: 253957281

Contratei o intercâmbio para minha filha de 15 anos, para APRIMORAR o inglês, desde o início questionei com a empresa sobre níveis e aulas. Disseram que teriam um teste de nivelamento online e outro presencial. De cara tive problemas com a recepção da minha filha em Guarulhos, o documento do responsável da Egali foi me passado errado e a Valen disse para o funcionário da Azul que eu inventei esse número que ela não sabe de onde eu tirei. Tive que enviar um e-mail pra azul, com print provando que eles me passaram o doc e Valen disse que aquele número não existia mais ( como eu iria saber se o Vitor, responsável administrativo me passou) segue anexo.

Segundo desacerto. O teste on-line foi encerrado antecipadamente pela escola sem aviso prévio, então iriam fazer o teste qdo chegassem lá, mas não o teste foi feito no primeiro dia de aula, sendo assim perderam um dia e já Nso são muitos. Quando minha filha fez o teste, horas de teste, a colocaram na turma intermediária avançada ( e a turma q ela está no Brasil). Na segunda aula a colocaram na turma intermediária pois muitos alunos foram embora e a turma em questão ficou vazia, sendo assim teriam que preenchê-la. Eu e mais 4 pais que os filhos foram realocados para a inferior , fizemos o questionamento e s resposta foi:

É um acampamento de verão, (Sammer Camp), não é pra ser tão difícil mesmo, estão aqui para se divertirem e conversar entre si Minha filha andou Londres toda sozinha sem guia d se comunicou perfeitamente. Em uma reunião on-line, foi nos dito que em nenhum momento iriam falar em português e sim em inglês 98% do tempo ( um monitor disse que estaria lá para apoio para caso nao conseguissem entender algo em inglês), tem 4 dias lá e no campus só falam em português .
Outro ponto, ficam em uma faculdade a 3hs de Londres. No dia de compras e passeios é uma desorganização fora do comum!!! Menino q perde cartão, turmas separadas, não tem tempo nem pra conhecer a cultura nem compras, fazem td pela metade. E foi extremamente exaustivo.

Isso pq minha filha está lá s 5 dias e só tem 13 de aproveitamento. Vc compra 15, mas é um dia pra ir e um pra voltar.

Definitivamente, não contratem á EGALI, já está prestes a contratar a próxima. Nso caiam nessa ! Pesquisem bem!!!!!! Procure pessoas que tiveram filhos lá.

Segue os prints de algumas coisas. Mas se o intuito é se divertir e conhecer s cultura de Londres e aprender com leveza. Já deu td errado. Não estão fazendo nenhum nem outro. Nso posso anexar mais de 3 documentos. Mas fico a disposição para enviar para quem quiser todo o processo.

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Resposta da empresa

31/07/2026 às 18:14

Prezada Cintia, esperamos que esteja bem.

Entendemos que é uma expectativa comum é a de um inglês avançado quando o estudo do idioma já faz parte do contexto do aluno no Brasil. Contudo, uma experiência imersiva e real em outro país, de fato, é muito diferente. O teste de nivelamento da escola busca entender qual a melhor turma para o desenvolvimento do estudante, e colocar a aluna em uma turma mais avançada apenas com base no nível de inglês que ela já tinha no Brasil poderia prejudicar seu desenvolvimento pedagógico ao longo do programa.

Verificamos que a responsável pedagógica do programa conversou com as meninas e que, após alguns dias na turma inicialmente alocada, elas já conseguiram subir de nível. Da mesma forma, estudantes de outras partes do mundo também chegaram ao campus alguns dias depois do grupo em questão, embora a agência não possa garantir exclusividade de nacionalidade em nenhum campus.

De qualquer modo, gostaríamos de esclarecer que nosso time sempre esteve muito ativo em todos os feedbacks recebidos, com o objetivo de transformar esse momento na melhor experiência possível para os estudantes.

Sabemos também que houve outros pontos em relação ao retorno da estudante ao Brasil, em função da perda de uma documentação. Nossos Group Leaders fizeram o possível para resolver a situação dentro das alternativas disponíveis, finalizando com o retorno ao Brasil e está tudo finalizado. Além disso, nosso time de Quality Assurance já entrou em contato via WhatsApp para confirmar que ficou tudo certo, e gostaríamos que você nos retornasse para que possamos seguir com a finalização da melhor forma possível. Nosso objetivo é sempre que nossos alunos e país estejam satisfeitos.

Atenciosamente,
Equipe Egali

Réplica do consumidor

31/07/2026 às 19:02

É importante esclarecer que o problema relacionado ao nivelamento da turma da minha filha não foi resolvido pela Egali.

Reconheço que a funcionária Alice tentou contato com a diretora do programa, porém essa tentativa não resultou em qualquer solução. Posteriormente, a própria Alice me informou que eles já haviam feito tudo o que estava ao alcance deles e que não possuíam mais autonomia nem voz ativa para resolver a situação. A orientação que recebi foi para que eu mesma entrasse em contato diretamente com a diretora.

O que mais me causou estranheza é que somente depois que minha filha já estava no programa eu descobri que a Egali não tinha poder de decisão em questões como essa. Em nenhum momento, antes da viagem, fui informada de que a empresa atuava apenas como intermediária, sem autonomia para resolver problemas diretamente com a escola. Até então, a minha expectativa, absolutamente legítima, era de que a Egali tivesse condições de representar os interesses do intercambista e solucionar questões administrativas junto ao programa.

Jamais imaginei que eu, estando no Brasil, teria que assumir essa responsabilidade e resolver diretamente uma situação que, desde o início, solicitei que fosse tratada pela empresa contratada para prestar esse suporte.

Desde o início, o meu pedido à equipe da Egali era extremamente simples: que intercedessem junto à direção do programa para que minha filha pudesse refazer o teste de nivelamento, considerando que o nivelamento on-line havia sido encerrado antes do prazo e que ela acabou realizando a prova presencialmente no primeiro dia de aula, após mais de 24 horas de viagem, em evidente estado de cansaço. Eram circunstâncias excepcionais e plenamente justificáveis.

Enquanto eu tentava resolver essa situação, minha filha permaneceu durante uma semana em uma turma incompatível com o seu nível de conhecimento. Ela chegou ao programa em uma segunda-feira e somente foi realocada para a turma correta na segunda-feira seguinte, o que significou a perda de quatro dias completos de aula em um intercâmbio de curta duração. Trata-se de um prejuízo acadêmico que poderia ter sido evitado caso a situação tivesse sido resolvida com a agilidade necessária.

Diante da ausência de uma solução por parte da Egali, enviei eu mesma um e-mail detalhando toda a situação à diretora do programa. Expliquei os fatos, apresentei o contexto e solicitei a reaplicação do teste.

A resposta foi praticamente imediata. Em menos de cinco minutos, a diretora respondeu ao e-mail, pediu desculpas por não ter conhecimento do ocorrido e autorizou a realização de um novo teste de nivelamento.

Portanto, os fatos demonstram que a solução não decorreu da atuação da Egali, mas sim da minha intervenção direta junto à diretora do programa. Se essa medida tivesse sido adotada desde o início, conforme solicitei, ou se eu tivesse sido informada previamente de que a empresa não possuía autonomia para resolver esse tipo de questão, todo o desgaste enfrentado por minha filha e por nossa família, bem como a perda de quatro dias de aula durante o intercâmbio, poderiam ter sido evitados. Também considero importante esclarecer outro ponto mencionado pela Egali em sua resposta. No retorno ao Brasil, minha filha perdeu um documento, o que a impediu de embarcar no trecho entre Guarulhos e Belo Horizonte.

É verdade que a equipe da Egali prestou suporte nessa situação. Enquanto a questão era resolvida, minha filha permaneceu na sala VIP do aeroporto, acompanhada e recebendo assistência, e posteriormente a empresa realizou o ressarcimento do combustível que utilizei para buscá-la em Guarulhos.

Entretanto, é importante contextualizar os fatos. A primeira informação que recebi da funcionária da Egali , Valentina, foi de que minha filha teria que permanecer em Guarulhos até a segunda-feira, já que era domingo, por volta das 5h da manhã, aguardando que eu providenciasse, em cartório, uma nova autorização de viagem nacional para menor desacompanhada. Segundo essa orientação, ela permaneceria na sala VIP ou seria encaminhada para um hotel até que a documentação pudesse ser regularizada.

Diante desse cenário, não havia outra decisão razoável a ser tomada. Tratava-se de uma adolescente de apenas 15 anos, e eu não poderia deixá-la sozinha em São Paulo aguardando até a segunda-feira. Por esse motivo, saí imediatamente de Belo Horizonte em direção a Guarulhos para buscá-la.

Por fim, considero importante registrar um fato que também me causou profunda preocupação. A funcionária Valentina, responsável por acompanhar o grupo e, naquele momento, também responsável pela minha filha, informou-me a seguinte situação: Cíntia, ela ficará na sala VIP até que os responsáveis entrem em contato com você para uma resolução, porque eu embarco daqui a pouco. Eu não sou de São Paulo e, se eu ficar aqui mais tempo, vou perder o meu voo.

Durante essa mesma ligação, eu perguntei expressamente: Então, a melhor solução é que eu vá buscá-la? E a resposta da própria Valentina foi: Sim, Cíntia. Caso contrário, ela terá que ficar aqui até segunda-feira, até que você providencie a documentação.

Foi com base nessa orientação que tomei a decisão de sair imediatamente de Belo Horizonte em direção a Guarulhos. Compreendo que a funcionária também precisava embarcar e não estou desconsiderando essa circunstância. No entanto, tratava-se de uma adolescente de apenas 15 anos, que permaneceria sozinha em um aeroporto, sem uma solução imediata e com a perspectiva de aguardar até a segunda-feira.

Meu objetivo ao relatar esse episódio não é atribuir responsabilidade pessoal à funcionária, mas demonstrar que minha decisão foi tomada com base nas informações que me foram transmitidas pela própria responsável pelo grupo naquele momento. Como mãe, diante da orientação de que minha filha permaneceria em São Paulo até a segunda-feira, eu não tinha outra alternativa senão buscá-la pessoalmente.

Somente cerca de quatro horas depois recebi a informação de que havia sido encontrada uma alternativa: um voo por outra companhia aérea que não exigia aquela autorização específica. Nesse momento, porém, eu já estava a aproximadamente uma hora e meia de São Paulo. Não havia qualquer sentido em retornar, tampouco em pedir que minha filha permanecesse aguardando, já que eu praticamente havia chegado ao aeroporto.

Assim, embora reconheça que a Egali prestou assistência e tenha realizado o ressarcimento do combustível, minha decisão de ir buscar minha filha foi tomada com base nas informações disponíveis naquele momento. Como mãe, diante da perspectiva de que ela permaneceria sozinha até a segunda-feira, essa era a única atitude responsável a ser tomada. Esse episódio, portanto, não altera nem afasta as demais falhas de suporte relatadas ao longo do intercâmbio.