Não respondida

Fui cobrado indevidamente por reparo em jazigo e presenciei situação inaceitável no cemitério

Emlurb

cidade: Recife

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O que aconteceu

NOTA DE REPÚDIO À EMLURB

Pela falta de respeito, dignidade e qualidade na prestação dos serviços do Cemitério Parque das Flores Pernambuco.

Venho manifestar publicamente minha profunda indignação e repúdio à gestão da EMLURB, responsável pela administração do Cemitério Parque das Flores, diante de situações extremamente desagradáveis vivenciadas por minha família durante o sepultamento de minha tia, no último domingo.

O que deveria ser um momento de despedida, respeito e acolhimento acabou se transformando em uma experiência marcada por constrangimentos, questionamentos e situações incompatíveis com a dignidade que se espera de um serviço público.

Durante os procedimentos de abertura do jazigo familiar, constatou-se que parte de uma das paredes estava danificada, sendo necessária a reposição de quatro blocos para viabilizar a exumação e o sepultamento. Na ocasião, foi solicitado por um funcionário municipal o pagamento de R$ 400,00 para a realização do reparo.

A situação causa ainda mais indignação porque nossa família mantém regularmente o pagamento da taxa de manutenção do jazigo. Afinal, qual é a finalidade dessa cobrança se, diante de uma necessidade de reparo, a família ainda precisa enfrentar uma solicitação de pagamento adicional?

Após procurar a administração do cemitério e relatar o ocorrido, fui informado de que o reparo seria realizado sem qualquer custo adicional. Diante disso, cabe à EMLURB esclarecer a justificativa para a solicitação inicial dos R$ 400,00 e a existência de eventual previsão administrativa para essa cobrança.

Como se não bastasse, ao utilizar o banheiro do estabelecimento, deparei-me com dois coveiros tomando banho na pia destinada à higiene das mãos. Para agravar a situação, um deles fez um comentário extremamente inadequado, afirmando que, devido ao calor, quando os corpos chegam ao fundo da sepultura, acabam estourando.

É lamentável que uma família, em pleno momento de luto, tenha de presenciar situações dessa natureza em um ambiente que deveria ser pautado pelo respeito, pela dignidade e pela sensibilidade humana.

É importante deixar claro que a responsabilidade por essas condições não pode ser dissociada da instituição que administra o serviço. A EMLURB precisa responder pela gestão, fiscalização, organização e qualidade dos serviços oferecidos à população.

Cemitérios não são estabelecimentos comuns. São espaços onde famílias enfrentam um dos momentos mais difíceis de suas vidas. Não estamos falando apenas de estruturas físicas, jazigos ou procedimentos funerários. Estamos falando de pessoas, sentimentos, histórias e da dignidade de quem acabou de perder alguém.

Diante dos acontecimentos, questiono publicamente a EMLURB:

- Qual é a finalidade efetiva da taxa de manutenção dos jazigos?

- Por que foi solicitado o pagamento de R$ 400,00 por um reparo que posteriormente foi informado como gratuito?

- Quais são os critérios de fiscalização e organização dos serviços prestados?

- Que medidas são adotadas para garantir condições adequadas de higiene e respeito às famílias?

Não estamos pedindo privilégios. Estamos exigindo transparência, responsabilidade, profissionalismo e respeito à população.

A EMLURB precisa compreender que administrar um cemitério é também assumir o compromisso de preservar a dignidade de quem parte e respeitar a dor de quem fica.

O que deveria ter sido uma cerimônia de despedida tornou-se uma experiência profundamente desagradável.

**O luto já é doloroso o suficiente. A população não pode encontrar no próprio serviço público mais um motivo de sofrimento.**

Esperamos que esta manifestação não seja simplesmente ignorada e que a EMLURB apresente esclarecimentos e tome as providências necessárias.

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