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08/07/2026

Assuntos Regulatórios vivem momento de alta demanda e novas oportunidades, afirma professor do ICTQ

O mercado de Assuntos Regulatórios no Brasil vive um dos momentos mais aquecidos, resilientes e estratégicos do ecossistema farmacêutico e de saúde. Longe de ser apenas um setor responsável por preencher formulários, acompanhar normas ou protocolar documentos, a área se consolidou como uma ponte essencial entre inovação, legislação sanitária, acesso ao mercado e proteção da população. Em empresas reguladas, nenhum produto avança de forma segura sem uma estratégia regulatória bem construída. Medicamentos, cosméticos, suplementos, produtos para saúde, dispositivos médicos, alimentos com alegações específicas, saneantes, cannabis medicinal e tecnologias digitais em saúde dependem de profissionais capazes de interpretar exigências, organizar dossiês, gerenciar riscos e dialogar com órgãos reguladores. O professor do ICTQ Morenno Veloso, farmacêutico industrial, especialista em Assuntos Regulatórios e Vigilância Sanitária, tem mais de 17 anos de experiência na área. Atuou por quase dez anos no Laboratório Teuto Brasileiro e, atualmente, integra a Cimed Indústria S.A., onde exerce o cargo de Coordenador de Assuntos Regulatórios da área de Consumo, conduzindo projetos estratégicos envolvendo cosméticos, suplementos alimentares, produtos para saúde e expansão internacional. Para ele, a área se tornou uma das carreiras mais versáteis dentro do setor de saúde. “Toda organização que possui interface com a Anvisa ou outros órgãos reguladores precisa de profissionais capazes de interpretar requisitos legais, gerenciar riscos regulatórios e viabilizar o acesso de produtos ao mercado de forma segura e em conformidade com a legislação”, afirma. Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Alta demanda e escassez de talentos qualificados A expansão do mercado regulatório pode ser resumida em uma combinação: alta demanda e escassez de profissionais realmente preparados. O setor, historicamente concentrado em grandes indústrias farmacêuticas e multinacionais, passou a ser incorporado também por empresas médias, startups, consultorias, importadoras, distribuidoras, healthtechs e negócios de consumo que dependem de conformidade sanitária. Esse movimento ocorreu porque as empresas entenderam que falhas regulatórias podem atrasar lançamentos, gerar exigências técnicas, impedir importações, comprometer margens, suspender vendas e até colocar a operação em risco. No setor farmacêutico, a projeção de crescimento para 2026 reforça um ambiente favorável de investimentos, inovação e ampliação de portfólios. Setores como cosméticos, suplementos, dispositivos médicos, alimentos e tecnologias em saúde seguem caminhos semelhantes, com aumento da sofisticação técnica e maior pressão por conformidade. Morenno explica que a indústria farmacêutica ainda é uma das maiores empregadoras de profissionais de Assuntos Regulatórios no Brasil, especialmente pela complexidade envolvida no desenvolvimento, registro, pós-registro e manutenção de medicamentos. Mas ele destaca que outros segmentos vêm crescendo de forma expressiva. “Empresas de produtos para saúde, cosméticos, suplementos alimentares e biotecnologia vêm apresentando crescimento significativo e demandam profissionais capazes de acompanhar regulamentações cada vez mais complexas e em constante evolução”, afirma. A área vai muito além da indústria farmacêutica Embora a indústria farmacêutica continue sendo referência, Assuntos Regulatórios já não se limitam ao medicamento tradicional. A carreira se expandiu para um ecossistema muito mais amplo, formado por diferentes categorias de produtos sujeitos à vigilância sanitária e a outros órgãos reguladores. No campo farmacêutico, o trabalho envolve registro de medicamentos, pós-registro, genéricos, similares, biossimilares, inovadores, ensaios clínicos, farmacovigilância e interação com Anvisa e CMED. Em dispositivos médicos, há demanda crescente para regularização de softwares médicos, equipamentos, próteses, produtos de diagnóstico, tecnologias digitais e tecnovigilância. Em alimentos e suplementos, o foco passa por rotulagem, alegações de saúde, novos ingredientes, controle de contaminantes e interface entre Anvisa e MAPA. Em cosméticos e saneantes, o profissional atua com notificação, registro, avaliação de formulações, rotulagem, cosmetovigilância, produtos infantis, protetores solares e conformidade sanitária. Essa amplitude explica por que Morenno define Assuntos Regulatórios como uma das carreiras mais abrangentes e promissoras do setor de saúde. Indústria nacional, multinacional, consultoria ou órgão regulador A experiência do profissional de Assuntos Regulatórios muda conforme o ambiente de atuação. Em uma indústria nacional, a rotina costuma ser mais ampla e próxima de diferentes áreas da empresa. O profissional acompanha desde o desenvolvimento do produto até sua comercialização, com maior exposição a múltiplos processos. Nas multinacionais, a atuação tende a ser mais especializada e conectada a estratégias globais. Além do conhecimento regulatório local, o profissional precisa interagir com equipes internacionais, compreender diretrizes corporativas e alinhar projetos a exigências de diferentes mercados. Em consultorias regulatórias, a rotina é dinâmica e diversificada. O profissional atende empresas de diferentes portes, categorias e níveis de maturidade regulatória. Isso exige atualização constante, organização, capacidade analítica e habilidade para lidar com vários projetos ao mesmo tempo. Já em órgãos reguladores, como Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, a perspectiva é outra. O foco está na avaliação técnica, fiscalização, desenvolvimento de políticas regulatórias e proteção da saúde pública. “Embora a base técnica seja a mesma, a experiência profissional em Assuntos Regulatórios pode variar bastante conforme o ambiente de atuação”, explica Morenno. Segundo ele, nenhum caminho é necessariamente melhor que o outro. Cada ambiente oferece desafios, aprendizados e oportunidades diferentes. O mais importante é identificar o perfil de atuação que se conecta com os objetivos de carreira do profissional. Onde estão as oportunidades no Brasil Historicamente, as maiores oportunidades em Assuntos Regulatórios se concentram nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados com forte presença da indústria farmacêutica, de cosméticos, produtos para saúde e biotecnologia. São Paulo segue como principal polo do país, reunindo sedes corporativas, multinacionais, centros de pesquisa, consultorias regulatórias, fabricantes nacionais e empresas de tecnologia em saúde. Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Brasília e Pernambuco também mantêm relevância por concentrarem indústrias, órgãos reguladores, centros de inovação e operações logísticas estratégicas. Esse mapa, porém, está mudando. Novos polos industriais, centros de distribuição, operações de comércio exterior, empresas de inovação e modelos de trabalho híbrido ou remoto estão ampliando o alcance da carreira para outras regiões. Morenno observa que muitas atividades regulatórias passaram a ser realizadas de forma híbrida ou remota, permitindo que profissionais atuem para organizações localizadas em grandes centros sem necessidade de mudança física. “Embora os polos tradicionalmente reconhecidos continuem sendo referências para a carreira, o mercado de Assuntos Regulatórios está cada vez mais distribuído e conectado, acompanhando a evolução da indústria e das novas formas de trabalho”, afirma. O perfil profissional mudou O profissional de Assuntos Regulatórios moderno não é apenas alguém que lê RDCs ou acompanha publicações no Diário Oficial da União. O mercado passou a exigir um perfil consultivo, estratégico e multidisciplinar. A digitalização, a inteligência regulatória e a internacionalização da indústria transformaram profundamente a função. Ferramentas digitais passaram a integrar gestão documental, acompanhamento de processos, análise de dados, monitoramento regulatório, rastreabilidade e interface com órgãos reguladores. A inteligência regulatória ganhou protagonismo. Isso significa antecipar mudanças normativas, avaliar impactos de novas regras, identificar riscos antes que eles se tornem problemas e apoiar decisões de negócio com base em leitura técnica do ambiente regulado. A internacionalização também elevou o nível de exigência. Empresas brasileiras buscam exportar, captar parceiros internacionais, importar insumos, lançar produtos em outros países e responder a matrizes globais. Nesse ambiente, inglês se torna praticamente indispensável, enquanto espanhol pode ser diferencial relevante em empresas com atuação na América Latina. “O profissional moderno de Assuntos Regulatórios deixou de ser apenas um especialista em conformidade para se tornar um elo estratégico entre inovação, mercado e regulação”, resume Morenno. Tendências de 2026 ampliam o peso da área O cenário regulatório brasileiro passa por um ciclo de modernização que eleva ainda mais a importância dos profissionais de Assuntos Regulatórios. Novos marcos legais, mudanças em pesquisa clínica, discussões sobre inteligência artificial, precificação de medicamentos e digitalização do comércio exterior tornam a área ainda mais estratégica para as empresas. O novo marco da pesquisa clínica, estabelecido pela Lei nº 14.874/2024, deve ganhar consolidação prática nos próximos anos, com impacto sobre prazos, processos e atração de estudos para o Brasil. Para o regulatório, isso significa maior interação com patrocinadores, centros de pesquisa, comitês, autoridades sanitárias e matrizes globais. A nova regra de precificação de medicamentos da CMED, com exigência do Documento Informativo de Preço em etapas mais integradas ao registro, também tende a aproximar Assuntos Regulatórios das decisões de pricing, acesso e estratégia comercial. Outro ponto de transformação é a inteligência artificial em saúde. Sistemas digitais, algoritmos de apoio diagnóstico, softwares médicos e ferramentas classificadas como alto risco exigem profissionais capazes de compreender validação, governança de dados, documentação técnica, segurança e enquadramento regulatório. No comércio exterior, a modernização de processos como Duimp e LPCO exige domínio de ferramentas digitais, documentação sanitária e integração entre importação, qualidade, logística e regulatórios. Um erro nesse fluxo pode reter cargas em portos e aeroportos, impactando abastecimento, produção e faturamento. Inovação aumenta a necessidade de estratégia regulatória O crescimento de medicamentos biológicos, biossimilares, terapias avançadas, produtos para saúde, cannabis medicinal, cosméticos, suplementos e tecnologias digitais amplia o campo de atuação do regulatório porque cada categoria traz exigências próprias. Morenno reforça que cada nova categoria de produto traz desafios específicos e aumenta a necessidade de profissionais qualificados. “Quanto mais inovador é um produto, maior tende a ser a necessidade de uma estratégia regulatória bem estruturada para garantir seu desenvolvimento, registro, comercialização e expansão para novos mercados”, afirma. Esse é um dos pontos que mais valorizam a carreira. O profissional que entende apenas o texto da norma pode executar tarefas. O profissional que entende o impacto da norma sobre o negócio participa de decisões. O mercado valoriza quem consegue dizer não apenas “isso não pode”, mas “dessa forma não é viável, porém há outro caminho regulatório possível”. Essa visão consultiva separa o profissional operacional do especialista estratégico. Carreira valorizada e competitiva, mas recompensadora Assuntos Regulatórios estão entre as áreas mais valorizadas do mercado farmacêutico porque combinam alta responsabilidade técnica, impacto estratégico e escassez de profissionais qualificados. A remuneração costuma ser acima da média do mercado industrial, especialmente em polos farmacêuticos, empresas multinacionais, posições sêniores, especialistas, coordenações, gerências e cargos executivos. A trilha de carreira pode começar em posições de assistente ou analista júnior e avançar para analista pleno, sênior, especialista, coordenador, gerente e diretor regulatório. A barreira de entrada, porém, é elevada. Não existe uma graduação específica em Assuntos Regulatórios, e a atuação não é restrita exclusivamente ao farmacêutico. Profissionais de Farmácia, Biologia, Biomedicina, Engenharia, Química, Direito e Administração podem ocupar espaços em diferentes segmentos. O farmacêutico tem conhecimento técnico para atuar em medicamentos e saúde, especialmente por compreender farmacologia, tecnologia farmacêutica, qualidade, produção, segurança e uso de produtos sujeitos à vigilância sanitária. Mas ainda é necessário complementar essa formação com conhecimento específico em regulação. O caminho para se destacar Desenvolver uma carreira em Assuntos Regulatórios exige preparação. O profissional precisa desenvolver o hábito de acompanhar publicações da Anvisa, Diário Oficial da União, consultas públicas, guias regulatórios, mudanças normativas e tendências internacionais. Também precisa compreender como a legislação se aplica à prática empresarial. A norma não existe isolada. Ela impacta prazos, custos, lançamentos, importações, estratégias comerciais, comunicação, qualidade e permanência do produto no mercado. O inglês é um diferencial que, em multinacionais, se torna requisito. A leitura de documentos técnicos, interação com parceiros internacionais, análise de guias estrangeiros e comunicação com matrizes globais fazem parte da rotina de posições mais estratégicas. A visão de negócio também pesa. O profissional de Assuntos Regulatórios que entende apenas o risco pode barrar caminhos. O profissional que entende risco e oportunidade ajuda a empresa a tomar decisões melhores, sem comprometer a conformidade. Qualificação é o diferencial para transformar interesse em carreira O mercado está aquecido, mas não basta querer entrar na área. Assuntos Regulatórios exigem domínio técnico, raciocínio estratégico e segurança para lidar com normas, documentos, órgãos reguladores e áreas internas da empresa. A graduação em Farmácia oferece uma base importante, mas a atuação regulatória exige aprofundamento em temas que nem sempre são explorados com a profundidade necessária na formação inicial. Por isso, a pós-graduação se torna um caminho ideal para o farmacêutico que deseja ingressar ou crescer nesse mercado. A Pós-graduação em Assuntos Regulatórios na Indústria Farmacêutica do ICTQ foi desenvolvida para preparar o profissional para uma das áreas mais estratégicas e valorizadas do setor farmacêutico. A formação é voltada aos assuntos regulatórios que regem a indústria farmacêutica no Brasil e conecta o aluno às demandas reais do mercado regulado. Atualmente, o programa reúne em seu corpo docente experts em vigilância sanitária, quality by design e boas práticas de fabricação, oferecendo uma formação alinhada às exigências de uma área que exige técnica, atualização e visão estratégica. Em um mercado com alta demanda, escassez de talentos qualificados, barreira de entrada elevada e grande potencial de crescimento, a especialização pode ser o passo decisivo para transformar interesse em atuação profissional. Conheça o programa completo da pós-graduação, clicando aqui

08/07/2026

De aluna do ICTQ a docente da instituição a carreira de uma farmacêutica de sucesso

A professora do ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico , Juliana Ezequiel, também já foi aluna da Instituição. Ela trilhou um caminho que começou nas farmácias de manipulação e drogarias até se consolidar como referência na estética farmacêutica. Com experiência acadêmica e empreendedora, ela compartilha, nesta entrevista, os principais aprendizados de sua trajetória, os desafios enfrentados e as perspectivas para os farmacêuticos que desejam atuar nesse segmento em expansão. ICTQ - Como você iniciou sua carreira e quais aprendizados mais marcaram sua trajetória? Juliana Ezequiel – Eu me especializei primeiro em farmácia magistral, na manipulação, e depois fiz pós-graduação em gestão de pesquisa e desenvolvimento, já com o objetivo de atuar na indústria. Mas, como não consegui uma oportunidade viável nessa área, iniciei minha carreira em farmácia, atuei também em consultoria, mas praticamente toda a minha experiência inicial foi em drogarias, antes de migrar para a estética. ICTQ - O que motivou sua transição da drogaria para a estética farmacêutica? Houve um momento decisivo nessa escolha? Juliana Ezequiel – Minha transição da drogaria para a estética aconteceu pela necessidade de reconhecimento e autonomia. Eu queria organizar meus horários, ser mais bem remunerada e exercer a profissão de forma mais plena. Na farmácia, a carga horária era exaustiva, a valorização era pequena e, muitas vezes, não conseguíamos atender ao paciente como gostaríamos. Como eu já tinha conhecimento em desenvolvimento de fórmulas cosméticas, fitoterápicos e dermocosméticos, vi na estética a chance de unir tudo isso em um trabalho mais personalizado e integrativo. Comecei de forma híbrida: mantinha meio período como gerente em uma farmácia de bairro e, no restante do dia, atendia em estética. Só depois de um ano e meio a dois anos consegui segurança para atuar exclusivamente na área estética. ICTQ - Você fez pós-graduação no ICTQ e atualmente é professora da instituição. Como é para você estar dos dois lados dessa jornada, primeiro como aluna e agora como docente? Juliana Ezequiel – Fiz pós-graduação em gestão de pesquisa e desenvolvimento no ICTQ, em 2012, e esse foi o motivo da minha mudança para São Paulo. Estar hoje como docente de uma instituição que foi tão decisiva para mim há 13 anos é muito gratificante. É uma sensação de que tudo valeu a pena e de reconhecimento do meu trabalho. Além de transmitir a parte técnica, busco também mostrar a evolução profissional. Receber esse convite do ICTQ e o carinho dos alunos é, para mim, um divisor de águas na carreira. ICTQ - Quais foram os maiores desafios quando você começou a atuar na estética? Juliana Ezequiel – Era um mercado muito novo e com poucos exemplos de farmacêuticos bem-sucedidos. Havia preconceito da classe médica e até dos próprios pacientes, que não entendiam a atuação do farmacêutico na estética. Eu mesma tinha dúvidas se conseguiria construir uma carreira estável nessa área. Outro desafio foi a insegurança em investir em algo tão incerto. Mas aos poucos percebi que poderia transformar meu conhecimento em diferencial e fui conquistando espaço, mesmo com barreiras como as restrições impostas pelo Conselho de Medicina. ICTQ - A área estética tem crescido muito nos últimos anos. Como você enxerga o papel do farmacêutico nesse segmento? Juliana Ezequiel – A estética cresceu muito e hoje temos vários exemplos de farmacêuticos de destaque. Nosso papel é fundamental, principalmente pelo conhecimento em desenvolvimento de fórmulas, fitoterapia e cosmetologia. Isso enriquece o atendimento, porque uma boa estética olha não só para o externo, mas também para o interno. Além disso, nossa formação em farmacologia ajuda na escolha dos tratamentos e combinações de ativos, o que gera melhores resultados para os pacientes. ICTQ – Além de professora, você tem sua própria marca. Como surgiu essa ideia e o que significa para você empreender nesse mercado? Juliana Ezequiel – Esse sonho nasceu ainda na faculdade, sempre me imaginei com uma linha própria de cosméticos. A marca se concretizou em 2022, ainda em fase inicial, mas crescendo junto com a clínica. Eu pude realizar esse sonho porque já tinha conhecimento adquirido na pós-graduação em Gestão de Pesquisa e Desenvolvimento do ICTQ. Assim, quando abri meu segundo consultório, precisei decidir entre investir na clínica ou na marca, e escolhi a clínica primeiro, porque a considero a base de todo o meu trabalho. A marca é uma extensão dela: reforça que a estética precisa ser contínua, acessível e integrativa. Empreender, para mim, é transformar conhecimento em soluções reais, tanto nos protocolos de atendimento quanto nos produtos. ICTQ - Quais competências e habilidades você considera essenciais para o farmacêutico que deseja ingressar ou se destacar na estética? Juliana Ezequiel – O essencial é ter base sólida em anatomia, farmacologia e prática segura das técnicas. Empatia e escuta são fundamentais para um atendimento humanizado. É preciso gostar de estudar, porque a estética evolui rápido, e ter visão empreendedora, entendendo que o início exige investimento de tempo, dinheiro e dedicação. É um mercado que pode trazer excelentes resultados, mas só para quem tem constância e comprometimento. ICTQ - Como é a sua relação com os alunos do ICTQ e o que você busca transmitir a eles durante as aulas? Juliana Ezequiel – Minha relação com os alunos vai além da técnica. Quero que eles saiam confiantes, com visão de mercado, postura empreendedora e consciência da individualidade de cada paciente. A sala de aula é um espaço de troca, onde aprendo tanto quanto ensino. Minha primeira experiência presencial foi muito especial, uma vivência de crescimento conjunto. ICTQ - O que mais te orgulha em sua trajetória até aqui, tanto no âmbito acadêmico quanto no profissional? Juliana Ezequiel – Em muitos momentos pensei em desistir, porque não me sentia encaixada no mercado. Mas escolhi criar meu próprio caminho, mesmo com medo. Hoje, ter a clínica, a marca e a docência me enchem de orgulho, porque tudo nasceu da decisão de acreditar em mim. Transformei frustrações em propósito e já posso inspirar alunos e pacientes. A estética é ciência, autoestima e longevidade, e ver meus alunos construindo trajetórias mais rápidas e menos dolorosas é um grande legado. ICTQ - Que conselho você daria ao farmacêutico que está pensando em migrar de outras áreas, como a indústria, para a estética? Juliana Ezequiel – Meu conselho é: não tenham medo de recomeçar. Invistam em formação séria, como a do ICTQ, busquem prática supervisionada e construam credibilidade com postura profissional. Não pulem etapas nem tenham pressa de ganhar dinheiro. Sucesso é relativo e se constrói tijolo a tijolo. Tudo que trazemos de outras áreas soma muito. A estética exige constância, cuidado e paixão pelo que se faz. Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Capacitação farmacêutica Para quem quer atuar na área, o ICTQ oferece a Pós-Graduação Estética Avançada: Procedimentos, Consultório e Gestão , que aborda temas como: Cosmetologia Aplicada à Estética Facial e Corporal; Fototerapia Aplicada à Estética; Eletroterapia Aplicada à Estética; Tricologia Básica; Intradermoterapia Facial e Corporal; procedimentos injetáveis estéticos (Microagulhamento, Skinbooster, Carboxiterapia, Ozonioterapia, PEIM) Carboxiterapia; Harmonização Facial (Preenchimento, Toxina Botulínica, Bioestimuladores de Colágeno e Fios De Sustentação); Anatomia Facial e Corporal; Fisiopatologia das Disfunções Estéticas; Anamnese; Semiologia e Avaliação; Biossegurança, Assepsia, Esterilização e Regulamentação, entre outros Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

08/07/2026

Com salários de até R$ 30 mil, o mercado regulatório atrai farmacêuticos em busca de crescimento

Para muitos farmacêuticos recém-formados, a dúvida sobre qual caminho seguir depois da graduação é quase inevitável. A profissão abre portas em diferentes áreas, mas nem sempre o mercado deixa claro quais trilhas oferecem maior crescimento, valorização e estabilidade financeira. Dentro desse cenário, o setor de Assuntos Regulatórios desponta como uma das carreiras mais promissoras para quem deseja atuar na indústria farmacêutica. Setor responsável por garantir que medicamentos, cosméticos, suplementos, dispositivos médicos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária estejam em conformidade com as normas vigentes. Na prática, o profissional de Assuntos Regulatórios atua para que produtos sejam registrados, alterações sejam aprovadas, fábricas estejam licenciadas e inovações cheguem ao mercado com segurança, qualidade e legalidade. Essa é uma das áreas mais valorizadas no mercado farmacêutico, com atuação em indústrias, consultorias especializadas, Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais e municipais. A faixa salarial citada para a carreira pode variar de R$ 3.500 a R$ 30.000, dependendo do cargo, da experiência, da região, do porte da empresa e da complexidade do produto. Por que o setor regulatório é tão valorizado? Assuntos Regulatórios não é uma área meramente burocrática. Ela está diretamente ligada à capacidade de uma empresa operar, lançar produtos, manter portfólio ativo e gerar receita. Sem o trabalho regulatório, um medicamento pode não ser registrado, uma alteração de processo pode não ser aprovada e um produto pode não chegar ao paciente. O farmacêutico e Gerente de Assuntos Regulatórios na Cifarma, Roman Novak, ex-aluno e atual professor do ICTQ, explica que a área é financeiramente promissora devido a sua relevância estratégica. Com mais de 15 anos de atuação em regulatórios e uma trajetória construída em grandes indústrias do setor, como União Química e Brainfarma/Hypera, o professor acompanha de perto como a o profissional de regulatórios influencia desde a viabilidade comercial até a permanência de produtos no mercado. “Sim, a carreira em Assuntos Regulatórios é amplamente considerada uma das mais estáveis e financeiramente recompensadoras dentro das indústrias reguladas”, afirma Novak. Para ele, o principal fator de valorização é a natureza essencial da função. “O profissional de regulatórios é o guardião da legalidade comercial da empresa. Sem a sua atuação, produtos não são registrados, fábricas não são licenciadas e inovações não chegam ao mercado.” Essa visão ajuda a explicar por que a área tende a manter relevância mesmo em períodos de instabilidade econômica. Enquanto setores mais ligados à expansão podem sofrer cortes, Assuntos Regulatórios permanece necessário para manter produtos ativos, responder exigências, sustentar operações e proteger a empresa de riscos sanitários e legais. Quanto ganha um farmacêutico em Assuntos Regulatórios? A remuneração em Assuntos Regulatórios varia conforme maturidade profissional, senioridade, tipo de empresa e grau de responsabilidade. A faixa de R$ 3.500 a R$ 30.000 mencionada pelo ICTQ reflete uma escada de crescimento clara dentro da área. Segundo Roman Novak, essa amplitude salarial expressa bem a diferença entre entrada, especialização, gestão e posições estratégicas. Nas posições iniciais, como assistente ou analista júnior, a remuneração costuma ficar entre R$ 3.500 e R$ 6.000. Nessa fase, o trabalho é mais operacional, envolvendo submissões simples, acompanhamento de prazos no Diário Oficial da União, organização de documentos, relatórios básicos e histórico regulatório. Em cargos plenos, seniores e de especialista, a remuneração pode avançar para uma faixa entre R$ 6.500 e R$ 13.000. Aqui, o profissional já ganha autonomia para elaborar dossiês complexos, conduzir processos de pós-registro, acompanhar estudos de estabilidade, negociar com agências reguladoras e prever riscos regulatórios em novos projetos. No nível de coordenação, gerência e direção, a faixa pode chegar a R$ 14.000, R$ 30.000 ou mais. Nesse patamar, o profissional participa de decisões corporativas, lidera equipes multidisciplinares, atua junto à diretoria, define estratégias de lançamento e alinha o pipeline de produtos às metas de negócio. Especialista pode chegar a uma remuneração acima da média nacional Dados recentes do site Glassdoor indicam que o salário-base médio de um Especialista de Assuntos Regulatórios no Brasil gira em torno de R$ 10 mil por mês, com faixa mais provável entre R$ 7 mil e R$ 12 mil mensais. Para quem está planejando a carreira, esse número transmite uma mensagem importante: Assuntos Regulatórios permite crescimento técnico sem que o profissional precise necessariamente migrar para cargos de gestão de pessoas. “Esses dados evidenciam que atingir o patamar de Especialista coloca o profissional em uma faixa de renda significativamente superior à média do mercado de trabalho brasileiro, consolidando Assuntos Regulatórios como uma carreira de elite técnica”, afirma Novak. Ele destaca ainda que, em multinacionais farmacêuticas ou empresas de biotecnologia, a remuneração pode ultrapassar a média reportada, especialmente quando há bônus, benefícios e atuação em produtos de maior complexidade. Isso torna a área atrativa tanto para quem deseja crescer na trilha técnica quanto para quem mira cargos de liderança. O que faz o profissional de Assuntos Regulatórios Na indústria farmacêutica, o profissional de Assuntos Regulatórios acompanha processos de pesquisa e desenvolvimento, analisa relatórios de qualificação e validação, administra registros de produtos, acompanha publicações da Anvisa no Diário Oficial da União, participa de consultas públicas, implementa novas resoluções, responde exigências, acompanha auditorias e atua na revalidação de registros. Também pode orientar áreas como marketing, jurídico, SAC, farmacovigilância, qualidade, produção e desenvolvimento. Isso acontece porque praticamente todas as decisões que envolvem um produto regulado precisam estar alinhadas às normas sanitárias. Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Em consultorias, o profissional pode atuar com regularização de empresas, elaboração de dossiês, diagnóstico de conformidade, auditorias regulatórias, adequação de produtos e treinamentos para equipes técnicas. Em órgãos reguladores, pode participar da fiscalização, elaboração de normas, avaliação de processos e acompanhamento do cumprimento da legislação sanitária. Esse escopo amplo faz com que Assuntos Regulatórios seja uma área de interface. O profissional precisa dominar legislação, mas também precisa compreender qualidade, desenvolvimento, produção, documentação técnica, mercado, estratégia e ciclo de vida do produto. O que mais influencia a remuneração A remuneração em Assuntos Regulatórios não depende apenas do diploma. Para o professor, alguns fatores têm peso decisivo na valorização profissional. O primeiro grande diferencial é o inglês fluente. “É o principal divisor de águas salarial”, afirma. O idioma permite atuação em multinacionais, submissões internacionais, interface com matrizes estrangeiras e contato com órgãos como FDA e EMA. Segundo o professor, profissionais com inglês fluente podem ganhar de 40% a 70% mais do que pares que atuam apenas no mercado nacional. Outro fator relevante é o tipo de produto. Medicamentos biológicos, inovações radicais, ensaios clínicos e dispositivos médicos de alto risco costumam pagar melhor, porque exigem maior domínio técnico e envolvem processos mais complexos. Já segmentos de menor complexidade, como cosméticos de grau 1 ou alimentos convencionais, tendem a oferecer remunerações menores. O porte da empresa e a região também pesam. Grandes indústrias farmacêuticas concentradas em polos como São Paulo, interior paulista, Goiás e outros centros industriais costumam oferecer estruturas mais robustas de cargos, salários e benefícios. Por fim, a pós-graduação aparece como base de sustentação para crescimento. Para Novak, ela é vista pelo mercado como requisito essencial para posições de nível pleno e sênior em diante, porque demonstra domínio técnico e atualização normativa. O próprio professor viveu esse caminho na prática ao se formar na Pós-Graduação em Vigilância Sanitária e Saúde Pública pelo ICTQ em 2013. Para ele, uma especialização sólida acelera promoções, pois chancela que o profissional domina as atualizações normativas sem depender exclusivamente do aprendizado lento do dia a dia da empresa. Crescer em regulatórios exige estratégia A carreira em Assuntos Regulatórios tem marcos claros de crescimento. O primeiro grande salto costuma ocorrer quando o profissional deixa a posição de analista pleno e passa a atuar como especialista ou coordenador. Nesse momento, ele deixa de apenas executar processos e passa a desenhar estratégias de submissão, orientar áreas internas e antecipar riscos. O segundo salto ocorre na transição para gerente regulatório. A partir daí, o profissional passa a liderar equipes, administrar orçamento, defender cronogramas de lançamento e participar de decisões corporativas. No topo da carreira está a posição de diretor de Assuntos Regulatórios. Esse profissional participa de decisões regionais ou globais, avalia riscos regulatórios em fusões e aquisições, representa a empresa em entidades setoriais e pode influenciar debates sobre futuras regulamentações. Roman Novak estima que um profissional dedicado leve, em média, de cinco a oito anos para sair de uma posição inicial e chegar ao patamar de especialista. Esse tempo pode cair para quatro ou cinco anos quando há foco em projetos complexos, educação continuada e domínio de idiomas. Consultoria independente também é caminho possível Além da carreira corporativa, Assuntos Regulatórios abre espaço para atuação como consultor independente. Segundo Roman Novak, esse mercado é aquecido e lucrativo, especialmente porque muitas empresas de pequeno e médio porte, startups, importadoras e marcas em expansão preferem terceirizar demandas regulatórias em vez de manter uma estrutura interna completa. Entre as possibilidades estão auditorias regulatórias, diagnósticos de conformidade, regularização de empresas, obtenção de AFE, licenças locais, elaboração de dossiês, registros de suplementos, fitoterápicos, cosméticos e treinamentos in-company. Mas esse caminho exige maturidade. Para atuar como consultor, o profissional precisa construir reputação técnica, desenvolver networking e comprovar capacidade de resolver exigências regulatórias com agilidade e segurança. Essa possibilidade mostra que Assuntos Regulatórios não é uma carreira fechada em uma única rota. O farmacêutico pode crescer em diferentes atuações, em empresas nacionais, multinacionais, startups ou com atuação independente. Regulatórios pode ser o caminho para uma carreira próspera Para o farmacêutico recém-formado ou em início de carreira, Assuntos Regulatórios pode parecer uma área distante, técnica demais ou pouco explorada durante a graduação. Mas é justamente aí que está uma oportunidade. A graduação em Farmácia oferece a base científica, mas nem sempre aprofunda temas como registro de medicamentos, pós-registro, dossiês técnicos, vigilância sanitária, consultas públicas, boas práticas, estratégias regulatórias, documentação e interface com agências. Por isso, muitos profissionais só descobrem essa área depois de já estarem no mercado. Hoje o mercado mudou, se antes o diploma era suficiente para uma boa colocação, hoje a pós-graduação se tornou um requisito básico para quem deseja avançar na carreira. A atualização profissional permite ao farmacêutico atuar de forma mais estratégica e enfrentar melhor os desafios do mercado. Para quem está concluindo a faculdade ou acabou de se formar e ainda não sabe qual direção seguir, Assuntos Regulatórios oferece três elementos muito fortes: estabilidade, crescimento financeiro e relevância estratégica. É uma área que conecta ciência, legislação, mercado e saúde pública. Pós-graduação pode ser um atalho Assuntos Regulatórios é uma carreira de alta barreira de entrada. As normas mudam com frequência, os processos exigem precisão documental, as decisões têm impacto financeiro e sanitário, e as empresas buscam profissionais capazes de resolver problemas com segurança. A qualificação pode encurtar a curva de aprendizado. Uma pós-graduação sólida permite que o farmacêutico compreenda a lógica da área, domine conceitos fundamentais, conheça os principais processos e se prepare para disputar posições mais valorizadas. A Pós-Graduação em Assuntos Regulatórios na Indústria Farmacêutica do ICTQ prepara o farmacêutico para atuar nesse mercado, com uma formação voltada às demandas reais da indústria e do setor regulado. A trajetória de profissionais como Roman Novak, que se formou no ICTQ antes de consolidar uma carreira de liderança em Assuntos Regulatórios, mostra como a especialização pode abrir portas em uma área estratégica, valorizada e em constante crescimento. Para quem busca uma carreira financeiramente promissora, com possibilidade de crescimento técnico, liderança, consultoria e atuação em empresas nacionais ou multinacionais, Assuntos Regulatórios pode ser uma das escolhas mais estratégicas dentro da Farmácia. Conheça o programa completo da graduação, clicando aqui. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

08/07/2026

Farmacêutica e Prof.ª do ICTQ transforma clínica estética em franquia e expande pelo Brasil

De uma pequena sala montada na casa da mãe, em Simonésia (MG), à criação de uma clínica avaliada em mais de R$ 19 milhões, a trajetória da farmacêutica e professora do ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico , Maralise Perígolo, é um exemplo de como conhecimento e propósito podem mudar destinos. Com uma combinação de sensibilidade e rigor científico, ela construiu um modelo de sucesso que une seu prazer em dar aulas no ICTQ, além de ciência, estética e empreendedorismo feminino, e agora leva essa fórmula a todo o país. Referência nacional na área da estética farmacêutica e com formação que inclui mestrado na França, doutorado no Brasil e pós-doutorado internacional, ela acaba de lançar a franquia da Clínica Maralise Perígolo. O projeto marca uma nova fase de expansão da marca, com o objetivo de replicar seu padrão de excelência e impacto social em outras regiões do Brasil. Conheça sua trajetória em entrevista exclusiva ao Portal de Notícias do ICTQ. Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente ICTQ - Qual foi o ponto de partida da sua carreira e como se deu sua transição para estética? Maralise Perígolo - Eu nasci em Simonésia (MG), filha de agricultor e professora. Aprendi cedo o valor da educação, da fé e do trabalho com propósito. Comecei a atuar como farmacêutica no laboratório de manipulação da Drogamais, em Pedro Leopoldo (MG), onde desenvolvi meu olhar técnico e o cuidado personalizado. Em seguida decidi estudar mais: fiz mestrado na França em Biotechnologie et Santé, doutorado em Inovação Terapêutica no Brasil e pós-doutorado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma universidade francesa. Durante esse percurso, descobri que queria unir ciência, estética e saúde - e foi então que me especializei em harmonização facial e corporal. ICTQ - Como foi o primeiro passo concreto no empreendedorismo em estética? Maralise Perígolo - Em 2016 fundei a MP Academy, um instituto voltado para a formação de profissionais da saúde (médicos, biomédicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos) na área de estética avançada. A sede fica a pouco tempo do Aeroporto Internacional de Confins (MG) e integra a clínica de referência. Tudo começou muito simples. Comecei com uma maca na casa da minha mãe. Atualmente, temos uma estrutura moderna. ICTQ - Como se deu o crescimento da clínica e qual o porte que ela atingiu? Maralise Perígolo - O pequeno espaço inicial evoluiu para uma clínica com estrutura nacional de referência, avaliada em mais de R$ 19 milhões, com mais de R$ 7 milhões em investimentos em tecnologia. É uma clínica que recebe alunos e pacientes de diversos estados e até internacionalmente. ICTQ - Qual o novo empreendimento que está sendo anunciado agora e por que ele é importante? Maralise Perígolo - Estamos lançando o modelo de franquia da Clínica Maralise Perígolo, um novo capítulo da marca. As franquias serão estruturadas com padrões de atendimento, tecnologia, treinamentos e gestão, garantindo que cada unidade mantenha o DNA da clínica-matriz. Esse movimento é importante porque permite multiplicar o negócio, levar o que construí até agora para outras regiões, e ajudar mais pessoas com o propósito da marca. ICTQ - Que tipo de suporte cada unidade-franquia vai receber? Maralise Perígolo - Cada unidade-franquia receberá suporte de padrões de atendimento, tecnologia, treinamentos e gestão, para garantir que mantenha o DNA da clínica-matriz. ICTQ - Qual a missão que motiva essa expansão via franquia? Maralise Perígolo - Minha missão sempre foi mostrar que conhecimento e propósito transformam qualquer história. Hoje, digo que quero que outras mulheres saibam que é possível crescer sem perder a essência. A estética mudou a minha vida, e agora, quero mudar a vida de muitas outras. A necessidade de levar para o maior número de pessoas o que fazemos aqui todos os dias foi o que me motivou. ICTQ - Como todo esse percurso pessoal – origem, formação, maternidade – influencia sua maneira de liderar o negócio? Maralise Perígolo - A origem humilde no interior de Minas, a formação acadêmica no Brasil e no exterior, e o fato de ser mãe de duas filhas, uma delas com necessidades especiais, me ensinaram bastante sobre resiliência, propósito, sensibilidade e equilíbrio entre carreira e vida pessoal. Isso se reflete na cultura da empresa: mais humana, mais inclusiva, mais voltada para resultados com propósito. ICTQ - Que desafios você antecipa para essa fase de franquia e expansão? Maralise Perígolo - Um dos grandes desafios será garantir a manutenção da qualidade e da essência da marca em escala, replicando modelos e cultura, bem como adaptar-se a diferentes mercados regionais. Também vejo o desafio de formar franqueados que se alinhem com o propósito da marca, ou seja, não é só abrir unidades, mas manter um padrão que preserve ciência, estética e cuidado. ICTQ - E olhando mais para frente, quais são os planos de longo prazo? Maralise Perígolo - Os planos envolvem expansão nacional e internacional da marca-franquia. Quero que a ela ultrapasse fronteiras, leve os valores e o método que construí para outras cidades e países. Além disso, quero continuar investindo em inovação e capacitação, para que a estética farmacêutica se consolide cada vez mais como área de impacto em saúde, beleza e autoestima para mulheres e homens. Capacitação farmacêutica Para quem quer atuar na área, o ICTQ oferece a Pós-Graduação Estética Avançada: Procedimentos, Consultório e Gestão , que aborda temas como: Cosmetologia Aplicada à Estética Facial e Corporal; Fototerapia Aplicada à Estética; Eletroterapia Aplicada à Estética; Tricologia Básica; Intradermoterapia Facial e Corporal; procedimentos injetáveis estéticos (Microagulhamento, Skinbooster, Carboxiterapia, Ozonioterapia, PEIM) Carboxiterapia; Harmonização Facial (Preenchimento, Toxina Botulínica, Bioestimuladores de Colágeno e Fios De Sustentação); Anatomia Facial e Corporal; Fisiopatologia das Disfunções Estéticas; Anamnese; Semiologia e Avaliação; Biossegurança, Assepsia, Esterilização e Regulamentação, entre outros Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

08/07/2026

Pesquisa aponta que pós-graduados recebem quase o dobro do salário

Com o crescimento do número de brasileiros com ensino superior completo e o aumento na oferta de cursos nos últimos anos, o Brasil observa uma mudança no mercado de trabalho. Segundo um levantamento feito pelo economista Naercio Menezes Filho, pesquisador do Insper, o rendimento médio de quem vai além da graduação chega a R$ 11.539 — quase o dobro de quem apenas concluiu o ensino superior (R$ 6.160). Os números mostram que cursar a graduação ainda traz ganhos. O rendimento de quem terminou os estudos no ensino médio é de R$ 2.655. Mas a diferença salarial entre os dois níveis de instrução encolheu: em 2001, era de 2,5 vezes e, agora, de 2,3 vezes. A mudança não é à toa. No início dos anos 2000, o país tinha apenas 6% da população com ensino superior completo. Hoje, essa fatia está em 20%. — Até 2011, você tinha 10% das pessoas adultas com ensino superior. Quem tinha ensino superior, tinha diferencial de salário mais alto e maiores possibilidades de progressão na carreira. Mas, a partir daí, começam a aumentar as matrículas nas universidades, e o diferencial começa a cair em relação ao ensino médio. O que começa a aumentar é a pós-graduação — diz Naercio, lembrando que 1% da população concluiu essa etapa no país: — É importante pensar o mercado de trabalho como uma corrida entre tecnologia e educação. Quando a tecnologia aumenta, vai requerendo mais qualificação, e o salário sobe. Quando a oferta educacional aumenta, o salário cai. Receba nossas notícias por e-mail: cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente ‘Lifelong learning’ Marcelo Neri, economista da FGV, avalia que os ganhos dos pós-graduados vão além do salário e incluem maiores chances de ocupação, formalidade e benefícios. Para ele, a escassez de mão de obra gera uma espécie de “prêmio educacional” para quem consegue chegar aos níveis de estudo demandados pelo mercado. Ele pondera que esta nova realidade requer que o profissional continue a estudar mesmo depois de conquistar uma vaga, o chamado "lifelong learning": Receba nossas notícias por e-mail: cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente — Você não estuda para depois trabalhar, você trabalha e estuda, e a pós-graduação está no meio desse processo de conciliar trabalho e estudo. Essa nova dinâmica já foi incorporada aos processos seletivos. Na Subsea 7, empresa de serviços de engenharia submarina para a indústria de energia, a pós-graduação é considerada diferencial na hora da contratação, principalmente em cargos gerenciais, de finanças e engenharia. — São pessoas mais bem equipadas para tomar decisões e trazer potenciais soluções para problemas complexos. Hoje se fala muito nas organizações sobre a necessidade de o profissional se manter aprendendo continuamente e estar sempre se capacitando. A gente vê valor nisso — diz Alessandra Nogueira, diretora de RH da empresa. A empresa oferece programa de educação continuada, no qual patrocina até 50% do valor dos cursos de pós, mestrado e doutorado para funcionários selecionados. No caso da Nestlé, há incentivo à capacitação e oferta de recursos internos para o desenvolvimento profissional. A empresa oferece o programa Talent Hub, no qual o profissional pode escolher o tipo de curso e área e escolher entre formações de curta duração ou de longa duração, como uma pós-graduação. — A pós-graduação e outras formações mostram o quanto o candidato é comprometido com o desenvolvimento constante nos estudos. Acreditamos no conceito de lifelong learning, e encorajamos — diz Izabel Azevedo, diretora de Talento e Cultura da Nestlé. Essa disposição para voltar para a sala de aula é citada pelo pró-reitor da FGV, Antonio Freitas, como um traço comum dos estudantes da pós-graduação: — Pessoas já muito bem colocadas no mercado, até diretores de empresas, buscam o mestrado e o doutorado profissional. Está cheio de alunos em posições boas, mas querem adquirir base para seu crescimento. A pós passou a ter diferencial significativo. Essa capacidade de continuar a aprender é considerada uma vantagem na seleção de candidatos, diz Laís Vasconcelos, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half. Ela afirma que o importante é seguir em atualização, seja por meio de pós ou cursos livres. No Ibmec, houve aumento em 2024 na procura pela pós-graduação presencial. A maior demanda está em programas executivos, voltados a diretores e CEOs, sobretudo MBAs nas áreas de tecnologia, como IA, data science e big data aplicados a negócios. — O aluno da pós-graduação busca capacitação maior do ponto de vista técnico. Ele quer ter acesso a conhecimentos e práticas que não teve na graduação e que são conhecimentos que vão possibilitar ter promoção ou mudar de carreira, conseguir um cargo com salário mais alto — explica Paula Steban, diretora de ensino do Ibmec. De acordo com a universidade, em 2024, a busca pelos cursos ligados a tecnologia cresceu quase 60%. Transformação digital Para Patricia Suzuki, diretora de Recursos Humanos da Redarbor, grupo dono da Catho, a valorização da pós-graduação está ligada ao aumento da complexidade dos cargos, impulsionado pela transformação digital, que exige profissionais mais qualificados, e que torna a especialização um diferencial competitivo: — Isso não significa a desvalorização do ensino superior, mas a elevação do nível de exigência em função da competitividade do mercado. Depoimentos ‘Os planos de carreira para pessoas que têm especialização são muito melhores’ Matheus Viug, de 30 anos, é historiador. Em 2024, concluiu o mestrado profissional em Ensino de História. A motivação foi a vontade de seguir estudando e o efeito positivo no desenvolvimento profissional. Para ele, instituições de ensino de maior prestígio dão prioridade a profissionais especializados e isso acaba sendo um diferencial no mercado de trabalho: — Nas melhores escolas e universidades, não existe espaço para quem não busca se desenvolver academicamente. Postos de trabalho considerados ‘de elite’ exigem profissionais mais qualificados. ‘Fiz a pós, estou concluindo o mestrado e já tenho nos meus planos uma ideia para o doutorado’ Servidora pública do Rioprevidência desde 2010, Bárbara Rodrigues, de 49 anos, é dentista e tem pós-graduação em Recursos Humanos. Ela entrou no serviço público para um cargo de especialista em previdência social e conta que, no órgão em que atua, pessoas com doutorado podem ter aumento na remuneração de até 40%. — Essa melhoria na renda é uma maneira de fazer com que nós continuemos a nos especializar e desenvolver profissionalmente. Eu fiz a pós, estou concluindo o mestrado e já tenho nos meus planos uma ideia para o doutorado. E, quando fazemos isso, desenvolvemos também pesquisas na área e mais conhecimento — conta. ‘Título foi um diferencial para chegar ao meu cargo e me deu vantagem em relação aos concorrentes’ A engenheira química com mestrado Thaiane Nolasco, de 35 anos, avalia que a pós-graduação foi fundamental em sua trajetória profissional e que abriu caminho para que ela tenha conquistado hoje melhor remuneração. Na avaliação dela, o mercado de engenharia tem dado sinais de valorização para pesquisa e desenvolvimento, e profissionais com especialização são mais requisitados. — O título que eu tenho foi um diferencial para chegar ao meu cargo. Isso me fez ter vantagem em relação aos demais concorrentes porque eu conseguia dominar certas técnicas que a maioria não consegue — afirma. Os planos de carreira para pessoas que têm especialização são muito melhores, com possibilidade de uma remuneração melhor. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

04/03/2026

De analista à gestor: construindo uma carreira de sucesso na indústria farmacêutica

Seguir carreira na indústria farmacêutica é o sonho de muitos profissionais que desejam aliar ciência, inovação, impacto positivo na sociedade e retorno financeiro. Esse setor, que cresce continuamente, oferece inúmeras possibilidades de atuação, desde pesquisa e desenvolvimento até produção, marketing e controle da qualidade. No entanto, também apresenta desafios significativos, como a constante necessidade de atualização, o rigor regulatório e as pressões por inovação. A carreira na indústria farmacêutica demanda profissionais altamente qualificados e versáteis. A busca por novas soluções para a saúde global estimula um ambiente dinâmico, onde o aprendizado constante é parte da rotina. Ao mesmo tempo, essa complexidade exigida na carreira na indústria é recompensada com salários atrativos, estabilidade e a oportunidade de contribuir diretamente para o bem-estar da sociedade, tornando este segmento uma escolha repleta de propósito e possibilidades. De acordo com a consultoria IQVIA, em 2023, o mercado brasileiro de medicamentos tinha 411 empresas farmacêuticas, produtoras de medicamentos prescritos e isentos de prescrição. Dessas empresas, 116 (28%) eram internacionais e 295 (72%) de capital nacional. No mercado total, as empresas de capital nacional responderam por 51% do faturamento e 81% das unidades (caixas). As empresas internacionais detiveram 49% do faturamento e 9% das unidades (caixas) vendidas. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) lembra que a indústria farmacêutica brasileira mantém pouco mais de 91 mil empregos diretos, nas empresas de fabricação de medicamentos para uso humano, conforme os mais recentes dados oficiais disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério da Economia. Esses empregos diretos geram cerca de 800 mil empregos indiretos. “Ao farmacêutico industrial cabem todas as atribuições e funções que tangem, principalmente, às áreas técnicas, envolvendo garantia da qualidade, controle da qualidade, metodologias de validação de processo; na área regulatória, desenvolvimento, gestão industrial, gestão de desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de processos, desenvolvimento de projetos, farmacovigilância, dentre outras. A responsabilidade é simplesmente manter o sistema funcionando”, afirma professor do ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico e diretor industrial da Eget Global, Azi Mauricio Guerra Ceccopieri. Ele complementa que os desafios enfrentados pelos profissionais em carreira na indústria farmacêutica incluem a necessidade de reunir competências de gestão em processos técnicos e administrativos que abrangem o setor. Por conta disso, a evolução tecnológica, especialmente em áreas como comunicação, gestão de softwares de qualidade e ferramentas estatísticas, exige constante atualização para acompanhar o ritmo do mundo corporativo. Além do mais, as tratativas relacionadas à nanotecnologia farmacêutica representam outro obstáculo, sendo ainda um campo pouco explorado por farmacêuticos no Brasil. A professora do ICTQ e gerente de Garantia da Qualidade na Cazi Indústria Farmacêutica, Fernanda Bido, lembra que as atividades do farmacêutico na área industrial são diversas e de extrema relevância, sendo primordial observar a normativa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que regulamenta e inspeciona todas elas. “O papel exercido pelo farmacêutico carrega grande responsabilidade, pois toda a produção acontece em larga escala, principalmente nas operações relacionadas a fabricação e controle de medicamentos, cosméticos e outros produtos relacionados à saúde. O impacto à saúde pública é um cuidado constante, pois a cada lote fabricado milhares de unidades são produzidas e distribuídas a pacientes e consumidores em geral”, diz Fernanda. Habilidades técnicas e comportamentais A professora do ICTQ e executiva de Qualidade e P&D, com mais de 30 anos de experiência em empresas farmacêuticas internacionais, Valéria Yugue, fala que na carreira na indústria farmacêutica, habilidades técnicas e comportamentais são fundamentais para o sucesso profissional. Entre as mais valorizadas, ela destaca: Habilidades técnicas Conhecimento em Química e Farmacologia: compreensão profunda dos princípios químicos, farmacológicos e biológicos relacionados ao desenvolvimento e uso de medicamentos. Boas Práticas de Fabricação (BPF): familiaridade com as normas e regulamentos que assegurem a qualidade na fabricação de produtos farmacêuticos. Análise e Controle da Qualidade: habilidade em realizar testes e análises para garantir a qualidade e a segurança dos produtos farmacêuticos. Desenvolvimento de Produtos: conhecimento em processos de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, incluindo formulação e otimização. Regulamentação Farmacêutica: entendimento da legislação e dos procedimentos necessários para a aprovação de medicamentos e dispositivos médicos. Tecnologia da Informação: capacidade de trabalhar com softwares e sistemas de gestão que suportam operações laboratoriais e de produção. Gerenciamento de Riscos: pensamento crítico e mentalidade de riscos são essenciais no novo cenário das indústrias farmacêuticas. Habilidades comportamentais Trabalho em Equipe: capacidade de colaborar efetivamente com profissionais de diferentes áreas e disciplinas. Comunicação: habilidade de comunicar informações complexas de forma clara e eficaz, tanto oralmente quanto por escrito. Resolução de Problemas: capacidade de identificar problemas rapidamente e desenvolver soluções eficazes, muitas vezes em situações desafiadoras. Pensamento Crítico: aptidão para analisar informações e tomar decisões baseadas em dados e evidências científicas. Adaptabilidade: flexibilidade para se adaptar a mudanças no ambiente regulatório, tecnológico e de mercado. Ética e Profissionalismo: compromisso com altos padrões éticos, especialmente na condução de pesquisas e na fabricação de produtos que afetem a saúde pública. Liderança: habilidade de liderar equipes e projetos, motivando e orientando os membros em direção aos objetivos comuns. “Essas habilidades são essenciais para que os profissionais se destaquem em sua carreira na indústria farmacêutica e contribuam efetivamente para o desenvolvimento de medicamentos e a melhoria da saúde pública”, atesta Valéria. De acordo com Ceccopieri, no âmbito técnico, ainda há desafios relacionados ao domínio de tecnologias estatísticas aplicadas à análise de dados em estudos de estabilidade, degradação, desenvolvimento de produtos e especificações. Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Já no campo comportamental, ele reitera que muitos farmacêuticos ainda buscam aprimorar competências relacionais, habilidades de liderança e entendimento de custos, especialmente voltados para a gestão industrial e de projetos. Regulamentação na indústria farmacêutica A regulamentação e a conformidade têm um impacto significativo no dia a dia dos profissionais que seguem carreira na indústria. Eles são responsáveis por garantir que todos os processos, desde a pesquisa e desenvolvimento até a produção e distribuição, estejam em conformidade com as normas e legislações vigentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil; e a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos. Isso envolve a realização de auditorias, a documentação rigorosa de processos e a implementação de práticas de qualidade. Além disso, os farmacêuticos devem estar atualizados sobre mudanças regulatórias e participar de treinamentos regulares para garantir que suas práticas estejam alinhadas com as exigências legais. Valéria lembra que a regulamentação na indústria farmacêutica é composta por uma série de normas que visam garantir a segurança e a eficácia dos medicamentos. Os farmacêuticos devem seguir diretrizes específicas em várias etapas, como a pesquisa clínica, a fabricação, a distribuição e o monitoramento pós-comercialização. “A conformidade com essas regulamentações não apenas protege os pacientes, mas também assegura que as empresas mantenham sua credibilidade no mercado. Além disso, os profissionais precisam documentar todos os processos e resultados, o que pode ser um desafio em termos de tempo e recursos”, afirma a especialista. Fernanda reitera que a indústria farmacêutica é um setor extremamente regulado, ou seja, as principais atividades são todas regidas por normas sanitárias que funcionam como regras para que as condutas operacionais reflitam a tríade: qualidade, segurança e eficácia. A regulamentação é toda segmentada por área e assunto, divididas em segmentos, por exemplo, medicamentos, cosméticos, dispositivos médicos etc. Também é dividida em Normas Gerais e Normas acessórias, por exemplo, Normativa Geral: RDC 658/22 – Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, que trata das principais diretrizes aplicadas a fabricação de medicamentos, envolve várias áreas em sua redação. Porém, outras normas acessórias também são muito importantes, como RDC 166/17 que trata das validações de métodos analíticos, IN 138/22 que trata das atividades de BPF relacionadas a Qualificação e Validação. “Sendo assim, todas as atividades são direcionadas por normas para que exista um padrão mínimo de qualidade. É importante descrever ainda que todos os produtos e processos da indústria farmacêutica são passíveis da aplicação do Gerenciamento de Riscos da Qualidade, esse assunto tem suporte em normas internacionais e um guia nacional publicado pela Anvisa (Guia 62/2023), nele constam as diretrizes de aplicação do GRQ ao longo do Ciclo de vida de processos e produtos”, explica Fernanda. Esses Guias e Normas são atualizados constantemente, desta forma, um profissional que deseja trabalhar ou mesmo já trabalha na área da indústria farmacêutica, não pode ter medo de leituras técnicas e de mudanças ou atualizações para proporcionar a adequação e melhoria contínua da empresa que trabalha. Mercado de trabalho Segundo Ceccopieri, a carreira na indústria farmacêutica oferece algumas alternativas iniciais para os profissionais, como estágios, programas de trainee ou posições técnicas e operacionais para aqueles que estão ingressando no mercado. Contudo, essas oportunidades costumam estar associadas a salários iniciais mais baixos. Além disso, o professor também destaca a dificuldade que muitos farmacêuticos enfrentam ao tentar migrar do varejo para a carreira na indústria. Isso ocorre porque, em alguns casos, o varejo oferece remunerações mais atrativas no balcão. Ademais, para alcançar salários mais elevados na indústria, as empresas frequentemente são exigentes e demandam experiência prévia para funções específicas, como a de analista de validação de metodologia analítica. “O mercado de trabalho para farmacêuticos interessados em seguir carreira na indústria é bastante promissor, especialmente devido à crescente demanda por novos medicamentos e terapias”, diz Valéria. As indústrias farmacêuticas estão constantemente em busca de profissionais qualificados que possam contribuir para a pesquisa, desenvolvimento e regulamentação de produtos. Além disso, a diversidade de áreas de atuação, como P&D, garantia da qualidade e marketing, oferece diversas oportunidades. No entanto, para a professora, a concorrência pode ser alta e os farmacêuticos que se destacam geralmente possuem formação adequada, especializada, com pós-graduação, experiência prática, habilidades técnicas e uma boa compreensão das regulamentações. A especialista destaca que a carreira na indústria farmacêutica exige uma base acadêmica sólida e qualificações específicas. O primeiro passo para ingressar na área é a graduação em Farmácia, que fornece conhecimentos essenciais em química, biologia, farmacologia e tecnologia farmacêutica. Depois disso, especializações como Tecnologia Farmacêutica, Gestão de Indústria Farmacêutica e Sistemas de Qualidade são diferenciais para atuar em desenvolvimento de medicamentos, gestão ou controle da qualidade. Pós-graduações mais avançadas, mestrados e doutorados são recomendados para quem busca oportunidades em P&D. Adicionadas à formação acadêmica, as competências técnicas são fundamentais para o sucesso na carreira na indústria farmacêutica. Certificações em Boas Práticas de Fabricação, regulamentação sanitária e pesquisa clínica destacam os profissionais no mercado. Habilidades em controle de qualidade, domínio de softwares especializados e conhecimentos em biotecnologia também se tornam cada vez mais relevantes diante das demandas crescentes por inovação e excelência no setor. Por fim, a construção de uma rede de contatos e a participação ativa no setor são estratégias indispensáveis para alavancar a carreira na indústria farmacêutica. Eventos, congressos e workshops ajudam a fortalecer o networking e manter o profissional atualizado sobre as tendências do mercado. Programas de estágio e trainee em grandes empresas também oferecem uma valiosa oportunidade para adquirir experiência prática e se sobressair em um mercado competitivo. Fernanda acredita que, para profissionais que não querem empreender, a carreira na indústria é o caminho mais certo de um bom salário a médio e longo prazos. Diferentemente de outras áreas farmacêuticas, na área industrial existe uma linha cronológica de crescimento que sofre a influência tanto dos diferentes níveis de preparo quanto das oportunidades aos quais os profissionais tendem a vivenciar. Ela fez uma linha cronológica que muda muito de profissional para profissional, mas que geralmente encaixa no descrito a seguir: No início de carreira na indústria, os salários já podem partir de R$3.500,00 como Analista Júnior; essa fase dura em média três anos; Seguido por Pleno (R$ 4.000,00 – 8.000,00); Sênior (R$ 8.000,00 – 10.000,00). (Essas duas últimas fases oscilam muito em termos de tempo porque dependem muito mais do profissional e do seu desenvolvimento.) Seguido por Especialistas (R$ 10.000,00 – 13.000,00); Coordenadores e Supervisores (13.000,00 – 18.000,00); Gerentes geralmente têm perfil de gestão associado ao desenvolvimento técnico profissional, com mínimo de oito anos de carreira (salários a partir de R$ 18.000,00 + benefícios). Inovação tecnológica Segundo o professor, a inovação tecnológica tem transformado profundamente as atividades dos farmacêuticos industriais, especialmente com o avanço de tecnologias de informação, softwares e equipamentos de análise cada vez mais sofisticados. Essa evolução exige validação de sistemas computadorizados e um esforço significativo para adquirir conhecimentos específicos, algo nem sempre acessível ou priorizado pelos profissionais. Ceccopieri ressalta que o uso de ferramentas básicas, como Excel e Word, já não é suficiente, sendo necessário dominar programas derivados e avançados que auxiliam desde a concepção de fórmulas até a avaliação de produtos finais. Contudo, também aponta o impacto de limitações práticas, como falhas de energia, que podem dificultar o trabalho em um cenário altamente dependente da tecnologia. Valéria também reitera que a carreira na indústria farmacêutica tem sido profundamente impactada pela inovação tecnológica. Tecnologias como inteligência artificial, modelagem molecular e biotecnologia avançada aceleram o desenvolvimento de medicamentos, enquanto soluções como automação e manufatura aditiva aumentam a eficiência na produção. Essas inovações permitem avanços como medicamentos personalizados e sistemas de liberação controlada, revolucionando o setor. No controle da qualidade e nos assuntos regulatórios, a tecnologia oferece maior precisão e agilidade. Ferramentas como espectrometria de massa e cromatografia garantem a confiabilidade dos produtos, enquanto plataformas digitais e blockchain facilitam a gestão documental e a submissão de registros. Em contrapartida, big data e dispositivos conectados aprimoram a farmacovigilância e a personalização de medicamentos, possibilitando monitoramento em tempo real e terapias ajustadas ao perfil genético de cada paciente. Apesar das vantagens, a transformação tecnológica apresenta desafios para a carreira na indústria farmacêutica, como a necessidade de constante capacitação, altos investimentos em infraestrutura e adaptação a novas regulamentações. Entretanto, os benefícios, como maior eficiência, precisão e competitividade, fazem dessa evolução um caminho essencial para o futuro do setor e para os profissionais que desejam se destacar. “A inovação tecnológica não apenas facilita as atividades do farmacêutico industrial, mas também redefine seu papel, tornando-o cada vez mais estratégico e interdisciplinar”, afirma a professora. Para ela, ingressar na carreira na indústria farmacêutica exige uma abordagem estratégica, combinando conhecimento técnico, habilidades práticas e planejamento de longo prazo. É essencial conhecer as diversas áreas de atuação, como Pesquisa e Desenvolvimento, produção, controle de qualidade, assuntos regulatórios e farmacovigilância, para identificar aquela que melhor se alinha aos seus interesses e competências. Cada uma dessas áreas apresenta desafios únicos, mas também grandes oportunidades de crescimento profissional. Investir em qualificações técnicas é indispensável para se destacar no setor. Cursos em Boas Práticas de Fabricação (BPF/BPM), Assuntos Regulatórios e Pesquisa Clínica, além de pós-graduações ou MBAs em áreas relacionadas, são altamente valorizados. O domínio do inglês e outras habilidades, como liderança e comunicação eficaz, também são fundamentais em um ambiente globalizado e multidisciplinar. A experiência prática é outro fator crítico para o sucesso na carreira na indústria farmacêutica. Participar de estágios e programas de trainee é uma forma eficaz de compreender os processos industriais e construir uma rede de contatos. Paralelamente, é importante desenvolver competências comportamentais, como adaptabilidade, resolução de problemas e pensamento crítico, especialmente em um setor marcado pela constante evolução tecnológica e regulatória. Por fim, manter-se atualizado e construir um networking sólido são práticas indispensáveis. Participar de eventos da área, associar-se a entidades profissionais e acompanhar tendências e publicações especializadas ajudam a manter-se relevante no mercado. A transição para a carreira na indústria farmacêutica pode ser desafiadora, mas, com resiliência e planejamento, é possível alcançar uma trajetória profissional promissora e cheia de oportunidades. “Trabalhar na indústria farmacêutica permite que você contribua diretamente para a saúde e o bem-estar da sociedade. Use isso como uma motivação para se dedicar e buscar excelência na sua carreira na indústria. A indústria farmacêutica é um campo desafiador, mas altamente recompensador. Com o compromisso certo e um planejamento sólido, você pode construir uma carreira de impacto e sucesso”, garante Valéria. O conselho de Fernanda aos interessados em adentrar ou se manter na carreira na indústria é que devem se preparar tecnicamente buscando aperfeiçoamento em cursos de especialização e pós-graduação para tornar seus currículos mais atrativos e atualizados, ter foco, manter seus valores éticos e morais, dedicar-se e, acima de tudo, não desistir. “As dificuldades existem e não devem ser motivo de desistir, ou seja, se ficar mais difícil fique mais forte. A porta de entrada para a indústria farmacêutica costuma ser estreita, nem todo mundo entra, mas, ela está disponível a todos que têm a chave, basta você não desistir na primeira dificuldade e estar preparado para fazer o seu melhor”, garante Fernanda. Como se preparar Quem está pensando em seguir carreira na indústria farmacêutica encontra no ICTQ opções de pós-graduação que agregam enorme valor à formação profissional. A especialização em Assuntos Regulatórios proporciona uma compreensão aprofundada das regulamentações essenciais para garantir a conformidade e a segurança dos produtos farmacêuticos, uma competência fundamental para atuar em empresas que precisam seguir as rigorosas normas nacionais e internacionais. Além disso, o ICTQ oferece a pós-graduação em Gestão da Qualidade e Auditoria na Indústria Farmacêutica , uma área essencial para garantir a excelência operacional e o cumprimento das boas práticas de fabricação. Essa formação é ideal para quem deseja se destacar no controle da qualidade e na auditoria, áreas estratégicas que garantem o sucesso e a competitividade das empresas farmacêuticas, especialmente em mercados altamente exigentes. A pós-graduação em P&D Analítico e Controle de Qualidade na Indústria Farmacêutica e em Gestão e Tecnologia Industrial Farmacêutica também são oportunidades de aprimoramento, focadas em pesquisa e desenvolvimento, e na aplicação das mais recentes inovações tecnológicas no setor farmacêutico. Com esses cursos, os profissionais adquirem um diferencial competitivo, projetando-se como líderes capazes de promover inovações e avanços tecnológicos dentro da indústria farmacêutica. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

03/03/2026

Educação continuada é o que sustenta a carreira do farmacêutico de sucesso

Farmacêuticos brasileiros têm investido cada vez mais em capacitação profissional para acompanhar a velocidade das mudanças no setor e se destacar em um mercado exigente e competitivo. Com avanços constantes em tecnologia, novas demandas clínicas e a expansão de áreas como estética, suplementação e farmácia clínica, atualizar-se deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência de carreira. Para o professor do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico , farmacêutico clínico e empreendedor digital e magistral, Mário Rezende, a educação continuada é essencial para quem quer manter a relevância profissional. “As mudanças são muito rápidas, principalmente com a inteligência artificial. Precisamos estar constantemente atualizados, pois lidamos com novas medicações, novas formas de uso, interações medicamentosas… Tudo muda o tempo inteiro”, afirma. Rezende ressalta que a atualização constante também está diretamente ligada à segurança dos pacientes e à credibilidade do profissional. “O paciente enxerga segurança no farmacêutico que domina o que faz. E hoje, muitos colegas estão empreendendo por meio da venda dos seus serviços, o que exige domínio técnico e confiança”, complementa. A também professora do ICTQ, doutora em farmacologia e sócia do Mundo Farma, Tati Mota, destaca outro aspecto importante: o papel do farmacêutico como fonte de informação qualificada. “Vivemos em uma época de disseminação de fake news na área da saúde. Temos obrigação de combatê-las e levar informações de qualidade aos nossos pacientes. Só conseguimos isso mantendo-nos em constante busca por conhecimento”, diz. Segundo Tati, a educação continuada amplia o repertório técnico e fortalece a posição do farmacêutico no mercado. “Ela nos permite oferecer um serviço de excelência, baseado nas melhores práticas e evidências científicas. Além disso, quanto mais capacitados estamos, mais conseguimos construir confiança e reconhecimento – tanto dos pacientes quanto de outros profissionais de saúde”. Áreas estratégicas de especialização As possibilidades de atuação são vastas e crescem à medida que o papel do farmacêutico se expande. Rezende aponta os nichos relacionados ao cuidado direto como os mais promissores. “Estética, consulta farmacêutica, emagrecimento, hipertrofia, cuidados geriátricos, saúde da mulher 40+... são segmentos que exigem capacitação e têm uma demanda cada vez maior pelos nossos serviços”. Receba nossas notícias por e-mail : Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias Tati amplia o leque de opções e destaca áreas como prescrição farmacêutica (inclusive de suplementos), farmácia clínica e hospitalar, gestão farmacêutica, oncologia, indústria e farmácia estética. “O setor farmacêutico é vasto e repleto de possibilidades. A escolha da especialização deve considerar não apenas as tendências, mas também o perfil e os objetivos do profissional”. Educação como motor de crescimento Mais do que uma formalidade no currículo, a capacitação é vista pelos especialistas como uma alavanca real de crescimento. “Ela transforma carreiras. Ampliamos nossa base de conhecimento, ganhamos confiança para assumir novos desafios e nos tornamos mais competitivos. É um investimento indispensável para quem quer crescer”, afirma Tati. Rezende reforça que, sem atualização, o farmacêutico compromete sua autoridade profissional. “Não dá para construir uma imagem sólida vendendo serviços se você não domina o conteúdo. O mercado exige isso e o paciente percebe”. Como escolher a especialização certa Para quem está em dúvida sobre qual curso ou área seguir, Rezende dá um conselho direto: escolha algo com o qual você tenha afinidade. “Você precisa gostar de estudar sobre o assunto e de falar sobre ele. Não adianta escolher algo só porque está na moda ou parece financeiramente promissor. Isso leva à frustração”, alerta. Outro ponto essencial, segundo ele, é escolher uma instituição que ofereça aprendizado prático, com professores atuantes no mercado. “Na pós-graduação, não cabe mais só teoria. É preciso ter contato com quem realmente atende, enfrenta dificuldades e compartilha soluções concretas”. Um compromisso com o futuro A necessidade de atualização contínua é um reflexo do próprio avanço do setor farmacêutico. O profissional que deseja se manter relevante precisa acompanhar essas transformações. “O mercado não é mais o mesmo, e o profissional também não pode ser”, afirma Rezende. Tati conclui com um lembrete ético: “Estar atualizado é também uma responsabilidade. Levar informação segura, com base em evidências científicas, faz parte do nosso papel. E isso só se conquista com estudo permanente”. Capacitação farmacêutica Para se capacitar e estar apto para atuar na indústria farmacêutica, ou mesmo, ascender na carreira, o ICTQ oferece cursos de pós-graduação nessas áreas, por exemplo: Gestão da Qualidade e Auditoria na Indústria Farmacêutica – aborda Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, garantia de qualidade: ferramentas, indicadores e CAPA, documentação técnica aplicada ao sistema de gestão da qualidade, análise e gerenciamento de riscos, revisão periódica de produto, qualificação e validação, integridade de dados etc. Assuntos Regulatórios na Indústria Farmacêutica - voltada aos assuntos regulatórios que regem a indústria farmacêutica no Brasil, farmacovigilância, estudos de equivalência e bioequivalência, vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras, legislação tecnovigilância, registro de insumos farmacêuticos, pós-registro de medicamentos, auditoria farmacêutica etc. P&D Analítico e Controle de Qualidade na Indústria Farmacêutica – inclui o desenvolvimento para o manejo de técnicas e instrumentação analítica que auxiliarão em competências na pré-formulação e formulação de medicamentos. Além disso, o conteúdo inerente à validação de processos dará maior segurança para atuar na produção e desenvolvimento de medicamentos. Gestão e Tecnologia Industrial Farmacêutica - qualificação de fornecedores, boas práticas de fabricação, de laboratório, métodos cromatográficos, validação de processos etc. Além disso, o ICTQ também oferece cursos que irão capacitar os interessados em diferentes abordagens da farmácia clínica: Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica , Farmácia Clínica em Unidade de Terapia Intensiva , Farmácia Clínica em Cardiologia , Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica , Farmácia Clínica de Endocrinologia e Metabologia entre outros. Para saber mais, clique AQUI . Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

04/03/2026

Como o farmacêutico pode sair do varejo e entrar na indústria

Cada vez mais farmacêuticos têm se interessado pela área industrial, seja pelas boas oportunidades que oferece de ascensão profissional e também pela remuneração, mais atraente do que outros segmentos. Ao passo que é mais valorizada, a carreira industrial é também das mais concorridas e que exige capacitação constante. A maioria das oportunidades está localizada em Estados que possuem polos industriais. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2021, produzido pela Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a maior concentração de indústrias farmacêuticas foi verificada em São Paulo, que, sozinho, responde por 56,25% do total de empresas do setor no País, detendo 76,85% do faturamento e 64,89% da quantidade de embalagens comercializadas. Outra participação importante, em termos de quantidade de unidades vendidas, é de Goiás, com 14,61% do total, segunda posição nesse quesito, e 4,34% do faturamento. Outros Estados em destaque são o Rio de Janeiro, com 10,14% do faturamento total do setor e com 5,69% da quantidade de embalagens comercializadas, e o Paraná, com 3,77% do faturamento e 5,78% das embalagens. Tomando-se como base o maior polo fabril farmacêutico do País – São Paulo –, a faixa salarial do farmacêutico industrial, segundo pesquisa do portal Salario.com.br , fica entre R$ 5.968 e R$ 13.062, sendo que a média de remuneração fica em R$ 6.539 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Segundo os especialistas, ser farmacêutico na indústria exige do profissional conhecimentos aprofundados de gestão industrial e ferramentas da qualidade, normas nacionais e internacionais de Boas Práticas de Fabricação, técnicas de controle de qualidade, gestão de projetos e processos e, principalmente, da legislação sanitária do setor. Capacidade de negociação, aptidão para tarefas administrativas e algumas habilidades, como liderança e comunicação, são imprescindíveis, visto que estes profissionais assumem, muitas vezes, cargos de nível estratégico ou tático nas empresas onde atuam. Ter domínio da língua inglesa é imprescindível para acessar a literatura técnica da área, e o espanhol é um diferencial para quem pretende atuar na carreira. A farmacêutica industrial e professora da pós-graduação de Gestão da Qualidade e Auditoria em Processos Industriais do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Luciana Colli, destaca que, para quem quer seguir carreira no setor industrial, é preciso muita dedicação para estudar, desenvolver a própria capacidade de trabalhar em grupo e de gerir pessoas e processos. Luciana conta que começou a carreira em empresas do varejo farmacêutico fazendo Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) e Autorização Especial de Empresa (AE), depois migrou para fabricantes, importadores e distribuidores de produtos para a saúde. Foi um longo caminho percorrido até atingir um cargo de gestão. Segundo a professora, no início da carreira não existiam muitos cursos de pós-graduação na área, então ela teve de aprender fazendo, lendo e estudando sozinha. “Era um grande desafio devido à complexidade dessa área de atuação. Mas, atualmente tenho uma carreira madura, ministro aulas, trabalho na indústria e presto consultoria”. Os especialistas são unânimes ao afirmar a importância da formação continuada para quem objetiva atuar na indústria. Cursos de especialização e pós-graduação ligados diretamente ao setor farmacêutico e em outras áreas, como em gestão, controle de qualidade e marketing, além de idiomas, são condições que colocam o profissional um passo à frente dos demais. “O farmacêutico que tem cursos de extensão é valorizado na companhia”, salientou em entrevista recente o diretor de Desenvolvimento Farmacotécnico do laboratório Aché, Edson Bernes. “Para cargos técnicos, especializações são bastante relevantes. Já para as carreiras de gestão é desejável que o profissional tenha cursado MBA em gestão ou em estratégia empresarial”, completa o executivo. O recém-formado deve avaliar a área/setor da indústria que mais lhe agrada e direcionar sua carreira para essa área, com cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação. Muitos laboratórios apostam em recém-formados ou profissionais em início de carreira. Alguns exigem alguma experiência na área industrial, outros preferem formar sua mão de obra. Nesse caso, o estágio é a principal porta de entrada na indústria farmacêutica. Apesar de as empresas não exigirem que o estágio seja feito exclusivamente na área industrial, isso pode ser um diferencial na hora da contratação, conforme revelou recentemente o diretor de RH da Prati-Donaduzzi, Diones Wolfart. “A participação em um estágio na indústria propícia vivência e visão sistêmica aos participantes, além de proporcionar a base de conhecimentos técnicos necessários para uma futura efetivação”, assinalou Wolfart. Em outra ponta, nem todos os gestores de RH veem o estágio industrial como decisivo. No Aché “a vivência prévia dependerá muito da oportunidade ofertada, pois caso aconteça nas áreas técnico-administrativas, como marketing, novos negócios, suprimentos, médica, a experiência no setor industrial não é relevante”, frisa Edson Bernes. ​ Receba nossas notícias por e-mail : Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Mas não são apenas os jovens que tem espaço para atuar na indústria. Profissionais farmacêuticos que desejam mudar de área e atuar no ramo industrial não enfrentam resistência nas indústrias farmacêuticas, porém devem se atualizar sobre o que está acontecendo no setor. “As portas da empresa não se fecham para profissionais de outras áreas, desde que eles estejam em dia com o que acontece na indústria farmacêutica e com a legislação”, revela Neide Cardoso Silva, gerente executiva de RH da Cimed. De acordo com Edson Bernes, o farmacêutico é um profissional multifacetado e essa formação vem desde a academia. “Contudo, a característica que se busca dele vai depender muito da área de atuação na indústria. De forma geral, quanto mais completo for o conhecimento que o farmacêutico possuir, melhor. A especialização para as áreas técnicas é sempre muito bem-vinda”. Outra característica fundamental para o farmacêutico que quer mudar de área é gostar de trabalhar na indústria. Luciana Colli afirma que se interessava por essa área desde quando cursava a faculdade. “Um dia, um pequeno empresário precisava do serviço e me convidou para fazê-lo. Na época, eu não tinha muita experiência, e ele, poucos recursos financeiros. Mas abracei a oportunidade e acreditei no meu desempenho profissional, e isso me ajudou muito. Foi a partir dessa primeira experiência que adquiri conhecimentos novos e que me valeram muito. E foi a partir daí também que percebi que a área demanda conhecimento nos diversos setores das empresas”. Luciana dá uma dica para o farmacêutico que deseja sair do varejo para entrar na Indústria. “Investir em qualificação, tanto técnica quanto de cultura em geral. Ter fluência em idiomas, fazer intercâmbio e investir na própria imagem, na capacidade de construir relacionamento e rede de contatos”. A professora do ICTQ revela também quais são as áreas que mais remuneram na indústria. “A área de gestão da qualidade, assuntos regulatórios, marketing e estratégia são as mais interessantes e atrativas na indústria farmacêutica”, diz. “Mas requerem um pouco além do conhecimento técnico. É preciso ser criativo, flexível e capaz de trazer soluções para a empresa”, ensina Luciana. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente.

04/03/2026

7 dicas de ouro para entrar e crescer na indústria farmacêutica

É sabido que a indústria farmacêutica é um dos, ou o ramo corporativo mais poderoso do mundo, haja vista o que pudemos observar com a pandemia e a corrida deste setor para o desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos para a COVID-19. Em questão de poucos meses vimos o planeta terra padecer diante de um vírus “desconhecido” e se render ao esperado milagre da ciência, oriundo justamente dos laboratórios farmacêuticos – a bala de prata...a cura! Segundo levantamento do IQVIA, o mercado farmacêutico continua sendo o ponto fora da curva, em comparação com os demais setores da economia. Desde 2019 este setor vem registrando crescimento anual acima dos 10%. Em 2022 o crescimento foi de 14,5% com projeção de 10% para 2023. Além disso passamos de 90 mil farmácias no Brasil, que cada vez mais assumem o um maior protagonismo como “hub” de saúde. O país se encontra hoje na 4º posição (10%) de participação do e-commerce no varejo farmacêutico, ficando atrás apenas da Alemanha (24%), EUA (23%) e Rep. Tcheca (11%). Ainda de acordo com o IQVIA sobre as dinâmicas e tendências do mercado farmacêutico brasileiro, uma quantidade importante de moléculas perderá exclusividade nos próximos 5 anos, apresentando oportunidades para novos fabricantes e desafios para os detentores originais. Até 2027, um total de R$ 13,6 bilhões em vendas medicamentos biológicos devem perder exclusividade, sendo esta uma das áreas de atuação mais promissoras, que demanda mão de obra altamente qualificada. Receba nossas notícias por e-mail : Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Depois desta pequena introdução, alguém ainda tem dúvida que a indústria farmacêutica é a menina dos olhos dos farmacêuticos, químicos, biólogos, administradores, advogados, economistas, engenheiros e demais profissionais que possam exercer alguma atividade afim neste setor? Não tenho dúvida, e pude viver isso pessoalmente lá em 2009, quando iniciei minha carreira, após concluir o curso de farmácia. Após minha colação de grau, em 22 de julho do ano supracitado, me vi perdido, num universo de 10 linhas de atuação e mais de 135 especialidades farmacêuticas (segundo o CFF) – eu tinha entrado para a estatística...do desemprego, é claro. A indústria farmacêutica não seria uma das minhas primeiras opções, apesar de domiciliar no 2º maior polo farmoquímico do Brasil. Todavia, não obtive sucesso em minhas tentativas nas outras opções, já relatado por mim em outro artigo de opinião publicado no site do ICTQ. Frustração e o início do desespero já rondavam meu íntimo. Foi então que em dezembro de 2009, já esgotadas todas as minhas buscas por outros campos de atuação, que falavam mais alto na minha emoção, resolvi partir para a razão e participar de um processo seletivo numa indústria farmacêutica, localizada a 136 km de onde eu morava. O setor? Controle de Qualidade. Por quê? Pois era o que eu tinha experiência de estágio. Aqui já vai a primeira dica de ouro : o estágio é a primeira porta de entrada para ingressar na indústria. Como foi o processo seletivo? Uma prova de química analítica (qualitativa e quantitativa), instrumentação analítica, físico-química, química orgânica e regulamentação, além das entrevistas com os departamentos envolvidos. A segunda dica de ouro : não menospreze os estudos mais basilares da faculdade e a extensão, isso lhe deixará a vários passos à frente da concorrência. A partir de então minha carreira foi construída neste ramo corporativo apaixonante e desafiador. Naquela época as pós-graduações já começavam a ser recomendadas para os candidatos a uma vaga. Todavia, este tipo de formação ainda não possuía um grande portfólio, ficando concentradas especialmente em SP e RJ. Mas...e o crescimento horizontal e vertical dentro da empresa? Mais uma dica de ouro : minha primeira promoção, em pouco mais de 1 ano de trabalho, foi fruto de uma especialização que eu havia iniciado e 2010, no ICTQ, em Vigilância Sanitária na Indústria Farmacêutica. Hoje, ter ao menos uma especialização não é mais recomendação, é exigência! Neste interim, passei em outro processo seletivo para trabalhar na Garantia da Qualidade. Além da pós-graduação ter me proporcionado tal fato, e com muita dedicação, depois de 2 anos tive a oportunidade de participar de um processo seletivo em outra empresa, localizada na minha cidade de origem, a um cargo de supervisor do Sistema de Gestão da Qualidade e Meio Ambiente, e corresponsável de Farmacovigilância, sendo que estes dois últimos setores eu não tinha experiência alguma. Enfim, estava de volta em casa, com um cargo e um salário muito melhores, novas responsabilidades e desafios. A quarta dica de ouro é: não tenha medo de encarar os desafios e as oportunidades, pois mesmo não tendo experiência em todas as funções que lhe forem oferecidas, vá em frente e encare! Ah, e só lembrando que em apenas dois anos de trabalho saí de analista júnior para pleno e logo depois para um cargo de gestão, algo extremamente difícil de acontecer corriqueiramente. Mais dois anos se passaram de muito trabalho e me vi novamente em outro processo seletivo...aliás, não foi bem um processo seletivo, e sim uma indicação. Um Q.I.? Não...de fato uma indicação para um cargo e salário melhores ainda. Esta indicação veio por conta de um treinamento que ministrei para colaboradores da empresa a qual fui indicado. Abri as portas da indústria onde eu atuava naquele momento, para ajudar colegas de outra empresa, e fui agraciado com mais uma oportunidade de crescimento. Sexta dica de ouro : pratique a empatia e o networking, isso lhe trará respeito, reconhecimento e novas oportunidades. Aproveitando o ensejo do networking, sabe aquela pós-graduação que fiz logo no início da minha carreira? Com o networking e a amizade que fui construindo com os gestores da instituição de ensino que fiz minha primeira especialização, durante todo este tempo que estive na indústria farmacêutica, recebi o convite para fazer parte como colaborador. E é nesta Instituição que eu tenho orgulho de dedicar minha carreira, há quase 10 anos, e onde também tive a oportunidade de continuar estudando. Portanto, a sétima e última dica de ouro : reúna e aproveite todas as dicas de ouro aqui citadas e construa a sua história de sucesso! Crescer dói, e a zona de conforto não é o melhor lugar para isso! Ismael Rosa, MSc. – Farmacêutico, Mestre em Ciências Farmacêuticas, Especialista em Vigilância Sanitária na Indústria Farmacêutica, Especialista em Estética Avançada, Especialista em Prescrição Farmacêutica e Farmácia Clínica. Diretor Acadêmico do ICTQ e Sócio diretor da Dr. Vaccinum | Clínica de Vacinação e Serviços de Saúde. Membro do Grupo de Trabalho sobre Tecnologia e Inovação do CFF. Membro do Grupo Técnico de Trabalho de Indústria Farmacêutica do CRF-GO. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente

04/03/2026

Descubra as áreas que farmacêuticos ganham muito dinheiro na indústria

Não é nenhuma novidade que na indústria mais poderosa do mundo, a farmacêutica, estão concentradas as vagas com os melhores salários para farmacêuticos. Para se ter uma ideia, até mesmo no caso de cargos operacionais, como analistas, por exemplo, as remunerações costumam ser bem superior do que aquelas que profissionais do varejo ganham. Segundo um recente levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), um profissional em nível júnior já começa com uma média salarial de R$ 5.205,34. Já o colaborador considerado pleno ganha cerca de R$ 5.888,44 e, por sua vez, aquele que é sênior tem um salário médio de R$ 7.073,37. Contudo, quando o assunto é sobre cargos de nível tático, não é difícil ultrapassar esses números e encontrar profissionais que recebam cerca de R$ 15 mil. Já para os farmacêuticos que atuam em funções estratégicas e de direção na indústria, as remunerações podem chegar a R$ 40 mil. Receba nossas notícias por e-mail : Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente Com base nisso, em meio a tantas possibilidades de atuação dentro de grandes indústrias, muitos profissionais ficam em dúvida onde estão concentradas essas vagas que oferecem os melhores salários para os farmacêuticos. Nesse sentido, a farmacêutica e professora da pós de Gestão da Qualidade e Auditoria em Processos Industriais do ICTQ -Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação do Mercado Farmacêutico, Luciana Colli, dá uma dica importante e revela onde os colegas de profissão podem encontrar excelentes oportunidades. “As áreas de Assuntos Regulatórios, Gestão da Qualidade, Marketing e Estratégia são as mais interessantes e atrativas na indústria farmacêutica”, destaca a expert. Inteligência e Visão Regulatória Contudo, segundo Luciana, para conquistar uma vaga em setores bem remunerados na indústria, esses profissionais precisam ter inteligência e visão regulatória: “É preciso ser criativo, flexível e capaz de trazer soluções para a empresa”, enfatiza. Para exemplificar, a farmacêutica explica que um profissional com conhecimento e expertise em Assuntos Regulatórios, por exemplo, pode atuar com diversas frentes importantes dentro da indústria. “No registro e pós-registro de medicamentos e demais produtos sujeitos à Vigilância Sanitária, sendo que o registro é um universo muito amplo e diversificado, envolvendo medicamentos sintéticos, semissintéticos, biológicos, dinamizados, fitoterápicos, específicos etc. Já o pós-registro é um universo amplo que envolve as mudanças que ocorrem com um produto ao longo do seu ciclo de vida, e isso tem consequências regulatórias que são determinadas em legislação específica”, pontua. Por isso, Luciana lembra que investimento em qualificação é fundamental: “É preciso investir em qualificação, tanto técnica quanto cultural em geral”, afirma. Ela completa: “Ter fluência em idiomas, fazer intercâmbio e investir na própria imagem e na capacidade de construir relacionamentos e redes de contatos”, reforça. Legislação farmacêutica Já quando o assunto é conquistar uma vaga, o profissional com inteligência e visão regulatória também sai na frente, já que muitos profissionais de recursos humanos (RH) de indústrias lembram que ter conhecimentos e estar atualizado com a legislação farmacêutica é um grande diferencial. “A atualização de conhecimentos é imprescindível, seja sobre legislação, normas ou demais conteúdos que interfiram na atuação da indústria farmacêutica, principalmente com visão sistêmica e uso prático”, revelou o diretor de RH da Prati-Donaduzzi, Diones Wolfart, em recente entrevista publicada no portal do ICTQ. O caminho Por fim, Luciana faz um mapeamento de como costuma ser o crescimento de um profissional farmacêutico dentro da indústria. “Em cada etapa, ele precisa atender às necessidades e desafios do cenário regulatório, então, para crescer precisa desenvolver a capacidade gerencial e de liderar e motivar equipes de elevada performance, trazendo ganhos para a empresa. Fazendo isso, a carreira [deste profissional] terá uma grande evolução”, encerra. Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente. .