O que aconteceu
Reclamação Endosoni / Serviço prestado ao SUS (Prefeitura de Santos)
Título: Sedação sem explicação, mal-estar depois do exame e bloqueio no WhatsApp.
Relato:
Fiz uma endoscopia pela empresa Endosoni, que presta serviço ao SUS para a Prefeitura de Santos.
O primeiro ponto estranho já começa no agendamento: eles me mandaram mensagem pelo WhatsApp chamando para agendar, quando na verdade o correto é EU entrar em contato com a Central da Prefeitura (telefone ou WhatsApp).
Não sei qual é a lógica disso, porque foge totalmente ao procedimento padrão. Já achei suspeito.
No dia 10 de novembro de 2025 (segunda-feira), fiz o exame.
E a experiência foi exatamente essa: nada foi explicado, ninguém conversou comigo, simplesmente me sedaram rapidíssimo, como se eu fosse mais uma peça na esteira de produção. O corpo é meu, e eu tenho direito à informação antes de um procedimento desse tipo. Só que ali virou tudo faz e tchau.
E tem mais: o médico responsável foi claramente machista e arrogante.
Eu mal conseguia fazer uma pergunta e ele já interrompia, falando em cima, num tom impaciente e autoritário, como se estivesse fazendo um favor. Aquele tipo de postura de homem que acha que mulher é difícil só por pedir explicação sobre o próprio corpo.
Parecia irritado por eu não estar no modo mudo, o que é absurdo especialmente num procedimento invasivo como uma endoscopia.
É visivelmente um profissional que se incomoda quando uma paciente mulher questiona, pergunta, quer entender. Fui tratada como alguém que deveria obedecer e pronto. E não como alguém que tem direitos, autonomia e voz.
Três dias depois, em 13 de novembro (quinta-feira), tive um mal-estar forte:
desconforto gástrico importante;
precisei tomar três doses de sal de fruta só para conseguir estabilizar;
depois veio diarreia;
em seguida, uma constipação pesada que durou quase 15 dias;
e desde então venho sentindo desconfortos gástricos e intestinais que não existiam antes do exame.
Quando tentei falar novamente com o médico, mais do mesmo: interrupções, soberba e aquele tom dominador típico de quem acha que paciente mulher está ali para aceitar, não para questionar. Não sou obrigada a engolir esse comportamento ainda mais depois de minha saúde piorar após o exame.
Enviei mensagem para a Endosoni relatando a situação.
E o que fizeram?
Me bloquearam no WhatsApp.
Sim. Empresa que presta serviço público, usando recurso público, bloqueando paciente porque não gostou de ser questionada.
Quero explicações:
por que a comunicação de agendamento foi feita de modo incorreto;
por que fui sedada sem qualquer orientação prévia;
por que fui tratada com arrogância por parte do médico;
por que me bloquearam ao tentar solicitar esclarecimentos;
e o que será feito para que outras pessoas não sejam tratadas dessa forma.
Porque uma coisa é certa: não aceito ser silenciada quando estou exigindo meus direitos ainda mais depois de passar um mês lidando com sintomas que começaram exatamente após o exame realizado por vocês.