Pacientes, cuidado com o Tamiram (levofloxacino) da EUROFARMA

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Campos dos Goytacazes - RJ

15/01/2019 às 20:49

ID: 41965643

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Eu, acadêmico em medicina, na Faculdade de Medicina de Campos, recentemente apresentei uma infecção respiratória na qual me foi prescrito o medicamento Tamiram, cujo princípio ativo é o levofloxacino, uma fluoroquinolona. Com a utilização de 5 dias do medicamento passei a apresentar fortes dores nos músculos da panturrilha (tríceps sural) e posteriormente perdi parcialmente a mobilidade da articulação do ombro, apresentando dor e fraqueza. Ainda, minha urina passou a ficar espumosa. Por coincidência eu fiz a pouquíssimo tempo atrás uma bateria de exames, todos com resultados normais e agora estou repetindo-os para poder comparar os resultados. Pacientes, cuidado com esta classe de medicamento da EUROFARMA, pois, os efeitos colaterais são muitos vastos e infelizmente a empresa considera esses efeitos raros. Inclusive, o efeito renal que estou tendo não está descrito pela empresa. Aguardo o resultado dos exames para posterior encaminhamento. A partir de agora vamos passar a divulgar os problemas das fluoroquinolonas em nosso meio médico e orientar melhor os profissionais e pacientes quanto a esses riscos.

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Resposta da empresa

16/01/2019 às 07:55

Olá, Sr. Rogério,

Agradecemos sua manifestação através do site Reclame Aqui.

Temos a segurança e bem-estar de nossos pacientes como preocupação e prioridade.

Por favor, aguarde nosso contato com para continuidade do seu atendimento.

Aproveitamos para reafirmar o respeito pelos clientes e consumidores dos nossos produtos e o compromisso que temos com a qualidade e segurança de nossos medicamentos.

Atenciosamente,

Central de Atendimento Eurofarma

Réplica da empresa

16/01/2019 às 16:16

Boa tarde!

Conversamos com o Sr. Rogério e iniciamos o atendimento.

Conforme solicitado, iremos retornar o contato na próxima semana, para dar continuidade.

Aproveitamos para reafirmar o respeito pelos clientes e consumidores dos nossos produtos e o compromisso que temos com a qualidade e segurança de nossos medicamentos.

Atenciosamente,

CAE - Central de Atendimento Eurofarma
Telefone: *********************
E-mail: *******

Réplica do consumidor

24/01/2019 às 15:24

De fato a empresa entrou em contato comigo via telefone e tive uma conversa com a farmacêutica da EUROFARMA, onde passei o relato do meu problema. Eu tive problemas nos músculos da panturrilha, minha urina ficou espumosa e tive problemas na articulação do ombro. Hoje, 24/01/******* eu ainda tenho sequelas na articulação do ombro, que é uma das mais importantes do corpo. A empresa trata essas reações como raras. Então, eu fui um azarado que teve três reações raras ao mesmo tempo. Deixo o meu alerta aos consumidores para tomarem cuidado com a empresa em questão, pois eles se limitam a dizer que a culpa e da farmacologia do medicamento e que como a bula diz que as reações podem ocorrer, o paciente não tem direito a reclamar em caso de sequelas. Como sirvo de exemplo, ter três reações raras ao mesmo tempo não me parece razoável e deixa a entender uma falha grave na bula. Ainda, é possível perceber na empresa que ela jamais se responsabilizará sobre os danos aos pacientes. A empresa dirá que é culpa da farmacologia. Ainda, a tal responsabilidade solidária também é negligenciada pela empresa. Deixo o meu alerta aos consumidores cuidado ao utilizarem norfloxacino, orfloxacino, ciprofloxacino e levofloxacino da EUROFARMA, pois causam sérios efeitos colaterias. Quanto as farmacêuticas... querem apenas vender seus produtos. Eu, enquanto futuro médico não pretendo prescrever os medicamentos citados e muito menos produtos da empresa em questão.

Consideração final do consumidor

24/01/2019 às 15:26

Empresa não se responsabiliza pelos danos aos pacientes, diz que a culpa não é dela e sim da classe farmacológica, não se responsabiliza solidariamente pelo produto vendido.

O problema foi resolvido?

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Voltaria a fazer negócio

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Nota do atendimento

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Consideração final da empresa

08/02/2019 às 13:53

Olá, Sr. Rogério!

Primeiramente, agradecemos por ter nos atendido e nos dado a oportunidade de esclarecer as suas dúvidas, as reações apresentadas após uso de antibiótico e conceitos gerais sobre eventos adversos ao uso de medicamentos.

A medicação usada pelo senhor pertence à classe de antibióticos chamada Quinolona, usada para tratamento de muitas infecções, em especial casos graves ou recidivantes (1). De um modo geral, não é a primeira escolha em casos não complicados, cabendo ao médico o diagnóstico, avaliação da gravidade e prescrição racional do antimicrobiano mais adequado (2,3,4).
Como qualquer medicamento, as quinolonas apresentam o risco de causar reações indesejadas no paciente durante o tratamento definidos como eventos adversos. A frequência destes publicada em bula é a estimada nos estudos clínicos realizados antes da comercialização de cada produto, e é classificada de acordo com o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo Uppsala Monitoring Centre (UMC) centro mundial em farmacovigilância (5). O Brasil, sendo membro do programa internacional de monitoramento de medicamentos, envia todos os dados de reação adversa para UMC através da ANVISA. Todas as indústrias farmacêuticas têm responsabilidade de monitorar a segurança de seus produtos e reportar essas informações para esta agência regulatória. Isso é essencial para a manutenção da segurança dos medicamentos e identificação de novos eventos antes não publicados.
Como conversado com o senhor em 16/01/19, 24/01/19 e em 08/02/19, o evento adverso apresentado está descrito em bula com uma frequência rara segundo a classificação do OMS, presente entre 0,01% a 0,1% dos pacientes (6). É decorrente de mecanismos imunológicos desconhecidos e inerente a esta classe de antibióticos, independe do laboratório (6).
Recentemente, agências internacionais (FDA nos Estados Unidos e EMA na Europa) emitiram alertas em relação a segurança do uso das quinolonas, e sobre a necessidade de não colocá-las como primeira opção dos tratamentos, reservando-as para casos mais graves em que outras medicações não podem ser usadas, ou foram insuficientes para a cura do paciente (7). Além disso, mostraram que em algumas populações como idosos, e pessoas com outras doenças associadas, os eventos adversos são mais presentes. O alerta, divulgado aos médicos, está publicado em nossa página na internet (8), é importante para reforçar a necessidade de avaliar sempre individualmente cada paciente, levando em consideração risco-benefício a fim de prescrever de forma racional e segura cada medicamento.
Nós temos como missão garantir o acesso à saúde e à qualidade de vida. Levar informações aos pacientes e auxiliar profissionais de saúde a escolherem o melhor tratamento para as doenças de seus pacientes é um dos meios que temos para interferir positivamente na saúde de nosso país.
Estamos à disposição através de nossa Central de Atendimento caso deseje receber informações adicionais ou notificar eventos adversos: ******* ******* ******* ou *******.

Referências:
1.Morejon e cols. Actualizacion em quinolonas. Electron J Miomed. *******; 1(3): **************
2.Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites. Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo, v. 74, n. 2, supl. p. 6-59, *******
3.CORREA, Ricardo de Amorim et al. Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade em adultos imunocompetentes - *******. J. bras. pneumol., São Paulo, v. 35, n. 6, p. **************, June *******.
4.Gupta K et al.Infectious Diseases Society of America; European Society for Microbiology and Infectious Diseases. International clinical practice guidelines for the treatment of acute uncomplicated cystitis and pyelonephritis in women: A ******* update by the Infectious Diseases Society of America and the European Society for Microbiology and Infectious Diseases. Clin Infect Dis. ******* Mar 1;52(5):e103-20
5.Guidelines for Preparing Core Clinical Safety Information on Drugs - Report of CIOMS Working Group III. Geneva, WHO, *******. (Chapter 5, Good Safety Information Practices)
6.Bula do produto
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