O que aconteceu
A prova de Papiloscopista da PCPR foi extremamente tensa e, na minha opinião, completamente desproporcional ao tempo disponibilizado.
Foram 5 horas para uma prova extremamente extensa, com questões muito longas e que exigiam uma quantidade enorme de leitura, interpretação e conhecimento específico. Não havia tempo suficiente para fazer a prova com tranquilidade. Em vários momentos, o candidato precisava escolher entre terminar a prova ou conseguir realmente analisar a questão com atenção.
Além disso, foram cobrados conteúdos que não fazem sentido para o cargo e que exigem conhecimentos muito específicos, que muitas vezes só seriam adquiridos por alguém já formado ou especializado em determinada área. Houve questões de Física, Química, HTML e outros conteúdos que causaram muita revolta entre os candidatos justamente pela forma e pelo nível em que foram cobrados.
Não estou dizendo que uma prova de concurso precisa ser fácil. O problema é cobrar conteúdos extremamente específicos e extensos, alguns aparentemente fora daquilo que seria razoável esperar para o cargo, e ainda colocar uma quantidade enorme de questões para serem resolvidas em apenas cinco horas.
A sensação de muitos candidatos foi de que a prova foi elaborada muito mais para testar resistência e velocidade de leitura do que o conhecimento necessário para exercer a função de Papiloscopista.
Espero que a FGV e os responsáveis pelo concurso analisem a prova com atenção, principalmente as questões que possam ter cobrado conteúdos não previstos ou incompatíveis com o edital, e que sejam tomadas as medidas necessárias para garantir uma avaliação justa e igualitária entre os candidatos.