Problema Estrutural da Toro

Em réplica
Belo Horizonte - MG
02/03/2020 às 08:36
ID: 101069845
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesMinha empresa é proprietária de uma Caminhonete Fiat Toro Volcano 2.0, ano *******/******* completa, que é cedida a mim, para meu uso profissional e pessoal. No geral, gostei muito do carro até este último feriado de carnaval. No sábado, dia 22/02/*******, viajei para meu sítio no município de Abaeté MG, às margens do reservatório da represa de Três Marias. Para chegar lá, o acesso é por estrada de terra, com distância de aproximadamente 26 km. Na ida, pegamos muita chuva e lama na estrada de terra. Ao chegar, tive que lavar o carro, inclusive as rodas, porque estava muito sujo, dificultando retirar as bagagens sem que me sujasse de barro. Obviamente, como se trata de uma propriedade rural destinada ao lazer, não disponho de equipamentos técnicos destinados a lavagem de veículos, logo, lavei com mangueira simples mesmo, de jardim, sem grande pressão, mas foi suficiente para retirar quase todo o barro aparente. Retornei no dia 26/02/******* à tarde e a estrada já estava quase seca, não justificando nova lavagem. Após aproximadamente 50 km, estava a aproximadamente 80 km/h e o pneu traseiro direito simplesmente estourou. Perdi o controle do carro, que projetou-se para a contramão de direção. Com algum esforço e muita sorte, retomei o controle, fui para o acostamento sem que nada pior ocorresse, além do grande susto, e substituí a roda pela sobressalente. Quando retirei a roda com o pneu estourado, fiquei assustado ao ver que a lateral interna foi inteiramente cortada e destacou-se *******% do restante do pneu, conforme foto anexa. Provavelmente o estouro danificou outras partes do veículo, pois, o painel ficou indicando que a tração 4 x 4, ABS, controle de tração e outros itens, não estavam em operação, permanecendo com as luzes acesas no painel. Para prosseguir viagem, fui até a cidade mais próxima, que é Pompéu-MG, para tentar adquirir outro pneu e, infelizmente, como já era quase 18:00 hs, não encontrei lojas de pneus novos abertas e tive que procurar em borracharias. Para minha surpresa em todas as borracharias que parei, os borracheiros disseram que isto era comum na Toro e me explicaram o problema. Na última borracharia que parei, que a borracharia da cooperativa dos produtores rurais da região, que foi onde eu acabei comprando um pneu em fim de vida por R$*******,00, o borracheiro me mostrou um pneu cortado, igual ao meu, outro já com os riscos que vou explicar como ocorrem mais adiante e o pneu velho que tive que comprar. Disse que tem clientes que deixam sempre pneus reserva para, quando acontecer, já terem para trocar. Quando retornei para Belo Horizonte, conversando com um amigo que também tem a Toro, ele me disse que já aconteceu com ele também, mas, no caso dele, o pneu esvaziou na cidade e não chegou a estourar. Já no meu caso, Graças a Deus! eu estava no final de uma subida em linha reta e não tinha ninguém na contramão. Pelo comportamento do carro, se eu estivesse em uma curva, numa ultrapassagem ou se viesse outro veículo na outra mão de direção da rodovia, eu e minha família inteira talvez não estivéssemos mais aqui para reclamar. A questão é que a caixa de rodas e muito apertada para um veículo de uso misto. O conjunto da suspensão e/ou freios, em um certo ponto, fica a aproximadamente 1 cm da lateral do pneu traseiro. Quando o veículo passa por muito barro, o barro se acumula ali e depois de seco risca o pneu, ou mesmo pedras podem travar e também riscar o pneu na lateral. Com a velocidade e aquecimento, o pneu pode furar ou, como aconteceu comigo, simplesmente estourar, causando sério risco de acidente e até mesmo a perda de vidas. No meu caso, mesmo sem saber deste problema estrutural do carro, eu lavei as rodas, apenas pensando em não me sujar ao retirar as bagagens, mas, uma mangueira de jardim não é suficiente para retirar todo o barro. Logo, este carro é inadequado para o meu uso, bem como para o uso em áreas rurais. Já tive vários carros e meu último foi um Honda Civic (carro muito baixo e com suspensão macia) que já encarou situações semelhantes, quiçá piores, nesta mesma estrada de terra, por quase 7 anos e nunca tive nenhum problema. Em meu primeiro carro supostamente robusto para estes terrenos vejam o problema que tive. Agora, o carro está na Automax da Av. Raja Gablaglia, em Belo Horizonte, aguardando o retorno da Fiat sobre meu pedido de conserto e substituição do pneu em garantia. Independente da resposta que ainda virá, fica o relato para todos que possuem a Toro para, se utilizarem o veículo em estradas de terra, fiquem atentos, lavem tudo com lavadora de alta pressão e, periodicamente, inspecionem o lado de dentro dos pneus para ver se houve algum risco. Veja se isto é um cuidado que devemos ter com um veículo 4 x 4 com reduzida? E no meu relato, friso que tenho fotos e testemunhas para provar todas as alegações, alguém teria algum procedimento mais cauteloso do que o que eu tive, em condições normais de uso? Imaginem, você compra um veículo 4x4 e tem que comprar também uma lavadora de alta pressão e deixar na caçamba, no meu sítio, eu poderia deixar uma lavadora lá, mas e se eu for passear em um hotel fazenda e pegar barro na ida, como poderei lavar o carro para não correr este risco na volta? Isto não é razoável, em síntese, a Toro é inadequada para uso em barro ou lama. Eu pretendia trocar de carro apenas em uns 3 ou 4 anos, por isso, inclusive, ao comprar a Toro, equipei-a com todos os acessórios disponíveis à época, mas, terei que trocar agora, pois não temos mais segurança para viajar com ela, muito menos para ir ao nosso sítio, esta antecipação da troca me trará um prejuízo material muito expressivo, além de todo o abalo emocional que causou em mim e em toda a minha família que estava comigo na hora em que o estouro aconteceu (esposa, mãe e 2 filhos pequenos). Espero que a Fiat i) conserte tudo em garantia e nos forneça gratuitamente 1 pneu para substituir o que estourou e, caso o pneu do outro lado também tenha sido riscado, apesar de não ter estourado, substitua-o também; ii) me restitua o valor pago pela compra do pneu em fim de vida e, para evitar que me gere mais prejuízos ainda, além do tempo gasto, da falta do veículo por vários dias e dos abalos emocionais decorrentes da iminência do risco de [Editado pelo Reclame Aqui] pelo qual passamos eu, esposa, mãe e dois filhos pequenos, que estávamos no carro na hora do estouro: iii) que tenha a dignidade de fazer alguma adaptação que elimine definitivamente este risco ou que recompre meu carro pelo valor da Tabele FIPE, assim, poderei comprar outro carro que atenda as minhas necessidades, já que este veículo (Toro Volcano), não é seguro para uso em áreas rurais.
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Resposta da empresa
13/04/2020 às 16:40
Olá Emanuel, boa tarde!
Protocolo de atendimento: 1-*******.
Esclarecemos quem em análises realizadas no veículo, foi necessário a substituição dos pneus, portanto não se trata defeito de produto e sim o modo de uso. Reiteramos que nas páginas F-30 a F-33 é descrito no Manual de Uso e manutenção os cuidados e a forma de utilização dos pneus.
Agradecemos por trazer seu caso ao nosso conhecimento. Permanecemos à sua disposição sempre que necessário neste e nos demais canais de atendimento.
Atenciosamente,
Gabriela Vieira
Central de Serviços ao Cliente FIAT
https://**************9bde-495db335bed8
Telefone: ******* **************
Réplica do consumidor
28/04/2020 às 16:38
Troquei os pneus, porque preciso do carro para minha locomoção diária e, no estado em que os pneus ficaram, não era possível rodar, portanto, ou eu trocava os pneus, ou estaria aguardando até hoje por suas providências com o carro parado. Viram as fotos? Logo, isto não isenta vocês da responsabilidade. Em uma última visita que fiz à Automax, a pedido da sua representante, salvo engano Pâmela, fui atendido pelo Sr. Edson, gerente da assistência técnica. O Edson chegou até a fotografar a balança traseira do meu carro com seus dedos entre o pneu e a peça, mostrando que não é possível sequer inserir os dedos, tamanha a proximidade da peça com o pneu. Enquanto eu aguardava, vi que no pátio da Automax havia uma Toro *******, modelo Ultra 4x4 Diesel, que tive a oportunidade de fotografá-la, inclusive a balança traseira. Ela também utiliza rodas e pneus na mesma medida que os meus: ******* x 60 x 18, mas, quando eu inseri os dedos na mesma peça, a distância foi aumentada para algo entre 2 e 3 centímetros. Isto demonstra que a Fiat resolveu este problema, promovendo alguma adaptação ou alteração no modelo *******, ou que a minha pick up realmente tem um problema específico. Diante da sua negativa em resolver o problema, não me resta outra alternativa a não ser recorrer ao judiciário para buscar reparação material e moral. Certamente o perito a ser nomeado pelo juízo fará uma avaliação mais coerente. A propósito, tive a oportunidade de enviar emails para destinatários a seguir descritos, mas, não obtive resposta. Nesses emails, anexei fotos que demonstram com bastante clareza o problema da proximidade da balança ao pneu traseiro, bem como a diferença entre minha Toro (*******) e a Toro ******* que estava na Automax: *******; *******; *******; *******; *******; *******; *******
Réplica da empresa
06/05/2020 às 14:28
Olá Emanuel, boa tarde!
Protocolo de atendimento: 1-*******.
Agradecemos pelo Feedback e informamos que seus comentários foram devidamente registrados.
Permanecemos à sua disposição sempre que necessário neste e nos demais canais de atendimento.
Atenciosamente,
Gabriela Vieira
Central de Serviços ao Cliente FIAT
Chat: https://**************9bde-495db335bed8
Telefone: ******* ******* *******