O que aconteceu
Minha experiência com a FITO chegou a um nível de descaso que considero absolutamente inaceitável.
Existe um débito decorrente de prestação de serviços educacionais. Não estou aqui para negar a dívida, fugir do pagamento ou pedir que ela seja perdoada. Muito pelo contrário: fui eu quem procurou a FITO para tentar resolver a situação.
Antes da judicialização, não recebi cobrança por e-mail, aviso de inadimplência, proposta de negociação ou tentativa de composição referente a esse débito, apesar de meu endereço eletrônico estar disponível à instituição.
O tempo passou, a cobrança chegou à Justiça, houve incidência de atualização, juros, custas e honorários e, posteriormente, bloqueios judiciais em minhas contas.
Mesmo diante disso, procurei espontaneamente o Departamento Jurídico da FITO para fazer um acordo.
E aqui começa a parte que considero inacreditável.
A própria FITO me respondeu oferecendo um acordo: entrada de R$ 600,00 e parcelamento do saldo em 12 vezes. No mesmo e-mail, escreveu expressamente que, caso eu tivesse alguma contraproposta, poderia apresentá-la para que fosse submetida à apreciação.
Pois bem. EU APRESENTEI A CONTRAPROPOSTA.
Não pedi desconto.
Não pedi redução da dívida.
Não pedi perdão de juros.
Não disse que não pagaria.
Pedi apenas que a entrada de R$ 600,00 fosse reduzida para R$ 300,00 e que os outros R$ 300,00 fossem distribuídos nas três primeiras parcelas. Ou seja: eu estava tentando pagar praticamente o mesmo valor proposto pela própria FITO, apenas adequando o fluxo inicial à minha condição financeira.
E qual foi a resposta?
NENHUMA.
Aguardei. Reiterei o contato. Procurei novamente a instituição. Minha contraproposta simplesmente ficou sem resposta.
Enquanto isso, porém, o processo judicial não ficou parado.
Os bloqueios continuaram.
A situação financeira ficou tão difícil que precisei recorrer a novas operações de crédito consignado para conseguir reorganizar minhas despesas. Recursos provenientes dessas operações acabaram também alcançados pela constrição judicial.
E é impossível não fazer uma pergunta extremamente simples:
SE A PRÓPRIA FITO ME CONVIDOU A APRESENTAR UMA CONTRAPROPOSTA, POR QUE NÃO RESPONDEU?
Para que oferecer negociação?
Para que escrever que uma contraproposta poderia ser submetida à apreciação?
Para que iniciar um diálogo com alguém que está procurando espontaneamente pagar a dívida e depois simplesmente deixar de responder enquanto a execução continua?
E existe outra pergunta que considero ainda mais séria:
POR QUE EU NÃO RECEBI UMA COBRANÇA POR E-MAIL ANTES DE TODA ESSA SITUAÇÃO CHEGAR A ESSE PONTO?
Meu endereço eletrônico não apareceu ontem. Ele já estava disponível à instituição.
Se a FITO sustenta que realizou tentativas de cobrança extrajudicial, então peço publicamente algo muito simples: informem quando tentaram contato, por qual meio, para qual endereço e apresentem o respectivo comprovante de envio.
O que mais revolta é que eu não precisei ser convencido a negociar. EU PROCUREI A FITO.
E quando finalmente houve diálogo, recebi uma proposta, fui expressamente autorizado a apresentar contraproposta, fiz exatamente isso e fiquei esperando uma resposta que não veio enquanto os bloqueios judiciais prosseguiam.
Agora, ao que indicam os valores já alcançados pela execução e o pequeno saldo final ainda programado para bloqueio, o montante perseguido está prestes a ser integralmente alcançado judicialmente.
Então deixo registrada minha indignação.
Não estou reclamando porque fui cobrado por uma dívida.
Estou reclamando da forma como fui tratado quando tentei PAGÁ-LA.
Uma instituição educacional deveria compreender melhor do que ninguém o significado de diálogo, responsabilidade e respeito.
Eu fiz a minha parte: procurei, expliquei minha situação, negociei e apresentei a contraproposta que a própria FITO disse que poderia receber.
Faltou à FITO fazer a parte mais básica de qualquer negociação: RESPONDER.
Aguardo publicamente uma explicação.