O que aconteceu
Aluguei um veículo pela internet, na FOCO Aluguel de Carros, com retirada em Porto Alegre (RS), para uma viagem a Gramado e Canela em julho (alta temporada, período em que a frota circulante na região é majoritariamente de locadoras).
No segundo dia de uso (de um total de seis contratados), fui abordado em uma fiscalização policial de rotina por estacionar em local proibido e o veículo acabou retido porque o carro não pertencia à Foco, mas a um terceiro (empresa "LM"), dado este que NÃO constava no contrato de locação.
O carro ficou apreendido porque pertencia a um terceiro "LM" e o contrato não fazia qualquer menção sobre o real proprietário, obrigando-me a alugar outro veículo de urgência para continuar a viagem.
O mais constrangedor foi constatar que outros motoristas, com carros de locadoras concorrentes, apresentavam seus contratos e eram liberados imediatamente, por utilizarem frotas próprias e regulares.
Além da interrupção da viagem e do transtorno, enfrento agora uma cobrança abusiva por parte da Foco referente às despesas de pátio e guincho:
Guincho: O órgão de trânsito emitiu guia no valor de R$ 395,27, mas a Foco está me cobrando R$ 2.000,00 (sobrepreço de 406%).
Diária de pátio: O custo oficial é de R$ 40,53, mas a cobrança repassada pela locadora é de R$ 244,17 por diária (sobrepreço de 502%).
Fica evidente a prática de repasse com margens abusivas sobre serviços oficiais de trânsito, somada à falha na prestação do serviço de locação original.
A dica que deixo: Não busque apenas o menor preço e antes de alugar um carro, confirme se a locadora tem frota própria ou se repassa veículos de terceiros. O transtorno e o prejuízo de fazer uma segunda locação de urgência foi enorme.