O que aconteceu
Registro o fato ocorrido comigo no Hospital Márcio Cunha Unidade II
Assunto: Reclamação formal sobre atendimento durante ressonância magnética em 02/10/2026
Venho registrar uma reclamação formal referente ao atendimento que recebi no Hospital Márcio Cunha Unidade II, no dia 02/10/2026, para realização de uma ressonância magnética da coluna cervical/parte superior da coluna.
Meu exame estava agendado para as 19h e fui orientada a chegar com 50 minutos de antecedência. Cheguei ao hospital aproximadamente às 17h50.
Por volta das 18h20, fui colocada em uma camisola para aguardar a realização do exame. O ambiente estava extremamente frio. Eu e outras pessoas que aguardavam reclamamos diversas vezes do frio. Minha pele chegou a ficar roxa de frio. Ao comunicar a situação a uma técnica de enfermagem que estava no local, recebi uma resposta que considerei sarcástica e inadequada, dizendo que ela não estava com frio porque estava usando roupa de frio.
Também houve uma demora muito grande para a realização do exame. Durante a espera, quando os pacientes reclamavam da demora, éramos mudados de sala, o que nos dava a impressão de que seríamos atendidos rapidamente, mas o exame somente começou aproximadamente às 20h20.
Durante todo esse período, senti falta de atenção e acolhimento por parte da equipe. Quando buscávamos informações, muitas vezes recebíamos respostas que considerei ríspidas e pouco respeitosas.
Outro ponto que considero grave é que o profissional que me acompanhou para a realização do exame não estava devidamente identificado. Não sei informar se se tratava de médico, técnico ou enfermeiro, pois estava usando roupa comum e não portava crachá de identificação visível.
Antes da realização do exame, eu havia informado corretamente o meu peso. Mesmo assim, ao entrar no equipamento, percebi que a máquina era extremamente apertada para o meu corpo.
Durante aproximadamente 30 minutos dentro da máquina, senti muita dor e intenso desconforto físico. Também tive uma forte crise de pânico e senti muito medo. Embora tenham me fornecido um dispositivo para chamar a equipe em caso de emergência, ele não estava adequadamente posicionado na minha mão, ficando ao meu lado, o que dificultou o seu acionamento justamente em um momento em que eu estava em situação de grande sofrimento.
Durante o exame, senti dor intensa e não consegui chamar adequadamente o profissional para me auxiliar.
Quando o exame terminou, informei que estava sentindo muita dor. Segundo minha percepção, o profissional não deu a devida atenção ao que eu estava relatando, conduziu-me até a sala para trocar de roupa e simplesmente me orientou a ir embora, sem que eu recebesse uma avaliação ou assistência adequada diante da dor e do estado de pânico em que me encontrava.
Saí do hospital extremamente abalada, em estado de pânico e choque, sentindo-me desrespeitada, desorientada e sem o devido acolhimento.
A situação teve repercussão inclusive após minha saída do hospital. Passei a noite em intenso estado de pânico, chorando e precisando fazer uso de calmantes para conseguir lidar com o estado em que fiquei após o atendimento.
Diante do ocorrido, solicito:
1. A abertura de uma apuração formal sobre o atendimento prestado;
2. A identificação de todos os profissionais envolvidos no meu atendimento e na realização do exame;
3. A verificação dos registros referentes ao meu atendimento, inclusive horários de entrada, preparação e realização do exame;
4. A verificação das condições do equipamento utilizado e se ele era adequado para o meu porte e para o exame realizado;
5. A apuração sobre a forma como o dispositivo de emergência foi disponibilizado e se estava em condições de ser acionado adequadamente;
6. A apuração da conduta dos profissionais envolvidos, especialmente diante das minhas reclamações de frio, dor e crise de pânico;
7. Uma resposta formal e detalhada sobre as providências adotadas pelo hospital.
Solicito também que esta reclamação e todos os documentos e registros relacionados ao atendimento sejam preservados para eventual necessidade de encaminhamento aos órgãos competentes.
Peço o fornecimento do número de protocolo desta reclamação e uma resposta por escrito.
Atenciosamente.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
HOSPITAL MÁRCIO CUNHA respondeu
09/10/2026 às 16:45
Olá Palmira,
Agradecemos por compartilhar sua experiência conosco e lamentamos que ela não tenha sido positiva. Entendemos como é importante que cada cliente se sinta bem atendido e estamos sempre trabalhando para melhorar nossos serviços.
Em relação à sua manifestação, informamos que seu caso foi devidamente analisado e a tratativa foi repassada para você por e-mail, conforme o contato informado no momento do registro.
Caso tenha dúvidas ou precise de mais esclarecimentos, estamos à disposição para ajudar.
Atenciosamente,
Serviço de Apoio ao Cliente
Hospital Márcio Cunha
Consumidor respondeu
09/10/2026 às 18:07
A resposta dada para mim no email é uma tentativa de se isentar. De uma forma tão mesquinha. Pedi a identificação dos profissionais que me atenderam para medidas mais pontuais!
"Olá Palmira, tudo bem?
Em atenção ao seu registro de número 2*1**5, agradecemos o seu contato com a Instituição.
Ele é de extrema importância para melhoria contínua dos nossos processos.
Lamentamos sinceramente todo o desconforto, sofrimento emocional e sensação de desamparo relatado durante sua permanência em nosso serviço de Ressonância Magnética no dia 02/10/2026.
Compreendemos que a realização de um exame já é, por si só, um momento de ansiedade para muitos pacientes, e reconhecemos que a experiência vivenciada não corresponde à forma de acolhimento que buscamos oferecer.
Após análise dos fatos relatados junto à equipe responsável, gostaríamos de prestar os seguintes esclarecimentos:
Em relação ao tempo de espera, verificamos que houve atraso na agenda do setor na data em questão.
Essa situação foi comunicada aos pacientes que aguardavam atendimento, porém entendemos que isso não minimiza o desconforto causado pelo período prolongado de espera.
Quanto ao frio no ambiente, esclarecemos que as salas do setor de Ressonância Magnética necessitam permanecer climatizadas para garantir o adequado funcionamento dos equipamentos, evitando superaquecimento e possíveis falhas operacionais. No entanto, reconhecemos que a necessidade técnica não elimina a importância do acolhimento diante do desconforto dos pacientes. Seu relato foi compartilhado com a liderança do setor para reforço das orientações relacionadas à comunicação respeitosa, cordialidade e atenção às necessidades dos pacientes.
Sobre o equipamento utilizado, verificamos que ele estava adequado para a realização do exame e dentro dos parâmetros de segurança estabelecidos pelo fabricante. Ressaltamos que os aparelhos de ressonância magnética possuem estrutura fechada e que, dependendo das características físicas de cada paciente, a sensação de espaço reduzido pode ser mais intensa. Informamos ainda que, nos casos em que as condições físicas do paciente não sejam compatíveis com o equipamento, o procedimento não é realizado por questões de segurança.
Referente ao dispositivo de emergência, foi identificado que a campainha de acionamento foi fornecida conforme o protocolo adotado pelo setor. Além disso, durante todo o exame, o paciente permanece sob monitoramento contínuo do profissional responsável, que acompanha o procedimento por meio da sala de comando, equipada com ampla janela de visualização para observação permanente do paciente.
Com relação à dor relatada durante a realização do exame, esclarecemos que alguns pacientes podem apresentar desconforto ou intensificação de dores pré-existentes em razão da necessidade de permanecerem imóveis por determinado período e na posição exigida para obtenção das imagens.
Informamos também que o setor de diagnóstico por imagem não realiza administração de medicações durante exames de rotina.
Entretanto, compreendemos que a experiência de dor associada à sensação de pânico e angústia descritas em seu relato foi extremamente difícil.
Sentimos muito que tenha saído do exame com a percepção de que suas queixas não receberam a atenção esperada.
Independentemente dos protocolos assistenciais existentes, entendemos que todo paciente deve sentir-se ouvido, orientado e acolhido durante sua permanência em nossa instituição.
Em relação à identificação dos profissionais e aos aspectos comportamentais mencionados, todos os apontamentos foram encaminhados à gestão responsável para avaliação e orientação da equipe, reforçando a importância da identificação adequada dos colaboradores, da comunicação clara e do atendimento humanizado em todas as etapas do cuidado.
Agradecemos por nos trazer seu relato de forma tão detalhada.
Manifestações como a sua são fundamentais para identificarmos oportunidades de melhoria e aperfeiçoarmos continuamente a experiência e a assistência prestadas aos nossos pacientes.
Reiteramos nossas desculpas pelos transtornos vivenciados e reforçamos nosso compromisso com um atendimento seguro, respeitoso e acolhedor."