O que aconteceu
No dia 06/08, sofri um sinistro envolvendo minha motocicleta e iniciei os procedimentos necessários para obter o devido ressarcimento.
Em 25/08, após retornar de uma viagem, compareci à concessionária autorizada para providenciar as fotografias solicitadas pela seguradora, encaminhando o material para análise.
No dia 02/09, entrei em contato com a GolPlus e fui orientado a procurar a DN Motos, oficina vinculada à seguradora. Encaminhei as fotografias e o orçamento elaborado pela concessionária. Após avaliar os valores, a oficina informou que o orçamento estava elevado e que provavelmente seria um caso de perda total.
Aparentemente, em decorrência dessa avaliação, foi aberto, em 08/09, um procedimento interno relacionado ao ressarcimento integral do veículo.
Diante da dificuldade em obter informações, consegui contato com Leandro (atualmente coordenador de expansão da GolPlus), no dia 11/09. Na ocasião, ele indicou a existência do procedimento acima mencionado e estabeleceu um prazo de 10 dias corridos, com previsão de retorno até 18/09, às 15h.
Entretanto, o prazo transcorreu sem qualquer posicionamento. Realizei novas tentativas de contato nos dias 19, 21 e 22/09, mas não obtive retorno satisfatório.
Somente no dia 23/09, após insistir novamente, o coordenador disponibilizou um telefone para acompanhamento do processo, direcionando-me a outra oficina parceira da seguradora, a Bambam Pintando o Sete.
Fui orientado a levar a motocicleta à oficina no dia 29/09, o que fiz conforme combinado.
No dia 01/10, a oficina encaminhou o orçamento à GolPlus. Entretanto, a seguradora passou a alegar que não havia recebido o documento, mesmo após a oficina e eu realizarmos contatos por WhatsApp, em diferentes datas, informando que o orçamento já havia sido enviado e que a motocicleta se encontrava nas instalações da oficina.
Em 14/10, recebi o contato de Luiz (Regulador de Sinistros da GolPlus), que apresentou uma proposta de acordo: a seguradora disponibilizaria o valor de R$ 9.000,00 para que eu pudesse realizar o reparo da motocicleta em uma oficina de minha confiança, em vez de utilizar a oficina parceira indicada anteriormente.
Aceitei a proposta. Entretanto, como não possuía acesso a um guincho para retirar a motocicleta da Bambam Pintando o Sete e levá-la a outro estabelecimento, precisei providenciar essa logística por conta própria.
Consegui realizar a transferência no dia 16/10, levando a motocicleta a uma oficina de minha confiança.
Em 19 e 20/10, o Luiz solicitou, por WhatsApp, informações complementares para formalização do acordo. No dia 21/10, recebi o termo por e-mail, mas o documento continha informações incorretas, inclusive dados bancários. Após solicitar a correção, recebi uma nova versão no dia 22/10, que foi devidamente assinada na mesma data.
O acordo estabeleceu o pagamento dos R$ 9.000,00 em duas parcelas, sendo a primeira com vencimento em 03/11 e a segunda prevista para 02/12.
Ocorre que, mesmo após a formalização do acordo e minha assinatura, a GoPlus não cumpriu o primeiro prazo de pagamento.
No dia 03/11, fui informado de que o setor financeiro já estava providenciando o pagamento e que o depósito seria realizado naquela data. Como o valor não foi creditado, entrei novamente em contato no dia 04/11 e recebi a mesma informação: o pagamento seria realizado ainda naquele dia, sem falta.
Mais uma vez, o pagamento não foi realizado.
Considero extremamente desgastante toda essa situação. Desde o início do processo, precisei insistir repetidamente para conseguir informações, lidar com direcionamentos entre diferentes oficinas, aguardar prazos que não foram cumpridos e, agora, mesmo após aceitar uma proposta e assinar o acordo solicitado pela própria seguradora, continuo sem receber o valor na data estabelecida.
Ressalto que cumpri todas as etapas e solicitações que me foram apresentadas, inclusive providenciando a retirada e transferência da motocicleta para viabilizar a solução proposta pela própria GolPlus.
Diante de todo o exposto, solicito:
1. A realização imediata do pagamento da primeira parcela, vencida em 03/11, considerando o descumprimento do prazo estabelecido no acordo formalizado.
2. Um esclarecimento formal sobre o motivo pelo qual o pagamento não foi realizado, especialmente porque recebi duas confirmações de que o depósito seria efetuado, tanto no dia 03/11 quanto no dia 04/11.
3. O reconhecimento dos efeitos legais decorrentes do atraso, incluindo os eventuais juros e a atualização monetária aplicáveis.
4. A confirmação formal de que a segunda parcela, prevista para 02/12, será integralmente paga na data acordada, sem novos atrasos.
5. Um posicionamento da seguradora quanto às providências que serão adotadas para evitar novos descumprimentos dos compromissos assumidos.
Ressalto que o acordo firmado estabelece expressamente que a quitação integral somente ocorrerá após o efetivo recebimento das duas parcelas pactuadas. Portanto, enquanto os pagamentos não forem integralmente realizados, permanece pendente o cumprimento das obrigações assumidas pela seguradora.
Não considero razoável que, mesmo após toda a demora e os transtornos enfrentados, seja necessário continuar cobrando o cumprimento de um acordo que já foi devidamente formalizado.