CORTE INDEVIDO DE ÁGUA COM FATURA PRETÉRITA E JÁ PAGA

Não respondida
Fortaleza - CE
27/07/2026 às 16:22
ID: 254955307
Tive a minha água cortada por um prestador da CAGECE que veio até o meu condomínio. O porteiro interfonou dizendo que tinha um funcionário da CAGECE para cortar a água, o que é o procedimento padrão do condomínio para a entrada de qualquer pessoa. Imediatamente desci, achando a situação muito estranha.
No caminho para o elevador, já acessei o aplicativo e vi as contas recentes pagas normalmente, sem nenhum aviso na tela. Porém, fui buscar faturas anteriores para tentar entender o motivo do corte e vi uma fatura de dois meses atrás que estava em aberto, da qual eu não tinha conhecimento. Imediatamente efetuei o pagamento e, em seguida, cheguei à portaria em posse do celular e do comprovante da conta paga para falar com o preposto.
Tentei explicar a questão a ele, porém, de forma extremamente grosseira e sem nenhuma paciência, ele não me ouviu e disse que "não tinha vindo ali para receber pagamento, apenas para cortar". Fiquei muito nervosa, pois não podia ter minha água cortada e jamais imaginei que, mesmo com a conta quitada, ele seguiria com a interrupção. Mesmo eu repetindo várias vezes que a conta já estava paga, ele efetuou o corte.
O corte foi realizado quando a conta já se encontrava quitada, conforme confirmam os horários de cada ato (tanto do corte quanto do pagamento). Não havia necessidade alguma de ele agir de tal forma. Fiquei com a água cortada, sendo humilhada e constrangida na frente de vários vizinhos e moradores que entravam, pois tentei conversar no hall do prédio para explicar e ele seguia irritado, interrompendo a minha fala.
Após todo esse aborrecimento, precisei parar meu trabalho e tudo o que estava fazendo, cancelando compromissos. Eu e minha filha estávamos menstruadas e ficamos sem conseguir fazer nossa higiene básica. Eu e minha família tivemos que cancelar compromissos inclusive no dia seguinte, pois sequer tínhamos como tomar um banho.
Liguei para pedir a religação imediatamente após o funcionário sair, por volta das 16h, e deram um prazo para religar apenas no outro dia até meia-noite, sem conseguir informar um horário exato para que eu pudesse me programar. Liguei no dia seguinte para a Ouvidoria relatando todo o ocorrido e, de forma completamente despreparada, recebi uma resposta com um relato totalmente diverso do que foi informado por mim.
Além de o relato não refletir a realidade dos fatos e omitir pontos fundamentais para elucidar a questão, a resposta da Ouvidoria contém várias contradições, como afirmar que "o funcionário se ofereceu para receber o pagamento". Esse fato jamais existiu, pois era exatamente a comprovação do pagamento que eu queria mostrar a ele ao encontrá-lo na portaria, antes do corte propriamente dito, e ele se recusou a aceitar e a me ouvir. Está tudo gravado nas câmeras da portaria, nas ligações para a Ouvidoria e em todos os chamados que fiz à CAGECE.
A empresa é péssima e falha absurdamente com o consumidor na prestação de um bem essencial. Tentei resolver administrativamente e não tive sucesso, apenas aborrecimento, uma vez que a resposta da Ouvidoria sequer admite o erro crasso cometido pela CAGECE. Diante disso, entrarei com uma ação judicial de ressarcimento de danos, pois é um completo absurdo que uma empresa cause um transtorno desse porte a uma pessoa e sequer admita sua responsabilidade.
Já existem inúmeras decisões consolidadas do STJ que orientam pelo não corte em razão de faturas pretéritas, pois obviamente não houve intenção de inadimplir caso contrário, não haveria o pagamento das contas recentes. Trata-se claramente de um lapso, favorecido inclusive pelo aplicativo, que é precário em vários sentidos; caso contasse com a funcionalidade mínima de informar ao consumidor sobre faturas anteriores pendentes, isso não teria acontecido.
Sou completamente ciente do meu dever de acompanhar as faturas em meu nome e realizar os devidos pagamentos. Prova disso é que realizei a quitação da referida conta antes do corte, o que encerra qualquer discussão sobre o débito. A empresa, na figura de seu funcionário e de sua Ouvidoria, deveria ter o mínimo de bom senso, ao contrário do que demonstra o trecho totalmente absurdo da resposta institucional: "Mesmo após os esclarecimentos prestados pela equipe sobre a existência da pendência, a cliente optou por não realizar o pagamento naquele momento".
É revoltante que o consumidor dos serviços da CAGECE fique à mercê dessa Ouvidoria para resolver seus problemas. Ora, se a Ouvidoria relata algo que não existiu em momento algum, simplesmente alterando a ordem dos fatos e a verdade do que aconteceu, como confiar que qualquer questão possa ser resolvida por essa via?