Não respondida

Meu esposo está com dores e não consigo atendimento eficaz na rede pública

Governo do Estado - Rio de Janeiro

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Estou registrando esta reclamação porque chegamos a um ponto em que não sabemos mais a quem recorrer.

Meu esposo está enfrentando dores que vêm afetando diretamente sua rotina, sua mobilidade e, principalmente, sua capacidade de trabalhar. Ele precisa das próprias pernas para exercer sua profissão, precisa se locomover e levar uma vida normal, mas estamos vendo isso ser comprometido enquanto tentamos, sem sucesso, conseguir um atendimento realmente eficaz pela rede pública.

Já procuramos atendimento na Clínica da Família João Batista Chagas, no Hospital Municipal Dom Pedro II e em Santa Cruz. Passamos por diferentes atendimentos, relatamos as dores e buscamos orientação e encaminhamento para as especialidades responsáveis. Mesmo assim, até agora, não conseguimos que o caso seja investigado com a atenção e a seriedade que ele exige.

Na própria Clínica da Família João Batista Chagas, inclusive, fomos atendidos pelo Dr. João Sales Ramos Júnior. E existe um fato que considero extremamente grave: meu esposo sequer estava incluído no SISREG para que pudesse ter o devido encaminhamento, porque, segundo o próprio médico, ele não tinha a senha de acesso ao sistema.

Então eu pergunto: como um paciente consegue chegar às especialidades responsáveis se o próprio encaminhamento não é realizado?

Meu esposo não está procurando um privilégio. Ele está procurando atendimento.

A situação chegou a um nível tão preocupante que tivemos que pagar uma ressonância particular e uma consulta particular, mesmo sem termos plano de saúde e sem condições financeiras para ficar arcando com consultas e exames particulares. No particular, levantaram inicialmente a possibilidade de hérnia de disco, mas o problema está longe de estar resolvido.

Ele já tomou medicamentos, antidepressivo, corticoide, já recebeu medicação por injeção e, mesmo assim, continua sentindo dores e apresentando limitações. Ou seja, não estamos falando simplesmente de uma dor passageira que não melhorou com um remédio. Estamos falando de uma situação que precisa ser investigada de forma responsável, profissional e humana.

O mais revoltante é precisar gastar dinheiro particular para tentar descobrir o que está acontecendo enquanto a pessoa continua sem conseguir o devido encaminhamento dentro do sistema público.

Nós pagamos impostos. Meu esposo é trabalhador. É cidadão. Tem direito à saúde e ao atendimento adequado.

Não considero aceitável que uma família tenha que chegar ao ponto de pensar: Será que, para sermos atendidos de verdade, precisamos ter um plano de saúde?

Porque, se for assim, qual é o sentido de procurar a rede pública?

Não estamos pedindo diagnóstico pela internet, não estamos exigindo que alguém simplesmente diga qual é a doença. Estamos pedindo investigação. Estamos pedindo encaminhamento. Estamos pedindo que o caso seja tratado com a seriedade que merece.

Meu esposo precisa trabalhar. Precisa andar. Precisa se locomover. Precisa conseguir viver sua rotina sem estar convivendo diariamente com dor e incerteza.

E enquanto cada unidade nos encaminha de alguma forma, o tempo passa, a dor continua e a vida dele vai sendo prejudicada.

Por isso, faço este apelo à Prefeitura do Rio de Janeiro e aos responsáveis pela rede municipal de saúde: por favor, olhem para esse caso como uma situação de uma pessoa, e não apenas como mais um atendimento ou mais um número de prontuário.

Queremos que ele seja avaliado adequadamente, incluído e encaminhado corretamente pelo sistema de regulação, encaminhado para as especialidades necessárias e que sejam investigadas as causas dessas dores e limitações, para que finalmente exista um diagnóstico e um tratamento adequado.

Já procuramos ajuda diversas vezes. Já gastamos dinheiro particular que não deveríamos ter precisado gastar. Já tentamos diferentes caminhos.

O que estamos pedindo agora é que alguém assuma a responsabilidade de olhar para esse caso e nos dê uma resposta concreta.

Porque enquanto o sistema não decide quem deve investigar e tratar, é a saúde, o trabalho e a vida do meu esposo que estão sendo prejudicados.

Não queremos favor.

Queremos atendimento. Queremos dignidade. Queremos uma solução.