O que aconteceu
Falta de respeito e de suporte à família em momento de extrema fragilidade
Meu pai faleceu no dia 15/07/2026, em sua residência e nossa família contratou os serviços do Renscer/Grupo Estima empresa que, inclusive, presta serviços à nossa família há aproximadamente 10 anos. Justamente por essa relação de tantos anos, esperávamos um atendimento digno, cuidadoso e compatível com a seriedade e a delicadeza de um momento como esse.
Infelizmente, o que vivenciamos foi uma sucessão de situações extremamente desagradáveis e, em alguns momentos, desrespeitosas.
No momento da remoção do corpo, o responsável enviado pela empresa chegou sozinho, com um carrinho dobrável, aparentemente sujo e sem qualquer tecido, saco ou material apropriado para envolver e proteger o corpo. Diante da situação, minha mãe precisou oferecer o próprio lençol em que meu pai estava deitado para que ele fosse envolvido. Além disso, minha mãe precisou ajudar no transporte do corpo, pois o funcionário estava sozinho e não havia outra pessoa da empresa para auxiliá-lo.
Consideramos essa situação extremamente inadequada e dolorosa para uma família que acabara de perder um ente querido. Esperávamos que a remoção fosse realizada com profissionalismo, respeito e dignidade, sem que familiares precisassem participar fisicamente desse procedimento.
As falhas continuaram durante o velório.
Não tivemos suporte adequado por parte da empresa durante o período de velório. A recepção foi bastante insatisfatória, havia pouco espaço para acomodar as pessoas, poucas opções de assentos e não havia estrutura adequada para receber os familiares e amigos que foram prestar suas últimas homenagens.
O lanche oferecido também foi de péssima qualidade, limitando-se basicamente a água e café, sem uma estrutura compatível com a ocasião.
Outro fato que nos causou enorme desconforto foi a lista de presença. Ao verificá-la, encontramos nomes de pessoas que não eram conhecidas pela família, aparentemente porque folhas utilizadas em outros velórios foram reaproveitadas. Em um momento tão íntimo, é extremamente desagradável perceber esse tipo de descuido.
Também não houve estrutura adequada para estacionamento, dificultando ainda mais a chegada dos familiares e amigos.
No momento do traslado para o sepultamento, novamente sentimos a ausência de qualquer cuidado. Não houve acompanhamento adequado por parte da empresa. O motorista simplesmente chegou, retirou o caixão e o colocou no veículo, sem que houvesse o suporte que esperávamos para conduzir a família naquele momento.
Ao chegarmos ao cemitério, ainda tivemos que aguardar a disponibilidade de um carrinho para transportar o caixão até o local do sepultamento. Consideramos inadmissível que uma família, já fragilizada pela perda, tenha que lidar com esse tipo de situação justamente no momento da despedida.
Também nos chamou atenção a ausência completa de qualquer contato posterior da empresa. Em aproximadamente 10 anos de relacionamento com o Grupo Estima/Renascer, esperávamos ao menos uma mensagem ou ligação de condolências à família, especialmente diante de todo o ocorrido. Não recebemos sequer uma manifestação de solidariedade.
Minha mãe, indignada com a situação, foi pessoalmente até o local para apresentar uma reclamação, mas sequer encontrou alguém responsável com quem pudesse conversar e registrar formalmente sua insatisfação.
Não estamos reclamando de um detalhe isolado. Estamos falando de diversas falhas ao longo de todo o serviço funerário, desde a remoção do corpo até o sepultamento e o atendimento posterior à família.
Um serviço funerário deve oferecer, acima de tudo, dignidade, respeito, acolhimento, organização e suporte, especialmente porque seus clientes estão passando por um dos momentos mais difíceis de suas vidas. Infelizmente, foi exatamente isso que não recebemos.
Esperamos que o Grupo Estima/Renascer se manifeste sobre cada uma dessas situações, explique o que ocorreu e apresente uma solução adequada. Mais do que uma justificativa, esperamos que a empresa reconheça a gravidade das falhas e reveja seus procedimentos para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento em um momento que deveria ser exclusivamente de despedida e luto.