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Reclamação em réplica

Em réplica

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

09/07/2026 às 14:18

ID: 253506341

Gostaria de compartilhar minha experiência para que outros consumidores tenham conhecimento dos fatos antes de comprar um veículo seminovo.

Há cerca de cinco meses adquiri uma Hyundai ix35 2020 no Grupo Farias Veículos. Durante a negociação, a vendedora Catharina informou que o veículo era único dono e que todas as revisões haviam sido realizadas em concessionária, informação que foi determinante para minha decisão de compra.

Após retirar o veículo, ao conferir o manual de revisões com mais calma, percebi que ele não continha todos os carimbos das revisões. Questionei a vendedora, que informou que buscaria os comprovantes diretamente com a antiga proprietária.

Esses comprovantes nunca foram apresentados.

Posteriormente, descobri que o veículo não possuía todas as revisões realizadas conforme o plano de manutenção recomendado pela fabricante. Até aproximadamente 50.000 km haviam sido feitas apenas duas revisões em concessionária, muito diferente da informação passada no momento da venda.

Quando voltei a questionar a vendedora, a resposta foi que não existe obrigação de realizar todas as revisões em concessionária e que, segundo ela, o Grupo Farias Veículos não considera esse fator na avaliação dos veículos recebidos na troca.

O que causa estranheza é que eu entreguei na negociação um veículo com cerca de 30.000 km, com todo o histórico de revisões realizadas em concessionária, justamente por acreditar que esse cuidado valorizava o automóvel e transmitia segurança ao próximo comprador.

Mesmo decepcionado com a divergência das informações, decidi confiar na empresa e permaneci com o veículo.

Infelizmente, apenas 4.000 km depois da compra, o motor sofreu uma falha gravíssima, com atropelamento de válvulas e diversos danos internos.

Ao desmontar o motor, fui informado pelo mecânico que ele já havia sofrido intervenções anteriores e não estava mais em sua configuração original, levantando a suspeita de que o problema possa estar relacionado a um reparo realizado antes da minha aquisição.

Procurei a concessionária esperando, no mínimo, uma análise técnica do caso. No entanto, a única resposta recebida foi que não haveria qualquer responsabilidade porque a garantia de três meses havia expirado. Além disso, alegaram que, por eu ter levado o veículo a uma oficina para identificar a causa do problema, também não poderiam prestar qualquer assistência.

Em nenhum momento houve interesse em avaliar tecnicamente o motor, solicitar uma perícia ou verificar se havia um possível vício oculto. A negativa foi imediata e fundamentada apenas no término da garantia.

Como consumidor, esperava uma postura diferente de uma empresa desse porte. Não estou discutindo apenas uma garantia contratual, mas um veículo que apresentou uma quebra severa de motor após apenas 4.000 km de uso, além de indícios de que o motor já havia sido objeto de intervenção anterior.

Compartilho este relato para alertar outros consumidores sobre a importância de verificar toda a documentação, o histórico de manutenção e exigir comprovações antes da compra de um veículo seminovo.

Paralelamente, buscarei meus direitos pelos meios administrativos e judiciais para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

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Resposta da empresa

20/07/2026 às 09:29

Olá, Julio!

Lamentamos pela situação relatada e entendemos a sua insatisfação.

Analisamos cuidadosamente o seu caso e esclarecemos que, quando fomos acionados, o veículo já havia sido submetido à desmontagem e à intervenção de terceiros, sem que a concessionária tivesse a oportunidade de realizar uma avaliação técnica prévia em seu estado original.
Além disso, o acionamento ocorreu após o término da garantia contratual do veículo. Diante dessas circunstâncias, não foi possível identificar a origem da falha nem verificar as condições necessárias para eventual cobertura, uma vez que o conjunto mecânico já havia sido alterado.
Entendemos a sua percepção sobre o ocorrido e respeitamos o seu posicionamento. No entanto, diante dos fatos e das condições em que o veículo foi apresentado para análise, mantemos o entendimento de que não é possível atribuir responsabilidade à concessionária.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos por meio dos nossos canais de atendimento.

Atenciosamente,
Equipe Faria Veículos Volkswagen

Réplica do consumidor

20/07/2026 às 09:41

Em primeiro lugar, esclareço que, quando o veículo apresentou a pane, eu tinha plena ciência de que a garantia contratual de 90 dias já havia expirado. Por esse motivo, procurei inicialmente uma oficina mecânica de minha confiança apenas para identificar a causa do problema, acreditando tratar-se de uma falha mecânica comum, que seria de minha responsabilidade.

Somente após a desmontagem do motor foi constatado que o problema era muito mais grave do que aparentava. O mecânico identificou indícios de que o motor já havia sofrido intervenções anteriores e não se encontrava em sua configuração original. Foi somente a partir dessa descoberta que compreendi a possibilidade de estar diante de um vício oculto, razão pela qual procurei imediatamente a concessionária.

Portanto, não busquei a empresa para solicitar cobertura de uma garantia contratual já encerrada, mas sim para relatar um defeito grave cuja possível origem somente foi descoberta após a abertura do motor.

A resposta apresentada afirma que a concessionária não pôde realizar uma avaliação técnica porque o veículo já havia sido desmontado. Entretanto, esse argumento não corresponde à realidade atual.

O motor permanece desmontado até hoje e todas as peças encontram-se preservadas. A concessionária continua tendo plena possibilidade de realizar uma inspeção técnica, enviar um engenheiro, um perito ou um mecânico de sua confiança para analisar o conjunto mecânico e verificar a origem da falha. Em nenhum momento houve qualquer impedimento por minha parte para essa avaliação.

Permaneço à disposição para que a concessionária realize a inspeção técnica do motor, que continua desmontado e preservado exatamente para possibilitar a apuração da causa da falha. Caso a empresa opte por manter sua negativa sem qualquer avaliação técnica, restará demonstrado que sua decisão foi tomada sem a devida investigação dos fatos, razão pela qual continuarei buscando a reparação dos prejuízos.