Funcionária impedida de trabalhar por falta de crachá, sem receber salário e com dificuldades de comunicação com a empresa.

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

19/07/2026 às 21:21

ID: 254305457

Eu, *****, venho registrar fatos envolvendo minha esposa, *****
Moraes, colaboradora desta empresa desde dezembro de 2025, exercendo a
função de Agente de Proteção da Aviação Civil (APAC), lotada no Terminal 2 do
Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Para o exercício de suas atividades é indispensável a utilização de crachá de acesso
aeroportuário válido, documento expedido pela própria empresa após os
procedimentos e autorizações exigidos pelos órgãos competentes, em razão de se
tratar de área controlada e de acesso restrito.
No mês de março de 2026, o crachá da colaboradora venceu. Ainda no último dia
de validade do documento, sua líder direta, *****, informou expressamente que
ela não deveria comparecer ao trabalho enquanto o crachá permanecesse vencido,
uma vez que não teria autorização para acessar o local de trabalho.
Confiando na orientação de sua superior hierárquica, ***** permaneceu em sua
residência aguardando instruções para regularização da credencial.
Durante esse período, contudo, buscou diversas vezes obter informações e
acompanhar o andamento da situação:
Em 25/03/2026, entrou em contato com *****, responsável pela área de
treinamentos da WFS, questionando se havia qualquer treinamento ou pendência
que pudesse impactar a renovação da credencial. Recebeu como resposta que não
havia nenhuma pendência e que deveria apenas aguardar contato da empresa para
os próximos passos.
Também encaminhou mensagens via WhatsApp à supervisora ***** (Sala 73)
nos dias 05/03/2026, 01/04/2026, 06/05/2026 e 12/06/2026, sem receber qualquer
retorno.
Em 12/06/2026, ***** recebeu comunicação da WFS informando a existência de
supostas ausências injustificadas nos meses de maio e junho de 2026,
determinando que apresentasse justificativas em até 24 horas ou retornasse
imediatamente ao trabalho.
No mesmo dia, compareceu à empresa para esclarecimentos. Na recepção, a
colaboradora foi atendida por *****, que realizou contato telefônico com o RH.
Após esse contato, ***** informou que o RH orientava que a notificação fosse
desconsiderada, pois ***** somente poderia retornar ao trabalho após a
renovação de seu crachá.
Posteriormente, em 18/06/2026, a colaboradora recebeu nova convocação
relacionada às mesmas alegadas faltas injustificadas. Imediatamente entrou em
contato pelo WhatsApp corporativo da empresa, recebendo a seguinte resposta:
Boa tarde, tudo bem? Iremos entrar em contato contigo.
Entretanto, nenhum retorno efetivo foi realizado.
Apesar das orientações recebidas para permanecer afastada até a regularização do
crachá, ***** continuou recebendo notificações relacionadas a faltas
injustificadas e exigências de comparecimento à empresa.
A situação agravou-se no mês de julho de 2026, quando a colaboradora deixou de
receber sua remuneração.
Diante da ausência de solução e dos reiterados transtornos, comparecemos
novamente à sede da empresa em 07/07/2026.
Na ocasião, aguardamos atendimento por mais de uma hora. Considerando que
***** encontrava-se grávida de 8 meses e 2 semanas, foi questionado à
recepcionista ***** se havia qualquer forma de atendimento prioritário ou
preferência em razão de sua condição gestacional, tendo sido informado que não
existia tal procedimento.
Após longo período de espera, fomos atendidos por *****, que prestou atendimento
cordial e respeitoso, porém informou que o assunto não era de sua competência.
Em seguida, ela acionou um colaborador identificado como *****.
***** orientou ***** a procurar a supervisora ***** na Sala 73, localizada
no Terminal 2.
Ao chegar ao local, ***** anotou o número de telefone da colaboradora e
informou que faria contato posteriormente para tratar da situação. Contudo, até o
presente momento, nenhum retorno foi realizado.
Atualmente, ***** permanece sem remuneração e sem condições de acessar
seu posto de trabalho, em razão da ausência de credencial válida, situação que era
de conhecimento da empresa e sobre a qual a colaboradora buscou
esclarecimentos e orientações reiteradas vezes.
Diante de todo o exposto, entende-se que houve evidente falha de comunicação,
ausência de acompanhamento adequado do caso, falta de resposta aos diversos
contatos realizados pela colaboradora e omissão na condução das providências
necessárias para regularização de sua situação funcional.
Solicitamos a imediata apuração dos fatos, a regularização da situação trabalhista
da colaboradora, o esclarecimento formal acerca das supostas faltas
injustificadas, a regularização dos pagamentos pendentes e a adoção das medidas
necessárias para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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