Concessionária causa danos em veículo 0km durante instalação de películas e reparos posteriores.

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Brasília - DF

20/08/2026 às 17:37

ID: 256988505

No dia 29/12/2025, adquiri à vista um VW T-Cross Highline 0 km na Concessionária Saga, unidade do Gama, em Brasília/DF. Além do veículo, adquiri diretamente na concessionária um conjunto de películas térmicas para todos os vidros, inclusive o para-brisa.

O que deveria ter sido um momento especial, a entrega de um veículo zero quilômetro, transformou-se no início de uma sucessão de problemas que, passados vários meses, ainda não foram integralmente solucionados.

O veículo foi efetivamente entregue em janeiro de 2026. Já no momento da entrega, percebi imediatamente que as películas haviam sido instaladas de forma extremamente grosseira, apresentando bolhas, falhas e espaços sem cobertura. Diante da evidente má qualidade do serviço, a concessionária reconheceu a necessidade de refazê-lo e se comprometeu a retirar e reinstalar as películas na semana seguinte.

Conforme combinado, deixei o veículo na concessionária pela manhã. No período da tarde, fui informado de que o serviço não havia sido concluído e perguntaram se eu poderia buscar o automóvel somente no dia seguinte.

Quando retornei para retirar o veículo, constatei que as películas haviam sido substituídas, embora ainda apresentassem falhas. Entretanto, o problema mais grave foi outro: as borrachas laterais das duas portas traseiras haviam sido cortadas durante o procedimento de instalação das películas.

Imediatamente chamei a gerente e o vendedor responsável pela venda para mostrar os danos. O instalador foi chamado e, inicialmente, negou ter cortado as borrachas. Após uma análise mais detalhada da situação, inclusive das imagens das câmeras de segurança, a própria gerência reconheceu o ocorrido e assumiu o compromisso de substituir as peças danificadas.

A partir desse momento começou uma verdadeira sequência de idas à concessionária, perda de tempo e tentativas frustradas de solucionar um problema causado pela própria empresa.

Aproximadamente três meses depois, fui solicitado a levar novamente o veículo para a substituição das borrachas. Pediram que o automóvel fosse deixado pela manhã, sob a justificativa de que o procedimento seria demorado. Ao final do dia, fui informado de que as peças solicitadas haviam chegado erradas e que seria necessário realizar um novo pedido.

O que causa ainda mais estranheza é que as portas foram desmontadas para, somente depois, constatarem que as peças recebidas não eram as corretas. Após essa intervenção, as borrachas que já estavam cortadas também começaram a se soltar.

Cerca de dois meses depois, fui novamente chamado para levar o veículo à concessionária. Mais uma vez, o automóvel permaneceu no local e, após aproximadamente dois dias, recebi praticamente a mesma resposta: as peças novamente haviam chegado erradas.

Além de todo o transtorno de ficar sem o veículo e ter que me deslocar repetidamente até a concessionária para solucionar um problema causado por ela própria, sequer houve o cuidado de verificar previamente se as peças recebidas eram efetivamente compatíveis com o automóvel antes de iniciar uma nova intervenção.

Em julho de 2026, deixei novamente o veículo na concessionária para que finalmente fossem substituídas as borrachas das portas traseiras. Dessa vez, fui informado de que as peças das duas portas haviam chegado, porém uma delas estava danificada, razão pela qual seria possível substituir apenas a borracha da porta traseira direita. A peça da porta traseira esquerda teria que ser solicitada novamente.

No dia seguinte, ao buscar o veículo, tive mais uma desagradável surpresa. Além de o problema da porta traseira esquerda continuar sem solução, constatei que, durante a intervenção realizada pela concessionária, a moldura black piano da respectiva porta havia sido danificada, assim como o friso lateral.

Portanto, um problema inicialmente causado pela instalação inadequada das películas passou a gerar novos danos no veículo a cada tentativa de reparo realizada pela concessionária.

Ao questionar o ocorrido, fui informado de que seriam solicitadas novas peças à Volkswagen e que, ainda naquela semana, entrariam em contato comigo para agendar o reparo. O prazo informado passou e ninguém entrou em contato.

Diante da ausência de retorno, procurei novamente a concessionária e, desta vez, fui informado de que não existe previsão para a chegada das peças pela montadora Volkswagen.

Considero inadmissível que um veículo adquirido zero quilômetro e pago à vista esteja há meses convivendo com danos decorrentes exclusivamente de serviços realizados pela própria concessionária.

O problema começou com uma instalação inadequada das películas, evoluiu para borrachas das portas cortadas, posteriormente para borrachas se soltando e, por fim, para danos na moldura black piano e no friso lateral, tudo isso em decorrência das sucessivas intervenções realizadas para corrigir problemas que simplesmente não existiam quando o veículo foi adquirido.

Desde janeiro de 2026, já disponibilizei o veículo à concessionária em diversas oportunidades, fiquei sem o automóvel por vários períodos e tive que reorganizar minha rotina repetidamente para tentar solucionar uma situação que não foi causada por mim.

Não considero razoável que o consumidor tenha que suportar todos esses transtornos e permaneça aguardando indefinidamente por peças destinadas a reparar danos provocados pela própria concessionária em um veículo novo.

Diante de todo o histórico, solicito à Saga e à Volkswagen uma solução definitiva e imediata para o caso, com a substituição de todas as peças ainda danificadas, especialmente a borracha da porta traseira esquerda, a moldura black piano e o friso lateral, utilizando exclusivamente peças novas, originais e em perfeito estado.

Solicito também que seja estabelecido um prazo concreto para a conclusão definitiva de todos os reparos, pois não considero aceitável, após tantos meses e sucessivas tentativas frustradas, receber simplesmente a informação de que não há previsão para a chegada das peças.

Todos os reparos devem ser realizados por profissionais qualificados, sem provocar novos danos ao veículo e, evidentemente, sem qualquer custo para mim, uma vez que toda a situação decorre de serviços executados pela própria concessionária.

Registro esta reclamação após meses tentando resolver a situação diretamente com a Saga. Não estou solicitando benefício, cortesia ou qualquer vantagem. Quero apenas que o veículo que adquiri zero quilômetro seja restituído às condições em que deveria estar desde sua entrega, sem os danos provocados pelos serviços realizados pela concessionária.

Espero que, após esta manifestação, a Saga e a Volkswagen tratem o caso com a seriedade necessária e apresentem uma solução efetiva e definitiva, pois não é razoável que, meses após a aquisição de um veículo zero quilômetro, eu continue aguardando a correção de danos que começaram justamente na entrega do automóvel.

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