Veículo zero com vícios elétricos e estruturais, OS contraditória e eu há 13 dias a pé sem carro reserva

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Aparecida de Goiânia - GO

03/08/2026 às 14:24

ID: 255498817

Comprei um Jeep Compass Longitude zero quilômetro na Tecar Jeep (retirado no dia 02/06/2026) com a legítima expectativa de ter um veículo seguro e intacto. O atendimento da concessionária já se mostrou insatisfatório desde o processo de compra, mas o que estou vivenciando agora com a assistência técnica da loja ultrapassou todos os limites do aceitável.

Com cerca de um mês de uso e apenas 1.200 km rodados, o carro apresentou 10 vícios inaceitáveis, incluindo problemas elétricos e de segurança (alerta de erro no sensor de colisão frontal, travamento do painel digital com mensagem vermelha de frenagem em movimento, estalos altíssimos no som) e problemas estruturais (portas desalinhadas e tortas, barulhos em movimento e acabamento no porta-malas sugerindo repintura).

No dia 22/07/2026, deixei o carro na oficina da Tecar. Hoje, dia 03/08/2026, completo 13 dias a pé. A concessionária reteve meu veículo e sequer se dignou a me oferecer um carro reserva, gerando transtornos imensuráveis na minha logística diária. Queriam devolver o meu carro no oitavo dia, mas eu não poderia retirá-lo sem ter a documentação adequada.

Para piorar a situação, a transparência técnica da concessionária é nula. A Tecar gerou uma Ordem de Serviço (OS 0027803) com duas versões contraditórias impressas no mesmo dia. Na primeira versão, a oficina confessou por escrito que realizou intervenções estruturais pesadas no carro: "Foi feito ajuste do perfil das 4 portas e capô e jogo da tampa traseira". Minutos depois, o sistema da loja emitiu uma nova versão da OS, apagando o histórico desse reajuste das portas e inserindo a alegação genérica de que a porta torta está nos "padrões de fábrica".

Além dessa manobra inaceitável no laudo técnico, a Tecar recusou-se a fornecer o laudo impresso do scanner automotivo para comprovar o diagnóstico dos gravíssimos erros do painel, limitando-se a dizer que fizeram um mero "teste de rua".

Não paguei caro em um carro zero na Tecar para que ele tivesse as 4 portas e o capô forçados e alinhados com ferramentas, sofrendo depreciação imediata e perdendo a originalidade de fábrica. A quebra de confiança na prestação do serviço desta concessionária é total.

Se a Tecar Jeep insiste na tese de que esse serviço foi normal e transparente, exijo formalmente a entrega de um documento comprobatório oficial (assinado pelo responsável técnico da concessionária) atestando sob as penas da lei:

Que o reajuste mecânico confessado em 4 portas, capô e tampa traseira não descaracteriza o status de "zero quilômetro" do veículo, com a garantia formal da Tecar de que isso não me trará depreciação financeira em futura revenda/vistoria cautelar.

O laudo impresso do scanner automotivo (ECU) comprovando tecnicamente que os vícios eletrônicos foram rastreados e diagnosticados.

Sem a documentação acima, o veículo encontra-se descaracterizado. Com base no Artigo 18, 3 do Código de Defesa do Consumidor, recuso-me a aceitar a devolução deste veículo remendado e exijo a TROCA IMEDIATA do bem por outro zero quilômetro idêntico. Aguardo uma postura profissional da empresa.

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Resposta da empresa

04/08/2026 às 16:11

Olá, Sr. Vicente.



Informamos que o seu veículo foi devidamente atendido e o reparo em garantia concluído com êxito, estando à sua disposição para retirada em nossa concessionária desde o dia 29/07/2026.



Ressaltamos que os alinhamentos e ajustes executados seguem rigorosamente os manuais técnicos do fabricante, mantendo a total originalidade, segurança e integridade do veículo, sem qualquer descaracterização do produto ou depreciação de mercado.



Lembramos que a garantia de fábrica e o suporte aos componentes do veículo são prestados pela própria montadora, Stellantis (Jeep). Para eventuais observações relativas à garantia do produto, a fabricante disponibiliza atendimento direto pelo telefone 0800 703 7150.



Reiteramos que o veículo permanece pronto, testado e à disposição para entrega em nossa oficina. Estamos aguardando sua visita para a retirada do automóvel.



Atenciosamente,



Equipe Tecar Jeep

Réplica da empresa

04/08/2026 às 16:13

Olá, Sr. Vicente.



Informamos que o seu veículo foi devidamente atendido e o reparo em garantia concluído com êxito, estando à sua disposição para retirada em nossa concessionária desde o dia 29/07/2026.



Ressaltamos que os alinhamentos e ajustes executados seguem rigorosamente os manuais técnicos do fabricante, mantendo a total originalidade, segurança e integridade do veículo, sem qualquer descaracterização do produto ou depreciação de mercado.



Lembramos que a garantia de fábrica e o suporte aos componentes do veículo são prestados pela própria montadora, Stellantis (Jeep). Para eventuais observações relativas à garantia do produto, a fabricante disponibiliza atendimento direto pelo telefone 0800 703 7150.



Reiteramos que o veículo permanece pronto, testado e à disposição para entrega em nossa oficina. Estamos aguardando sua visita para a retirada do automóvel.



Atenciosamente,



Equipe Tecar Jeep

Réplica do consumidor

04/08/2026 às 19:28

Olá, equipe da Tecar Jeep. Agradeço o retorno e a atenção em responder a esta manifestação.

Gostaria de esclarecer que estou perfeitamente ciente de que o veículo se encontra "à disposição" na concessionária desde o dia 29/07. Não se trata de desinteresse ou falta de tempo para retirá-lo, mas sim de uma recusa embasada na falta de transparência documental e na ausência de garantias técnicas sobre o que foi feito no meu bem.

Para que fique claro o meu posicionamento, destaco os pontos que inviabilizam a retirada do carro nestas condições:

1. A ausência de garantias sobre a não desvalorização
Vocês afirmam publicamente que o reajuste mecânico realizado nas 4 portas, no capô e na tampa do porta-malas mantém a originalidade e não gera depreciação de mercado. Fico genuinamente feliz em ler essa afirmação. No entanto, o mercado automotivo e as vistorias cautelares não avaliam o que está escrito aqui, eles avaliam marcas de ferramentas em dobradiças e rompimentos de selos de fábrica. Por isso, exigi algo simples: um documento oficial (laudo ou OS detalhada), assinado pela gerência técnica da Tecar, garantindo sob as penas da lei que essas intervenções estruturais não causarão desvalorização do meu patrimônio em uma futura revenda. Até o momento, essa documentação comprobatória me foi negada. E a minha desconfiança vem simplesmente do fato de terem feito o serviço sem me falarem antes (mesmo que eu tenha deixado claro que queria ser avisado) e terem me entregado uma OS muito rasa.

2. Omissão dos laudos ou pelo menos informações de segurança (Diagnóstico Eletrônico)
Solicitei desde o início uma Ordem de Serviço que detalhasse técnica e individualmente as 10 queixas que relatei. Minha maior preocupação é com a minha segurança (travamento do painel digital com alerta vermelho de frenagem e erro no sensor de colisão - cuja evidência eu enviei para a concessionária, inclusive). Para esses itens gravíssimos, a oficina se limitou a dizer que fez "testes de rua" e não me forneceu o laudo impresso do scanner ou pelo menos uma análise mais profissional. Testes empíricos não diagnosticam falhas intermitentes em módulos eletrônicos. Como agravante da minha insegurança, a própria concessionária emitiu versões divergentes da OS no mesmo dia, omitindo e alterando informações sobre as intervenções.

3. O "padrão de fábrica" questionável
Sobre o acabamento malfeito no batente do porta-malas (que tem textura e aspecto que sugerem repintura), ouvi da equipe que isso não é anomalia, mas sim uma "característica da marca Jeep". É um tanto constrangedor e decepcionante constatar que uma concessionária de uma marca de prestígio tente normalizar uma falha visível de acabamento, rotulando-a como um padrão aceitável de fábrica.

4. A responsabilidade da concessionária
Por fim, agradeço a sugestão para que eu contate o 0800 da montadora, o que já fiz. No entanto, o artigo 18 do CDC é cristalino quanto à responsabilidade solidária de toda a [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecedores. A Tecar me vendeu o bem, interveio fortemente na estrutura do meu carro novo com pouco mais de 1.000 km rodados, não me entregou a documentação que exigi e me deixou a pé (13 dias), sem oferecer um carro reserva para amenizar o transtorno.

Mantenho minha postura cordial e aberta ao diálogo, porém sigo firme e convicto dos meus direitos. A falta de uma documentação mais robusta, digna da marca que a Jeep é, só conta que o veículo perdeu, sim, suas características de novo. Sigo no aguardo da documentação oficial que ateste a impecabilidade do serviço e garanta a não desvalorização do bem ou da substituição imediata do veículo por outro zero quilômetro.

Réplica da empresa

05/08/2026 às 18:43

Olá, Sr. Vicente.



Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com a qualidade no atendimento prestado pela nossa concessionária.



Esclarecemos que todas as intervenções, diagnósticos e testes executados no seu veículo seguiram rigorosamente os padrões operacionais da fabricante (Stellantis/Jeep), utilizando ferramental homologado e mão de obra treinada. O detalhamento formal dos serviços realizados consta na Ordem de Serviço de encerramento do atendimento, documento que será entregue no momento da retirada do automóvel.



Não há previsão legal ou técnica para emissão de termos de garantia extraordinários ou atestados de valor comercial de revenda além daqueles já previstos no Manual do Proprietário e na legislação vigente, visto que os reparos executados em garantia preservam integralmente a condição original e a segurança do bem.



O veículo permanece reparado, testado, higienizado e à sua disposição em nossa oficina. A equipe da concessionária segue totalmente à disposição para acompanhá-lo em uma vistoria conjunta no ato da entrega, demonstrando a perfeita funcionalidade do produto.



Atenciosamente,



Equipe Tecar Jeep

Réplica do consumidor

05/08/2026 às 20:57

Olá, equipe da Tecar Jeep.

Agradeço o novo retorno, mas lamento constatar que a resposta da concessionária continua tangenciando a gravidade dos fatos e baseando-se em premissas burocráticas que não refletem a realidade do que foi feito com o meu patrimônio. A minha recusa em retirar o veículo não é um capricho, mas um imperativo legal pautado na quebra absoluta de confiança. Para que não restem dúvidas, elenco abaixo os motivos pelos quais a "transparência" alegada por vocês não se sustenta:

1. A Superficialidade da OS e o Indício de "Avaria de Pátio" Oculta
A resposta de vocês afirma que o detalhamento consta na OS de encerramento, que me seria entregue na retirada. Ocorre que eu já possuo cópia da referida OS (*****), e ela é assustadoramente superficial. Ela não detalha o alinhamento, ignora queixas e traz apenas as seguintes observações genéricas:

Obs. 1: "alega de porta torta acabamento do porta malas,foi comparado com padroes de fabrica e nao foi identificado defeito. alegação barulho no asoalho foi verificado e nao foi encontrado anomalia,aleg cola multidia causa pela remoçao da peliicula, foi removida."

Obs. 2: "Foi feito ajuste do perfil das 4 portas e capô e jogo da tampa traseira, foi conferido os pontos de fixação dos quato forros de porta. Em relação ao estalo no som da multmidia, anti colisão e barulho ao freiar, não apresentou lamentações em testes de rua."

Além de não ser um laudo técnico aceitável, há um fato estarrecedor no documento: no campo "Histórico de Serviço", constam DUAS Ordens de Serviço: a atual (*****) e uma anterior (*****). Considerando que esta foi a minha primeira ida à oficina após retirar o carro zero quilômetro, a existência dessa OS "[Editado pelo Reclame Aqui]" é um indício clássico e fortíssimo de uma "avaria de pátio". Tudo leva a crer que o veículo sofreu danos no transporte ou nas dependências da concessionária e foi reparado às escondidas antes de me ser vendido como intacto. Essa omissão destrói qualquer presunção de boa-fé.

2. Intervenção Estrutural sem Autorização Prévia (Art. 39, VI do CDC)
No momento em que deixei o veículo, fui taxativo com o consultor Luís Cristóvão: exigi ser avisado ANTES de qualquer intervenção, justamente para ser elucidado sobre os métodos e me sentir seguro. Fui solenemente ignorado. O veículo teve as 4 portas, o capô e a tampa traseira reajustados e forçados à minha revelia. O Código de Defesa do Consumidor proíbe expressamente a execução de serviços sem a prévia anuência do cliente.

3. O Absurdo do "Padrão Jeep"
Ouvir presencialmente da equipe e ler nas entrelinhas da OS que portas tortas e anomalias grosseiras de acabamento no porta-malas são "padrões de fábrica" ou "características da marca" é inaceitável. Tentar normalizar falhas de montagem para mascarar a necessidade de reparo em um veículo premium subestima a minha inteligência e rebaixa o nível da própria fabricante.

4. A Negligência com Itens de Segurança
Minha insegurança atinge o ápice ao ver a superficialidade com que trataram vícios graves (erro no sensor de colisão frontal, aviso vermelho gigante de frenagem no painel com o carro em movimento e barulho sob o assoalho). A OS se limita a dizer que o carro não apresentou lamentações em "testes de rua". Diagnosticar falhas intermitentes em módulos de segurança (ECU) apenas "dando uma volta" no quarteirão, recusando-se a apresentar o relatório do scanner eletrônico, atenta contra o meu Direito à Informação (Art. 6, III do CDC) e coloca a minha vida em risco.

5. A Ameaça do Pós-Venda e a Omissão da Fabricante
Para coroar o péssimo atendimento, ao chegar em casa ontem de Uber (já que me deixaram a pé há mais de 13 dias sem a oferta de um carro reserva), deparei-me com uma carta assinada pelo Sr. Carlos Eduardo, Gerente de Pós-Vendas, ameaçando me cobrar diárias de pátio. É de uma ironia ímpar: nunca recebi uma única ligação de boas-vindas ou de acompanhamento deste gerente após a compra; precisei recorrer a terceiros para conseguir o contato da gerência devido à extrema dificuldade de comunicação com a loja; mas, para enviar uma carta de coação (prática abusiva vedada pelo Art. 39, V do CDC), o Pós-Vendas foi extremamente ágil. Além disso, destaco que a própria montadora (Stellantis/Jeep) não emitiu qualquer parecer técnico chancelando esse serviço controverso, deixando a concessionária agir de forma isolada. A falta de anuência da montadora e qualquer resposta dela dando seu "OK" ao serviço feito é mais um motivo para desconfiança.

Não busco "termos extraordinários". Busco o cumprimento da lei. Um veículo vendido com histórico oculto de OS e que sofre intervenções estruturais nas portas sem autorização sofreu depreciação e descaracterização irreversíveis. A esquiva da concessionária em oferecer documento comprobatório sobre o "bem estar" do veículo e a não depreciação do serviço que fizeram (que desconheço plenamente como foi feito) é atestado de má fé.

A minha recusa persiste e é legalmente amparada. Exijo o estrito cumprimento do Art. 18, 3 do CDC: a substituição imediata deste veículo por outro zero quilômetro idêntico ou a documentação que prove que não houve avaria de pátio, não houve avaria às características de zero do veículo após o serviço feito sem a minha autorização e o relatório que comprove que não há os problemas elétricos e de segurança que eu mencionei. Isso sem falar da porta aparentemente torta/amassada e do grosseiro acabamento no batente do porta-malas. Meu interesse é única e exclusivamente o de ser respeitado e poder realizar meu sonho sem que o mesmo vire pesadelo, como está acontecendo.

O veículo não está abandonado; ele permanece sob a guarda da Tecar, na condição de fiel depositária, até o desfecho deste litígio.