Cliente relata descaso da concessionária e busca posicionamento da GWM Motors do Brasil após decisões judiciais favoráveis.

Reclamação em réplica

Em réplica

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Curitiba - PR

10/09/2026 às 09:26

ID: 258651933

Prezados,
Retomo contato após o atendimento do SAC dessa empresa ter se recusado a dar continuidade ao meu caso, sob a justificativa de que, por eu ter judicializado a questão junto a sua concessionária CCV GWM, , a GWM Motors do Brasil nada mais poderia fazer. Escrevo para expor formalmente minha discordância com essa postura e para atualizá-los sobre os desdobramentos judiciais, que só reforçam a gravidade da situação.
Como é de conhecimento dessa empresa, adquiri um veículo Haval H9 0km junto à concessionária Evolution Veículos Batel (rede CCV GWM), em Curitiba, com toda a documentação formalizada: nota fiscal emitida, alienação fiduciária registrada no DETRAN/PR e contrato de comodato do veículo dado como parte de pagamento. Mesmo assim, a concessionária se recusou a entregar o veículo, sob pretexto de reavaliação unilateral do bem usado recebido, e ainda reteve valores já pagos. Hoje me encontro em situação ainda mais grave: já entreguei meu veículo usado à concessionária, mas continuo sem o Haval H9, o que tem me causado sérias dificuldades de locomoção para mim e minha família.
Diante disso, fui obrigado a buscar a Justiça. E os resultados até aqui têm sido inequívocos. Em primeira instância, a 18 Vara Cível de Curitiba concedeu tutela de urgência determinando a entrega do veículo, sob multa diária. A concessionária tentou reverter essa decisão pedindo reconsideração ao próprio juiz, que manteve integralmente sua decisão original. Não satisfeita, a concessionária recorreu ao Tribunal de Justiça do Paraná, pedindo a suspensão da ordem de entrega. Em decisão proferida em 4 de setembro de 2026, o relator do caso negou integralmente esse pedido, reconhecendo expressamente que a documentação comprova a perfeição do negócio jurídico e que a conduta da concessionária viola o princípio da boa-fé objetiva.
Ou seja, em duas instâncias diferentes, com dois julgadores distintos, o Judiciário paranaense já reconheceu que estou certo e que a concessionária agiu de forma contraditória e lesiva a mim como consumidor.
Diante desse cenário, pergunto diretamente: a GWM Motors do Brasil pretende continuar se eximindo de qualquer responsabilidade e tratando um cliente com esse nível de descaso, mesmo diante de decisões judiciais que comprovam a razão do consumidor? É a fábrica quem seleciona, autoriza e mantém a rede de concessionárias que leva sua marca ao consumidor final. Um problema como este, que já passa por duas decisões judiciais favoráveis ao consumidor, não é apenas um problema entre mim e uma concessionária isolada, é um problema de gestão de rede e de reputação da própria GWM no Brasil.
Tenho ainda uma preocupação adicional que gostaria de registrar. Curitiba é uma capital importante do Paraná, e a marca GWM é representada aqui unicamente pela CCV. Isso significa que, mesmo após a entrega do veículo, eu continuarei dependendo exclusivamente dessa mesma concessionária para revisões, manutenções e qualquer atendimento pós-venda, sem nenhuma alternativa de escolha na cidade. Diante do tratamento que recebi até aqui, pergunto também: devo esperar o mesmo descaso e desrespeito nas revisões e no atendimento pós-venda do meu veículo pelos próximos anos? Essa é uma preocupação legítima de qualquer consumidor que dependa de uma única concessionária autorizada em sua cidade, e a fábrica precisa entender que a exclusividade territorial da rede reforça, e não diminui, sua responsabilidade sobre a conduta desse parceiro.
Registro que, na ausência de uma resposta efetiva e de uma postura ativa da fábrica junto à sua concessionária, me reservo o direito de levar esse relato, com toda a documentação e as decisões judiciais que já obtive, à imprensa especializada e às redes sociais, para que outros consumidores e potenciais compradores da marca tenham conhecimento de como a GWM trata clientes que enfrentam problemas com sua rede de distribuição, mesmo quando amparados por decisões judiciais favoráveis.
Aguardo um posicionamento objetivo e uma pessoa responsável designada para acompanhar este caso até sua efetiva solução.
Atenciosamente,
Rodrigo Freitas de Souza

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Resposta da empresa

11/09/2026 às 08:56

Prezado Rodrigo,

Agradecemos pelo seu contato e pela oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos sobre sua manifestação.

Em atenção ao seu relato, informamos que a GWM Brasil realizou a análise do caso por meio dos registros disponíveis em nossos canais de atendimento. Verificamos que a demanda apresentada refere-se a negociações comerciais, condições de compra e entrega de veículo, bem como a fatos que atualmente são objeto de discussão judicial entre o consumidor e a concessionária responsável pela comercialização do veículo.

Conforme também registrado em nossos atendimentos anteriores, o SAC da GWM Brasil não possui acesso aos autos do processo judicial mencionado, tampouco competência para atuar em decisões, tratativas processuais ou negociais que estejam sob análise do Poder Judiciário e que envolvam diretamente a concessionária e as partes integrantes da ação.

Adicionalmente, identificamos que as questões apresentadas estão relacionadas a procedimentos comerciais e negociais conduzidos pela concessionária responsável pela venda do veículo. Nesse contexto, eventuais deliberações, determinações judiciais ou desdobramentos processuais devem ser tratados e acompanhados pelas partes que integram a respectiva demanda judicial.

Dessa forma, após análise do caso, não foi identificada atuação da GWM Brasil que permitisse intervenção direta na situação relatada, especialmente em razão da existência de processo judicial em curso e por se tratar de matéria vinculada à negociação realizada junto à concessionária.

Reforçamos que a GWM Brasil permanece à disposição por meio de seus canais oficiais para atendimento de questões relacionadas aos produtos, serviços e suportes de sua competência, sempre comprometida com a transparência, respeito aos clientes e melhoria contínua da experiência de atendimento.

Agradecemos novamente pelo contato e desejamos que a situação seja devidamente conduzida pelas partes competentes.

Atenciosamente,
Mariana Torres
📞 Telefone: 0800 838 8000
📱 WhatsApp: (47) 3802-2727
✉️ E-mail: [email protected]
Central de Relacionamento com o Cliente GWM Brasil🚗

Réplica do consumidor

11/09/2026 às 09:07

Mariana, agradeço a resposta, mas ela não esclarece nada, apenas reproduz um texto padrão de isenção de responsabilidade que nem chegou a examinar os fatos que apresentei.

Em nenhum momento eu pedi que a GWM Brasil atuasse no processo judicial, opinasse sobre ele ou tivesse acesso aos autos. O que pedi foi um posicionamento da fábrica diante de uma concessionária de sua própria rede autorizada que descumpriu um negócio já formalizado, reteve valores do consumidor e, até hoje, não entregou o veículo. Isso não é uma questão hipotética ou uma disputa qualquer ainda incerta: já há duas decisões judiciais, uma da 18 Vara Cível de Curitiba e outra do relator do Tribunal de Justiça do Paraná, reconhecendo que o negócio foi perfeito e acabado e determinando a entrega do veículo sob multa diária. Não se trata de uma versão unilateral minha, são decisões públicas, já proferidas, que posso reencaminhar a qualquer momento.

Além disso, pelo Código de Defesa do Consumidor, os fornecedores que integram a [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecimento respondem solidariamente pelos danos causados ao consumidor, o que inclui a montadora que autoriza, supervisiona e mantém a concessionária em sua rede oficial. A GWM não é um terceiro alheio a esse negócio: é quem emprestou sua marca, sua confiança institucional e sua rede de distribuição para que essa venda acontecesse. Dizer que "não há atuação possível" é uma escolha da empresa, não uma impossibilidade jurídica.

Repito também algo que já havia dito e que essa resposta ignorou completamente: em Curitiba, capital do Paraná, a GWM é representada unicamente por essa mesma concessionária. Isso significa que, mesmo após eu finalmente receber o veículo, continuarei dependendo exclusivamente dela para revisões e pós-venda pelos próximos anos. Uma resposta genérica como essa não me dá nenhuma segurança de que o tratamento será diferente no futuro.

Diante disso, reitero minha pergunta original, que continua sem resposta: a GWM Brasil vai efetivamente apurar a conduta da concessionária junto à sua rede, ou vai continuar se escondendo atrás do fato de o caso estar na Justiça, mesmo com decisões já favoráveis a mim em duas instâncias? Na ausência de uma resposta concreta e individualizada ao meu caso, mantenho meu posicionamento de levar esse relato também à imprensa especializada, para que outros consumidores entendam como a fábrica trata quem compra um veículo zero quilômetro de sua rede autorizada.