Hapvida: Negligência médica e descaso com paciente com suspeita de AVC leva a piora do quadro clínico e sequelas irreversíveis

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Fortaleza - CE

10/06/2026 às 00:30

ID: 250976901

No dia 31 de maio de *******, minha tia foi ao pronto atendimento da Parangaba queixando-se de muita dor de cabeca, desorientacao e apresentando sinais notorios de AVC. Foi prescrito medicaçao pra dor, mas a dor persistiu e ela começou a apresentar a fala ''embolada''. Mesmo com os sintomas persistindo, queriam repetir a dosagem da medicaçao, recusando-se a fazer ao menos uma TC. Foi necessário encerrarmos o atendimento no pronto atendimento da Parangaba e irmos por conta própria ao HAPFOR, chegando lá, após muita insistencia da irmã da minha tia, foi que cederam uma TC, em que foi constatado o AVC isquemico; até aquele momento, minha tia falava, andava e se alimentava por conta própria. Com o resultado, internaram ela na observaçao da enfermaria no dia 01.06, onde o inferno recomeçou. Minha tia ficou sem se alimentar durante todo esse periodo, pois prometeram uma RM com anestesia, na tentativa de justificar todo o periodo sem comer. No dia 02.06, nada de RM, pelo contrario, durante a visita medica, o medico quis dar ALTA para minha tia, uma paciente que necessitava de vigilancia constante; insistimos em ficar pelo menos mais uma noite e mencionamos sobre a RM; na madrugada do dia 03.06 ela piorou, ja nao conseguia sustentar o tronco sozinha, passou a falar com dificuldades; acharam de bom tom transferi-la para a UTI do HAP SANTA MARIA - uma unidade inclusive nova - prometendo que la ela seria melhor assistida e que a RM seria feita la; chegando la, ninguem da equipe sequer sabia da RM, minha tia voltou a se queixar de dores intensas e, ao inves de prosseguirem com a RM, doparam ela com morfina. Minha tia ficou jogada, quando fomos visita-la, seus seios estavam expostos, ela estava dopada e nao responsiva, perguntamos sobre a RM e ninguem dizia nada. Na madrugada do dia 04.06, na UTI do HAP SANTA MARIA, exposta e negligenciada, ela intercorreu pela terceira vez e so entao, fizeram a RM; apos todo esse descaso, RETRANSFERIRAM ela para o HAPFOR, dessa vez, minha tia estava indo para a UTI. La, ela permaneceu sem se alimentar, mas mesmo dentro das limitações, ela ainda se mostrava responsiva. Na visita do dia 05.06, durante o boletim medico, foi informado que a pressao intracraniana dela estava alta, que o cerebro estava inchando e afetando a area saudavel progressivamente, so entao, resolveram comecar o uso do manitol para controlar a progressao do edema, ou seja, o tratamento iniciou tardiamente. Nesse momento, contratamos um neurologista particular para nos dar um parecer mais eficaz, pois os fornecidos pelo Hapvida nem sequer sabem como sao seus pacientes, acompanham tudo por uma tela de computador. O neuro contratado visitou multiplas vezes a unidade e informou da necessidade de de intervencao cirurgica em caso de persistencia do inchaco, cirurgia essa, negada pelo neuro do hapvida, com a ideia de ter um tratamento ''conservador''. No dia 06.06, foi que minha tia se alimentou pela primeira vez, com quase 1 semana da entrada na unidade da parangaba, colocaram uma sonda nela. No dia 07.06, resolveram suspender a unica medicacao responsavel pelo desinchar do edema cerebral e tacaram ansiolitico nela, pois ela estava ''hiperativa demais''; mesmo com a retirada do manitol, nao realizaram nenhum novo exame de imagem para avaliar o quadro, se permanecia inchando ou estava estabilizado, decidiram trata-la na base do ''olhometro'' mesmo. No dia 08.06 ela permaneceu ''estavel'', sem realizacao de nehum exame de imagem e sedada com ansiolitico. No dia 09.06, por estar a dois dias dopada e com a boca aberta, teve broncoaspiracao e evoluiu para pneumonia e febre. Hoje, 10.06 as 16;30, ela intercorreu pela quarta vez, o cerebro voltou a inchar.. mais uma vez, seguiram para uma TC de urgencia, mais uma vez, apenas depois do agravamento do quadro, nada preventivo. Quando questionei ao medico no dia 06.06 quando que iriam fazer algum procedimento pela minha tia para que ela nao ficasse vegetando, foi dito que nao precisava, que permaneceriam com o tratamento ''conservador'' e que a cirurgia era muito sofrimento para uma paciente. Agora, dia 10.06, minha tia esta entregue nas maos de Deus, pois o neuro do hapvida mais uma vez negou a cirurgia pra minha tia, indo contra a indicacao do neuro particular pela segunda vez e ela segue entregue nas maos de Deus. O que antes poderia ser recuperado com fisioterapia e fono, agora, apenas um milagre. O Hapvida negligenciou minha tia e causou dor em toda a familia. Com isso, quero saber qual vai ser o posicionamento do hapvida, apenas resta indignacao. A gente processa voces, voces vao custear o tratamento dela, como vai ser?

Compartilhe