Denúncia de Agressão, Negligência e Erro na Administração de Medicação na UTI 2

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Brasília - DF

07/06/2026 às 15:46

ID: 250726323

Assunto: Denúncia de agressão, negligência assistencial e possível administração de medicação sem prescrição

Venho registrar formalmente uma denúncia referente aos fatos ocorridos durante o plantão de sexta-feira na UTI 2, envolvendo a Técnica em Enfermagem Ivanice, sob supervisão da Enfermeira Bárbara.

Durante minha internação, apresentei uma crise grave de ansiedade e solicitei ajuda diversas vezes. A técnica Ivanice informou que não poderia chamar o médico porque ele estava descansando e orientou que eu aguardasse o efeito da medicação Precedex. Observei que a velocidade da bomba de infusão foi aumentada de 3 para 5, sem que eu tivesse conhecimento de qualquer nova prescrição médica ou avaliação prévia.

Sem receber o atendimento solicitado, minha crise se agravou significativamente. Em estado de grande desespero e confusão mental, retirei meu acesso venoso e deixei a unidade sem ser impedida ou acompanhada por qualquer profissional. Desci de elevador até o andar -1, onde permaneci chorando e emocionalmente descontrolada.

Quando fui localizada pela técnica Ivanice, pedi apenas alguns minutos para me acalmar, pois ainda estava em intenso sofrimento emocional. Nesse momento, ela passou a elevar o tom de voz e proferiu frases como: Não vou perder o COREN por sua culpa e Não tenho dinheiro para receber processo. Em seguida, segurou e puxou meu braço contra a minha vontade, forçando meu retorno à unidade enquanto eu chorava e resistia.

Somente após o agravamento da situação foi que o médico foi acionado. Posteriormente, a técnica entrou em contato com a farmácia para obtenção das medicações necessárias. Mesmo diante do meu estado emocional, continuou demonstrando preocupação exclusivamente com possíveis consequências profissionais para si, sem qualquer acolhimento ou empatia.

Além disso, após meu retorno ao leito, outra técnica de enfermagem reconectou o acesso venoso à bomba de infusão, porém a medicação permaneceu pausada. Como consequência, não recebi adequadamente o tratamento prescrito e passei a noite sem conseguir dormir. A situação só foi corrigida posteriormente pela técnica de enfermagem Eva, que verificou e ajustou corretamente a bomba de infusão.

Solicito que a Ouvidoria apure rigorosamente os fatos relatados, especialmente quanto a:

1. Possível negligência diante de uma crise grave de ansiedade e sofrimento psíquico.
2. Possível alteração de medicação sem prescrição ou autorização médica.
3. Falha na vigilância e segurança do paciente, permitindo que eu deixasse a unidade desacompanhada.
4. Agressão física mediante condução forçada e puxão no braço contra minha vontade.
5. Agressão verbal e tratamento incompatível com os princípios de humanização da assistência.
6. Falhas na administração e monitoramento da medicação infundida por bomba.
7. Eventual responsabilidade da supervisão de enfermagem presente no plantão.

Solicito ainda que sejam analisados os registros do prontuário, as prescrições médicas, os registros de enfermagem, os parâmetros da bomba de infusão e as imagens das câmeras de segurança referentes ao período dos fatos.

Aguardo retorno formal acerca das providências adotadas e do resultado da apuração.

Atenciosamente,

Maria Geovana
05/06
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Resposta da empresa

08/06/2026 às 09:41

Bom dia Sra. Maria
Espero que esteja bem!

Informamos que este canal de reclamação refere-se ao Hospital Anchieta Unidade de Taguatinga.
Para reclamações do Hospital Anchieta Unidade de Ceilândia os canais correspondentes são:
[email protected] ou (61) 3378-9165. No entanto, a sua reclamação será retransmitida para a Unidade de Ceilândia.

Pedimos desculpas pelo ocorrido e agradecemos o contato.

A disposição
Hospital Anchieta - Unidade de Taguatinga