Reclamação sobre atendimento médico, condições da UTI e cobrança indevida no Hospital Anchieta Ceilândia.

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Brasília - DF

23/07/2026 às 10:16

ID: 254636539

No dia 04/12/2025 por volta das 6:15, dei entrada no hospital Anchieta Ceilância, devido a uma arritmia que já durava mais de 2 horas. Fui atendida no pronto socorro e encaminhada para ser atendida por um clínico, enquanto aguardava o cardiologista . Foram feitos 3 eletrocardiogramas e 4 exames de troponina, nesse último exame, o primeiro a enfermeira errou a veia, causando dor e no terceiro a veia da mão direita foi estourada. Por fim o cardiologistachegou, receitando um remédio na veia para arritmia, no mesmo instante o coração voltou aos batimentos normais. Segundo o cardiologista ***** que no CFM está como Médico sem especialidade registrada, nem como clínico tem RQE, eu precisaria ficar em UTI pois seria muito perigoso ir para casa e acontecer algo mais grave, teria que ser monitorada 24 hs.

Algumas horas depois eu estava em uma UTI sem ar condicionado, o que vai contra as leis estabelecidas.
Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em hospitais no Brasil precisam ter sistemas de climatização, o que geralmente inclui ar condicionado, para garantir o conforto térmico e, principalmente, a qualidade do ar e a segurança dos pacientes e profissionais de saúde. Isso é estabelecido por normas e regulamentações específicas.
A obrigatoriedade decorre de:
Normas da ANVISA: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece regras rígidas para a infraestrutura de estabelecimentos de saúde por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n 50, de 21 de fevereiro de 2002. Esta RDC determina os requisitos técnicos para o planejamento, construção, reforma e ampliação de hospitais, incluindo as instalações de climatização.
Normas Técnicas (ABNT NBR 7256): A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 7256 é a norma que regulamenta especificamente os "Requisitos para projeto e execução de instalações de tratamento de ar em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS)". Ela detalha parâmetros como temperatura, umidade, velocidade do ar, taxa de renovação e grau de pureza (filtragem HEPA, se necessário) para diferentes áreas hospitalares, incluindo UTIs.
Controle de Infecções: A climatização adequada em UTIs é fundamental para o controle de infecções hospitalares, pois ajuda a manter um ambiente seguro, evitando a proliferação de agentes patogênicos e proporcionando condições ideais para a recuperação dos pacientes e o funcionamento de equipamentos sensíveis.
Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC): A Lei n 13.589, de 4 de janeiro de 2018, torna obrigatório o PMOC para todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem sistemas de climatização, o que inclui hospitais e UTIs, visando garantir a qualidade do ar interior e a manutenção adequada dos sistemas.
As condições térmicas ideais em UTIs geralmente ficam na faixa de 20C a 24C, com umidade relativa não inferior a 40%, para garantir o conforto e a segurança de pacientes criticamente enfermos.
Dra Alessandra cardiologista (não consegui o CRM dela para verificar no CFM) passou no quarto no dia 05/12/2025 prescrevendo um exame de cateterismo, o qual deu normal. Teria que ficar com o braço imobilizado por 12 horas e as 3 horas da manhã iriam retirar o curativo. Passei a noite sem monitorização e só passaram para retirar o curativo após as 9 horas da manhã, foi retirado a seco pela enfermeira que me causou algumas lesões, arrancando a pele, o que me causou dor e desconforto, iria trazer um óleo de girassol e não voltou.

Do dia 04 a 06/12/2025 o quarto não foi limpo e nem as roupas de cama trocadas, a toalha e camisola que deixei no banheiro após o banho da manhã do dia 6 ficou lá até a tarde quando evadi o local, o papel higiênico acabou no dia 05/12 e no dia 06 a tarde não tinham reposto mesmo tendo relatado por 3 vezes, inclusive ao médico plantonista *****, que no carimbo está como psiquiatra e no CFM está como: Médico sem especialidade registrada

No dia 06/12/2025 acordei muito irritada com toda a situação, passei a noite sem monitorização, sendo que estava na UTI pra ser monitorada, a especialista em arritmologia que iria me ver desde o dia 04 não havia passado ainda, então falei ao médico plantonista Dr André Thiago Gomes Perez - que esperaria até as 17h no máximo e se o especialista não comparecesse iria evadir o local.

A partir desse momento falei sobre o médico sem especialidade que me atendeu como cardiologista e sobre as leis que obrigam ar condicionado nas UTIs. Então começaram a entrar no quarto e dar alguma satisfação a respeito da especialista que viria, mesmo assim dizendo que não podia garantir a visita da mesma. Reafirmei que iria evadir o local até as 17h.

A especialista ***** (Áreas de atuação: Eletrofisiologia Clínica Invasiva - RQE N: 23871)
enfim passou no quarto e essa tem especialidade comprovada, viu meus exames e disse que não tinha necessidade de ficar em UTI ou internada, pois é uma arritmia benigna que não há necessidade de preocupação ou monitoramento . Que o tratamento seria ambulatorial para ser realizado exames de rotina, perguntei se iria ver os exames de troponina e ela disse que não era necessário, pois esse exame após uma arritmia dá alterado mesmo, sendo que o médico anterior me internou em uma UTI por conta da troponina alterada e da arritmia ser perigosa, muito contraditório.


A maior causa de estresse nem foi a arritmia e sim tudo que passei os 3 dias que fui obrigada a permanecer nesse local.

No dia 05 de janeiro de 2026 recebi uma mensagem no watsapp, segue trecho da mesma: Gostaríamos de saber se desde a cirurgia você apresentou alguns dos sintomas abaixo: febre sem causa aparente; abertura dos pontos da ferida operatória. Em anexo a mensagem inteira.
Eu não fiz cirurgia, não teve pontos. Eu questionei, disse que não tinha feito nenhuma cirurgia e portanto nenhuma sutura, mas continuaram perguntando e desejando boa recuperação. Vão cobrar do convênio o exame de cateterismo, como se fosse cirurgia?


Minha experiência com o Hospital Anchieta Ceilândia foi horrível. Limpeza precária, alimentação demorava pois meu nome não estava mais na lista, comi a mesma carne moída em 3 refeições, sendo a terceira uma sopa com pouca carne, pois creio que tenha sido a que sobrou das 2 refeições anteriores, médicos não especializados, UTI insalubre.

Não recomendo.


Tenho registro em fotos.

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Resposta da empresa

24/07/2026 às 09:24

Bom dia Sra. Patricia
Espero que esteja bem!

Informamos que este canal de reclamação refere-se ao Hospital Anchieta Unidade de Taguatinga.
Para reclamações do Hospital Anchieta Unidade de Ceilândia os canais correspondentes são:
[email protected] ou (61) 3378-9165.No entanto a sua reclamação será retransmitida para a Unidade de Ceilândia.

Pedimos desculpas pelo ocorrido e agradecemos o contato.


A disposição
Hospital Anchieta - Unidade de Taguatinga

Réplica do consumidor

29/07/2026 às 12:33

Fico no aguardo da resposta do Hospital Anchieta de Ceilândia