O que aconteceu
À Ouvidoria do Hospital Mantevida de Taguatinga,
Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento recebido hoje, pela segunda vez, no Hospital Mantevida de Taguatinga, devido a fortes dores que persistem sem melhora.
Fui atendida pelo Dr. Valdir, que apresentou uma postura extremamente grosseira, ignorante e desprovida de empatia. Mesmo explicando que aquela era minha segunda ida ao hospital e que continuava sentindo dores intensas, o médico se recusou a solicitar exames, alegando que seria normal sentir dor por até seis meses e que só pediria exames depois que a dor melhorasse.
A situação foi ainda mais grave porque, mesmo chorando de dor e apresentando piora do quadro, ele se recusou a prescrever qualquer medicação para aliviar meu sofrimento e também não autorizou a realização do exame pela emergência.
Ressalto que os profissionais da recepção foram educados, atenciosos e tentaram me ajudar. Inclusive, após minha reclamação à ouvidoria, uma funcionária conseguiu que o médico fornecesse a solicitação do exame. Entretanto, ele não autorizou sua realização na emergência, e o procedimento foi agendado apenas para o dia 13, daqui a dez dias.
Considero o atendimento médico recebido desumano e inadmissível. Saí do hospital sem diagnóstico, sem medicação para aliviar minhas dores, com ainda mais dores que cheguei após todo o estresse que passei aqui e ainda mais abalada emocionalmente.
Além do sofrimento físico e emocional, tive prejuízos financeiros: perdi um dia de trabalho e gastei com transporte por aplicativo no deslocamento de Brazlândia até Taguatinga, um trajeto de custo considerável. Tudo isso para receber um atendimento que não solucionou absolutamente nada.
Diante de todo o ocorrido, solicito:
1. A apuração formal da conduta do Dr. Valdir e providências cabíveis.
2. A antecipação do exame, considerando a persistência e intensidade das dores.
3. O ressarcimento dos gastos com transporte e dos prejuízos financeiros decorrentes da perda do dia de trabalho.
4. A avaliação de uma compensação pelos danos morais sofridos diante da forma como fui tratada.
Pago por um plano de saúde esperando receber assistência, respeito e dignidade. Não é aceitável precisar implorar por atendimento enquanto estou chorando de dor. Não estou exigindo privilégios, mas o mínimo de humanidade e responsabilidade de uma instituição de saúde.
Espero que minha reclamação não seja tratada como mais um protocolo, mas que resulte em providências concretas. Aguardo um posicionamento formal da instituição.