Falta de preparo e capacitismo de enfermeira no atendimento a paciente autista

Respondida
São Paulo - SP
05/08/2026 às 22:36
ID: 255740079
Necessário relatar aqui já que ouvidoria nunca funciona. Pela segunda vez a falta de manejo com uma pessoa TEA (autista) foi muito evidente, no momento da medicação no pronto socorro, uma enfermeira de cabelo cacheado vermelho (QUE NEM ESTAVA ME ATENDENDO) disse que minha mãe não poderia ficar me acompanhando na sala de medicação, quando questionei referente a Lei a mesma disse que sou consciente e orientada, apesar de autista, expliquei que independente de nível de suporte a lei se aplica para todos! O capacitismo e diferenciação de pessoas foi nítido. Pedi ao Técnico de Enfermagem Sérgio que estava me atendendo para que chamasse a minha mãe pois tenho uma leve fobia de salas fechadas. Agradeço muito ao Técnico Sérgio pela empatia e respeito num momento tão sensível! E ao BP, espero que façam uma capacitação para que os profissionais tenham MANEJO E SAIBAM MINIMAMENTE QUE A LEI SE APLICA A TODOS OS GRUPOS DE PCD E PRIORIDADES INDEPENDENTE DE NÍVEL DE SUPORTE E CONSCIÊNCIA. Lei Brasileira de Inclusão (Lei n 13.146/2015 - Art. 22)
Lei Berenice Piana (Lei n 12.764/2012).
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Resposta da empresa
13/08/2026 às 16:01
Prezada Sra. Julia, boa tarde.
Agradecemos por compartilhar sua experiência e lamentamos sinceramente o desconforto vivenciado durante seu atendimento no Pronto-Socorro.
Diante de sua manifestação, acionamos a gestão de Enfermagem responsável pela equipe do Pronto-Socorro para a apuração da situação relatada e para a adoção das medidas cabíveis.
Em retorno, a Coordenação de Enfermagem informou que foram reforçadas, junto às equipes assistenciais e administrativas do Pronto-Socorro, as orientações quanto à importância de uma abordagem individualizada, acolhedora e humanizada no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando suas particularidades relacionadas à comunicação, interação social, processamento sensorial e possíveis dificuldades de adaptação ao ambiente hospitalar.
Também foram reforçadas orientações quanto à adoção, sempre que possível, de estratégias específicas para o atendimento desse público, tais como comunicação clara e objetiva, redução de estímulos sensoriais, respeito ao tempo de resposta do paciente, identificação de possíveis fatores desencadeadores de desconforto e consideração da participação do acompanhante ou responsável no processo assistencial, conforme as necessidades individuais de cada paciente.
A instituição reconhece, ainda, a importância de que as equipes compreendam que cada pessoa com TEA possui características e necessidades próprias, evitando generalizações e buscando oferecer uma assistência segura, inclusiva, respeitosa e centrada no paciente.
Gostaríamos também de registrar nosso agradecimento pela menção positiva ao Técnico de Enfermagem Sérgio. Ficamos satisfeitos em saber que sua atuação foi percebida como empática e acolhedora, especialmente em um momento de maior sensibilidade. Seu reconhecimento foi devidamente registrado junto ao profissional e à liderança responsável.
Reiteramos nosso pedido de desculpas pela experiência vivenciada e agradecemos por nos comunicar a situação. Sua manifestação é importante para que possamos identificar oportunidades de aprimoramento e fortalecer continuamente nossas práticas de atendimento.
Permanecemos à disposição por meio de nossos canais oficiais de atendimento e também pelo nosso WhatsApp corporativo, sempre que necessário.
Atenciosamente,
Cristiane Patini
Analista de Ouvidoria
Hospital Bp