O que aconteceu
No dia 21/08, por volta das 21h, levei minha namorada ao Hospital da Cruz Vermelha de Curitiba apresentando sintomas claros de infarto: pontadas no peito, distorção da visão, fortes dores de cabeça, dores no braço e enjoo. Fui a esse hospital especificamente pela experiência anterior que tive com meu pai, que infartou e foi salvo pela agilidade da hemodinâmica da instituição. Mas o atendimento de pronto atendimento particular (pelo qual paguei R$ 500,00 só pela consulta) mostrou uma realidade assustadora, negligente e perigosa.
O show de horror começou na triagem, onde classificaram um quadro evidente de dor torácica aguda com pulseira verde (baixa prioridade). Tive que retornar à enfermagem para corrigir os sintomas negligenciados no relato inicial para que a gravidade fosse minimamente entendida.
Ao sermos chamados para o Consultório 7, deparamo-nos com um plantonista absolutamente despreparado e tecnicamente limitado. O médico demonstrou total desconhecimento sobre as atualizações da medicina diagnóstica, ignorando que mulheres frequentemente apresentam equivalentes isquêmicos e sintomas atípicos de infarto (como náuseas, dor epigástrica e cefaleia associada), amplamente documentados na literatura médica internacional. Em vez de investigar o coração, o profissional insistiu de forma bitolada em focar exclusivamente em enxaqueca e gravidez, fazendo testes ridículos que qualquer leigo faria em casa.
Quando exigi a realização de um eletrocardiograma (ECG), o médico demonstrou arrogância e prepotência. Riu da minha cara, debochou do pedido e repetiu a mesma pergunta ignorante sete vezes, questionando o porquê do exame. Tive que explicar ao suposto especialista o protocolo mais básico de uma sala de emergência. Pela Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a realização e a interpretação de um ECG em pacientes com sintomas sugestivos deve ocorrer obrigatoriamente em até 10 minutos a contar da chegada do paciente. Esse médico [Editado pelo Reclame Aqui], no entanto, queria forçar a administração de dipirona para "esperar o efeito" antes de sequer autorizar o exame, contrariando qualquer conduta médica aceitável no planeta.
Para coroar a incompetência, ao ser questionado sobre a diferença terapêutica e de velocidade de efeito entre as vias intramuscular e intravenosa de uma medicação, a resposta do indivíduo limitou-se a dizer que "uma é na veia e outra no músculo". Uma resposta [Editado pelo Reclame Aqui] que foca na técnica de aplicação e ignora completamente o tempo de latência e farmacocinética do medicamento, demonstrando uma falta de propriedade técnica constrangedora para quem porta um diploma.
Diante do cenário de negligência generalizada, da má vontade do médico e do risco iminente à vida da minha namorada, decidimos evadir do hospital antes que o pior acontecesse.
Como se não bastasse a tentativa de homicídio culposo por negligência, a administração do hospital passou a dificultar o fornecimento do nome completo e CRM do plantonista. Tentei de todas as formas obter esses dados: busquei no site da instituição e as informações simplesmente não constam; liguei para o telefone do hospital e ninguém atende; e, ao solicitar via WhatsApp, eles transferiram o atendimento de um lado para o outro. Relembro à gerência do Cruz Vermelha que, por lei, os dados do atendimento pertencem à paciente e ocultá-los é ilegal. Conforme o Artigo 2, 1 da Resolução CFM n 2.381/2024, todo registro médico deve conter minimamente o nome e o CRM do profissional. Além disso, o Anexo IV da Resolução CFM n 2.056/2013 e o Artigo 87 do Código de Ética Médica (Resolução CFM n 2.217/2018) tornam obrigatória a assinatura e a identificação legível do médico no prontuário, cujo acesso é direito inalienável do paciente (conforme o Artigo 89 do mesmo código).
Sonegar esses dados configura infração ética gravíssima por parte da instituição.
Só não processei este hospital na Justiça e o médico no CRM-PR porque minha namorada, exausta do trauma, preferiu não estender o desgaste, que por sorte, não era nada grave. Não cancelei a fatura do cartão porque, por pior e mais [Editado pelo Reclame Aqui] que tenha sido o circo montado por vocês, o espaço físico estava aberto. Fica aqui o registro do perigo público que é o pronto atendimento de vocês: cobram R$ 500,00 para colocar a vida de uma mulher em risco nas mãos de um plantonista arrogante que não domina os protocolos mais básicos de sobrevivência cardiovascular. Passem longe.
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4Interações da reclamação
Hospital Da Cruz Vermelha respondeu
14/09/2026 às 10:49
Prezada Leonardo,
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