Apartamento não disponibilizado após cirurgia no Hospital do Coração do Brasil Rede D'Or

Não respondida
São Paulo - SP
22/07/2026 às 13:59
ID: 254565577
Título: Hospital do Coração do Brasil Rede D'Or: diária em apartamento contratada não foi disponibilizada após cirurgia de varizes
No dia 08/07/2026, realizei uma cirurgia de varizes no Hospital do Coração do Brasil Rede D'Or, em Brasília.
Meu cirurgião solicitou expressamente internação com diária em apartamento, acomodação prevista pelo meu plano de saúde. Antes da cirurgia, assinei toda a documentação da internação, incluindo a diária em apartamento. Ou seja, esse foi o serviço contratado.
No dia do procedimento, fui orientada pelo hospital a comparecer por volta de 12h, sendo que a cirurgia estava programada para aproximadamente 15h. Eu e minha mãe comparecemos no horário solicitado.
Ao chegarmos, fomos informadas pela equipe da pré-internação 2 de que teríamos acesso a um leito para aguardar o procedimento. Entretanto, isso não ocorreu. Permanecemos por cerca de três horas aguardando em uma sala de espera, sentadas, sem a acomodação que havia sido informada, gerando desgaste e estresse antes mesmo da realização da cirurgia.
Após o procedimento, fui informada de que não havia apartamento disponível. Mesmo assim, a cirurgia já havia sido realizada e passei toda a noite em uma maca na UTI, em vez da acomodação contratada.
O problema não foi apenas o desconforto. Meu médico determinou que, após a cirurgia de varizes, eu deveria caminhar por aproximadamente cinco minutos a cada duas horas, justamente para reduzir o risco de trombose. Entretanto, por estar internada na UTI, conectada a diversos equipamentos, fui impedida de caminhar. Sempre que precisava ir ao banheiro, era levada em cadeira de rodas. Mesmo explicando que havia orientação médica para andar, fui informada de que isso não era permitido por eu estar na UTI.
Como consequência, senti fortes dores na perna durante toda a noite e fiquei impedida de seguir uma orientação médica importante para minha recuperação pós-operatória.
Na manhã seguinte, meu médico chegou, constatou a situação, lamentou o ocorrido e me deu alta. Naquele momento, eu já tinha condições de caminhar normalmente e, inclusive, era isso que deveria ter acontecido durante toda a noite, conforme sua orientação médica.
Outro transtorno foi em relação à minha mãe, uma senhora de 74 anos, que me acompanhava. Como acompanhantes não podem permanecer na UTI, ela precisou ir embora por volta da meia-noite, deixando-me sozinha durante toda a internação.
Também considero inadequado ter permanecido em um ambiente de UTI sem necessidade clínica, quando a indicação médica era apenas o pernoite em apartamento para recuperação.
O que considero mais grave é que assinei toda a documentação da internação em apartamento antes da cirurgia. Ou seja, o hospital assumiu a prestação desse serviço. Se não havia disponibilidade de apartamento, essa informação deveria ter sido comunicada previamente.
Ao receber alta, questionei a cobrança da diária em apartamento, já que o serviço contratado não foi prestado. A resposta foi que eu deveria acompanhar as cobranças do meu plano de saúde por até 90 dias para verificar se haveria faturamento, pois o hospital não forneceria qualquer documento formal comprovando que a diária não seria cobrada.
Considero essa postura inaceitável. O consumidor não pode sair do hospital sem qualquer documento registrando a ocorrência e ainda ficar responsável por acompanhar futuras cobranças de um serviço que não recebeu.
A situação relatada demonstra falha na prestação do serviço, em desacordo com os princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente quanto ao dever de adequada prestação do serviço, informação clara ao consumidor e responsabilidade do fornecedor pelos danos decorrentes de falhas na execução do serviço.
Diante da ausência de solução adequada e do conjunto de transtornos, prejuízos e riscos gerados, informo que a situação poderá ensejar a adoção das medidas judiciais cabíveis, inclusive com pedido de reparação por danos materiais e danos morais.
Espero um posicionamento formal do Hospital do Coração do Brasil Rede D'Or, com o reconhecimento da falha, a confirmação de que não haverá cobrança da diária em apartamento e a adoção de medidas para que outros pacientes não passem pela mesma situação.