Desprezo da equipe médica em relação a dor.

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São Paulo - SP

23/04/2025 às 00:57

ID: 215364791

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Minha esposa foi hospitalizada 3 vezes nessa instituição, no qual a mesma se encontra com uma gestação de alto risco, relacionada a Hidrocefalia que a mesma possui.
Antes da gestação a mesma iria se submeter a um procedimento cirúrgico, para colocação de Válvula de DVP.
No entanto, devido a gestação foi suspenso o tratamento e a cirurgia.
Passamos com neurologista, e obstetra, em tempo ela possui 30 semanas.
1 internação:
A Psicóloga chama os familiares, para realização de entrevista, e entrega todas as informações para os familiares, tornando totalmente exposto cada conversa.
A paciente referiu dor de cabeça nessa internação, e foi simplesmente diagnosticada como dependente de medicamentos, pelo fato de ter dor.

2 internação:
A mesma internou com diagnóstico totalmente diferente da primeira internação, ela internou com diagnóstico de infecção urinária pielonefrite, com queixas de dores na região das costas, e durante a internação a equipe de enfermagem junta com a equipe médica, desprezou novamente as queixas, que dessa vez era na região Lombar, a mesma possui hérnia na L4 e na L5, todas as vezes que ela se queixava de dor, eles ficavam perguntando se era dor de cabeça, mesmo ela falando o local da dor, e isso foi muito desgastante, ela reclamava de dor na lombar e eles davam Buscopan simples, repetindo 4 vezes no dia, junto com Paracetamol.
Ignorando a dor, e repetindo a mesma tratativa, e sempre relacionando a dor dela, com a dor que ela sentia na 1 internação.
Dra.***** uma das obstetras associou a dor dela com o primeiro diagnóstico da primeira internação, ignorando a dor da paciente.
O Psiquiatra Chamado *****, falou pra paciente que ela estava internada devido dor de cabeça, e que ela não possuía infecção alguma, desta forma a própria recusou o antibiótico de horário após a fala do médico, o infecto passou em visita posteriormente e falou que ela tinha infecção e devia tomar as medicações.
Ou seja um especialista passa por cima do outro e quebra as condutas estabelecidas.
Nessa internação a equipe do 6 andar, de enfermagem, entrava no leito já perguntando de dor de cabeça, causando estresse emocional pois a mesma se queixava de dor na lombar, e isso se repetia pelos plantões, tirando a profissional ***** que foi excelente em todos tratamento da paciente.
Minha esposa solicitou para ir embora do hospital de tanto desgaste emocional que sofreu referente a equipe médica (Dra.*****, Dr.*****, Dr.*****).
E como prova o resumo de alta solicitada pela paciente, foi laudads pela Dra.***** que nem entrou no quarto para conversar e enteder e ter empatia com ela, resumindo Transtorno associado a opióides.
No ato de alta, solicitado o SAC do hospital, passamos a informação para *****, que até o momento não tivemos devolutiva da instituição.

3 Internação e atual 22/04/25.
Internou devido contrações, mesma sentiu dores, de contração de treinamento com 30 semanas.
Desta vez a mesma está sentindo fortes dores na região baixo ventre, no qual foi até admitida no centro de parto para possível parto prematuro, e devido a Hidrocefalia, a mesma vem apresentando dor de cabeça quando sente a contração, algo já explicado pelo neuro, tanto que a mesma não pode ter parto normal, e sim cesárea.
Ao internar solicitamos que não encaminhassem ela Lara o 6 andar devido desprezo que teve na 2 internação.
E isso foi respeitado até o momento.
Minha esposa está sentindo fortes dores de cabeça e região de baixo ventre, em tempo ela está tendo tratativa de inibição do parto devido idade prematura do RN
Hoje ela solicitou equipe médica que estava com dor, e foi prescrito algumas medicações, no qual a mesma continua com muita dor sem melhora.
Dr *****, prescreveu Clonazepam e Decadron pela noite, a mesma recusou devido estar com dor, e não estar ansiosa como o mesmo referiu.
Eu abordei o médico e disse que ela vai ficar com dor? Ele disse que sim que era o que dava pra ser feito, eu sinalizei a enfermeira que não queria a visita dele a partir daquele momento e que ele estava proibido de entrar no quarto.
Procurei o serviço de SAC ontem pela manhã do feriado de 21/04, referente a atrasos e desprezo das queixas algicas.
E agora procurei devido a postura antiética do médico.

Em tempo a ***** se encontra com medo de sinalizar dor devido os profissionais que taxaram ela como dependente, e ela se encontra muito depressiva em estar internada e passar por essas situações que nenhuma gestante merece passar, gostaria de um pocisionamento do grupo referente a essa agressão psicológica.

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Resposta da empresa

23/04/2025 às 13:45

Prezado Sr. Leony,

Boa tarde, agradecemos a disponibilidade em nos atender.
Pedimos desculpas pelos transtornos causados e esperamos que os esclarecimentos prestados presencialmente tenham sidos satisfatórios.

Permanecemos à disposição.

Atenciosamente,

Hospital e Maternidade Santa Maria
Rua Leôncio de Carvalho, n. *******
Paraíso São Paulo/SP

Réplica do consumidor

25/04/2025 às 07:53

Plantão Noturno Par 24/04/*******.

Por volta dás, 19h48 Informo enfermeira Aline que a paciente Isabela do leito *******, está com a barriga dura e com dores, solicito que examine.
Por volta das 20h30, enfermeira Aline e técnica de enfermagem Islayne entram no leito, Técnica Islayne afere os sinais vitais, e realiza medicações de horário (vitaminas), em nenhum momento pergunta se a paciente apresenta dor.
Após a técnica, enfermeira se apresenta e realiza a monitorização com o sonar fetal, e breve palpação, sem perguntar se a mesma apresenta dor.
Às 21h10 acionamos campanhia para ******* referente as queixas algicas, em região de baixo ventre, uma outra técnica atende o chamado e solicita a presença da enfermeira, no qual ela entra no leito, e pergunta o motivo do chamado.
Isabela refere dor em baixo ventre, e refere que sentou na poltrona devido dor, enfermeira realiza palpação abdominal, e diz que não há contrações e abdome não está duro.
Em seguida, a mesma refere que irá acionar equipe médica para avaliação.
Após a fala, eu reforço que faz 1 hora e 10 minutos no qual foi solicitado que alguém a examinasse e que a mesmo estava com dor.
Enfermeira refere que eu não falei que a mesma estava com dor, após isto, eu admiro que falei, e encerro o assunto para evitar discussões ou situações desagradáveis.
A mesma poderia junto com a técnica perguntar se a paciente apresentava dor, já que era início de plantão, e as mesmas realizaram a primeira visita do plantão.
21h20 aguardo retorno de equipe para avaliação da dor.
21h35 Dra.Mariana médica do plantão realiza avaliação, realiza um toque, sem divergências só toque, refere que irá solicitar para adiantar inibina e miosan, realiza mais um teste de sonar.
21h52 T.E Islayne realiza aferição de SSVV, realiza dupla checagem com as medicações Inibina, Miosan e Rivotril (medicação que consta ainda em PM, no qual foi recusado e solicitado para retirar da PM).
22h25 T.E, avalia score de dor, ainda sem melhora.
Por volta dás 23h, Realizado Buscopan IV, após alguns minutos foi reavaliado, mas após tanto tempo Isabela se cansa de ficar solicitando que está com dor.
No qual eu tive que acalmar a minha esposa, que o sentimento era de ir embora, tive que conversar bem, todos sabemos que o aporte hormonal de uma gestante se torna mais intenso, e como foi dito por ela mesma, "eu não estou aqui por que eu quero, mas sim porque eu preciso, diferente de um profissional que realmente está porque quer, não foi o hospital que foi na casa deles e obrigaram eles a trabalharem".
Estamos exaustos de ficar cobrando, de ficar sinalizando, é desgastante estar fora de casa, de receber tratativas de desprezo novamente, e a falta de empatia, a dor não se deve julgar só quem está passando pode dizer.
Para mim relatar isso novamente se torna muito triste, pois gostamos do hospital, e acreditamos ainda que são fatos isolados por falta de treinamento ou algo assim, mas isso cansa, e infelizmente vejo a minha esposa já pesquisando outras maternidades, e dizendo que quer ir embora e assinar o termo de responsabilidade, se é para sentir dor e sem melhora, era melhor sentir em casa.
Referente a enfermeira Aline que ao invés de conduzir a situação preferiu procurar a razão, dizendo e desmentido o que havia dito, "o senhor não me falou que ela estava com dor, e sim que a barriga dela estava dura".
Essa frase e a forma de rebate novamente faltou empatia, discernimento, e humildade.
Se ela não entendesse a queixa ou até mesmo tivesse esquecido, poderia dizer, desculpe eu não entendi.
Isso evitaria todo o sentimento de angústia, pois errar é passivo de todos, mas bater o martelo e não saber conduzir a situação, gera insegurança no atendimento.

Foi realizado tentativas para acionar o SAQ ou algum serviço de ajuda ao cliente, mas devido o horário, o setor estava sem o atendimento infelizmente, após tudo isso, minha esposa dormiu com dor mesmo, pois se tornou cansativo solicitar ajuda, e isso é um trauma que o hospital está causando com ela.