Respondida

Sofri uma queda e a maternidade demorou para me atender e investigar o bebê

Hospital e Maternidade Santa Maria – São Paulo

cidade: Fortaleza

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O que aconteceu

No dia 01/10, por volta das 23h, com 30 semanas de gestação, sofri uma queda importante no banheiro, com luxação do ombro direito. Além da lesão ortopédica, cheguei à maternidade relatando que, após a queda, não estava sentindo o bebê se movimentar normalmente. Levamos aproximadamente 30 minutos até chegar à maternidade justamente pela necessidade de atendimento.

Na triagem, fui avaliada e classificada como caso de prioridade (não me recordo se amarelo ou laranja). Apesar disso, fui encaminhada para uma sala de medicação, junto a pacientes que estavam realizando cardiotocografia e com outras queixas, e permaneci aguardando por aproximadamente 30 a 40 minutos até conseguir avaliação médica.

O que mais me preocupa é a ausência de senso de urgência diante da minha queixa obstétrica. Eu estava com 30 semanas de gestação, havia acabado de sofrer uma queda importante e estava relatando que não estava sentindo o bebê se movimentar. Mesmo assim, enquanto permaneci na sala de medicação aguardando atendimento, não houve nenhuma tentativa, por parte da equipe de enfermagem, de verificar imediatamente os batimentos cardíacos fetais, realizar uma avaliação inicial ou sequer me encaminhar rapidamente para uma avaliação obstétrica.

Eu simplesmente permaneci aguardando atendimento.

Somente quando finalmente fui encaminhada para a sala médica é que a situação obstétrica começou a ser efetivamente investigada. Considero extremamente preocupante que uma gestante de 30 semanas que chega após um trauma e relata ausência ou redução dos movimentos fetais não receba uma avaliação inicial mais imediata enquanto aguarda o atendimento médico.

Após a avaliação médica, fui encaminhada para realizar ultrassonografia ainda com dor intensa decorrente da luxação do ombro, antes de receber analgesia adequada. A dor era muito forte e acabou interferindo inclusive no exame, que apresentou alteração e precisou ser repetido.

Somente depois do ultrassom foi realizada a analgesia com tramadol. Porém, nesse momento, ocorreu outra situação que considero extremamente preocupante do ponto de vista da segurança do atendimento: o tramadol foi colocado em um frasco de soro completamente sem identificação. Não havia meu nome, identificação do paciente ou qualquer identificação visível informando qual medicamento estava sendo administrado.

Como paciente, especialmente estando gestante, considero extremamente angustiante receber uma medicação dessa forma, sem conseguir identificar nem o meu nome nem o medicamento que está sendo administrado. Não estou afirmando que a medicação administrada estava incorreta, mas questiono seriamente a ausência de identificação e a segurança desse processo.

Além disso, devido à demora no atendimento e às alterações nos exames, precisei repetir exames e realizar cardiotocografia por duas vezes. Todo esse processo prolongou significativamente minha permanência na maternidade e atrasou a possibilidade de procurar atendimento ortopédico para a luxação.

Somente após a alta da maternidade consegui procurar o pronto-socorro ortopédico. Nesse momento, já haviam se passado aproximadamente cinco horas desde a queda. A analgesia já estava perdendo o efeito e meu ombro encontrava-se muito edemaciado, com importante comprometimento funcional e dor intensa.

Entendo perfeitamente a necessidade de avaliar o bem-estar fetal após uma queda durante a gestação. O que questiono é a condução de todo o atendimento: a demora para avaliação médica, a ausência de uma avaliação obstétrica imediata enquanto eu aguardava, a realização do ultrassom antes de um controle adequado da dor, a demora para analgesia, a administração de tramadol em um frasco sem qualquer identificação, a necessidade de repetição dos exames e, principalmente, a falta de percepção de urgência diante de uma gestante de 30 semanas que havia acabado de sofrer um trauma e relatava que não estava sentindo o bebê.

Não se trata de questionar a necessidade dos exames obstétricos. Pelo contrário: justamente por reconhecer a importância deles, considero preocupante que não tenham sido realizados de maneira mais imediata enquanto eu aguardava atendimento.

Saí dessa experiência com uma sensação muito ruim e, principalmente, com receio de como uma situação obstétrica realmente emergencial seria conduzida naquele serviço. Se uma gestante de 30 semanas chega após uma queda, relata alteração nos movimentos fetais e ainda apresenta uma lesão ortopédica evidente, espero que exista uma equipe preparada para reconhecer rapidamente a gravidade e priorizar adequadamente cada necessidade.

Gostaria de receber um esclarecimento formal da maternidade sobre a condução do meu atendimento, especialmente quanto à classificação de risco, ao tempo de espera para avaliação médica, à ausência de avaliação fetal imediata enquanto aguardava na sala de medicação, à realização do ultrassom sem analgesia adequada, à administração de tramadol em frasco sem qualquer identificação do paciente ou da medicação e à necessidade de repetição dos exames.

Espero que a instituição avalie seriamente o ocorrido e adote medidas para que outras gestantes não passem por uma situação semelhante.

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4

Interações da reclamação

  1. Hospital e Maternidade Santa Maria – São Paulo respondeu

    13/10/2026 às 16:33

    Prezada Sra. Ana Talyta,

    Boa tarde, agradecemos a sua gentileza e disponibilidade em nos atender.

    Conforme contato telefônico, encaminhamos sua manifestação para Gestão das áreas envolvidas, para que possam tomar as providências necessárias e aguardamos a Sra. em nossos Pronto Atendimento.

    Seguimos à disposição para auxiliá-la no que for necessário

    Atenciosamente,

    Hospital e Maternidade Santa Maria

    Rua Leôncio de Carvalho, n. 233

    Paraíso São Paulo/SP

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