O que aconteceu
Venho, por meio desta, manifestar minha profunda indignação e revolta com a situação ocorrida com minha mãe, Alice Luiza Souza de Oliveira, no dia 29/09/2026, na unidade localizada na Avenida do Contorno.
O exame de ressonância magnética havia sido agendado há mais de um mês, por meio do convênio, para o horário de 11h40. Como se trata de um exame de difícil agendamento e que possui um prazo de espera considerável pelo convênio, nos organizamos para comparecer à clínica no horário determinado.
Chegamos ao local e permanecemos aguardando por aproximadamente duas horas. Somente depois de todo esse tempo fomos informados de que não seria possível realizar o exame porque o seio da paciente não caberia no equipamento.
Essa situação é simplesmente inadmissível.
Como é possível que um exame tenha sido agendado há mais de um mês e que ninguém, durante o processo de marcação, tenha informado que existia alguma limitação física do equipamento que poderia impedir a realização do procedimento?
Se essa informação tivesse sido fornecida no momento do agendamento, teríamos a possibilidade de buscar outra unidade, outro equipamento ou outra alternativa. Em vez disso, fomos até o local, aguardamos por duas horas e somente então descobrimos que o exame não poderia ser realizado.
O prejuízo causado foi enorme, tanto emocional quanto financeiro. Tivemos gastos com deslocamento, combustível e alimentação, além de todo o transtorno e do tempo perdido. Mais grave ainda é que minha mãe continua sem realizar um exame necessário e, devido ao prazo limitado para a consulta médica, não há mais tempo hábil para aguardar uma nova vaga pelo convênio.
Dessa forma, seremos obrigados a realizar o exame particularmente, com custo aproximado de R$ 1.300,00, justamente porque uma informação que deveria ter sido fornecida no momento do agendamento não foi repassada.
Não estamos falando de um simples atraso ou de um inconveniente corriqueiro. Estamos falando de um exame médico que envolve tempo, dinheiro, planejamento, ansiedade e, principalmente, uma necessidade de saúde. Fazer uma paciente esperar por duas horas para somente depois informar que o equipamento não possui condições de realizar o exame demonstra uma falha grave no processo de agendamento e orientação ao paciente.
O mínimo esperado de uma instituição de saúde é que, no momento da marcação, sejam verificadas e informadas previamente todas as condições e limitações necessárias para a realização do exame.
Não é aceitável que o paciente descubra uma limitação do equipamento somente depois de comparecer à unidade e permanecer duas horas aguardando.
Diante disso, solicito que esta reclamação seja formalmente apurada e que sejam esclarecidos:
1. Por que o exame foi agendado sem que fosse verificada previamente a possibilidade de sua realização na máquina disponível?
2. Por que não fomos informados, no momento do agendamento, sobre essa possível limitação?
3. Por que foi necessário aguardar aproximadamente duas horas para somente então sermos informados de que o exame não poderia ser realizado?
4. Quais providências serão tomadas para que outros pacientes não passem pela mesma situação?
5. Diante do prejuízo causado, solicito também que seja avaliada a possibilidade de ressarcimento ou outra forma de compensação pelos custos que fomos obrigados a assumir, especialmente considerando que o exame particular terá um custo aproximado de R$ 1.300,00.
Espero uma resposta formal, objetiva e satisfatória, pois considero que toda essa situação poderia ter sido completamente evitada com uma simples orientação no momento do agendamento.
A saúde do paciente não pode ser tratada dessa maneira. Tempo, dinheiro e, principalmente, a necessidade de realizar um exame médico não podem ser desperdiçados por uma falha básica de informação e organização.
Aguardo providências e uma resposta da instituição.
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4Interações da reclamação
Hospital Evangélico de Belo Horizonte respondeu
05/10/2026 às 08:42
Olá, Sr. Rafael e Sra. Alice, bom dia!
Agradecemos o seu contato e a oportunidade de esclarecer o ocorrido. Levamos o seu relato muito a sério e analisamos o caso em detalhes junto às equipes envolvidas.
Identificamos uma falha em nosso processo de agendamento: a Sra. não recebeu, antes do exame, a orientação sobre as dimensões e as limitações físicas do equipamento de ressonância magnética. Esse aviso faz parte do nosso protocolo justamente para evitar deslocamentos e esperas desnecessárias. Pedimos sinceras desculpas por essa falha.
No dia do atendimento, nossa equipe na unidade identificou a possível limitação e conversou com a Sra. sobre o risco de o exame não poder ser realizado. Diante da sua decisão de tentar mesmo assim, seguimos com o atendimento. No momento do posicionamento, porém, ficou confirmado que a estrutura do equipamento não permitia a realização do procedimento com a segurança e a qualidade técnica necessárias.
Lamentamos profundamente o transtorno causado, em especial o tempo de espera, o esforço para comparecer à unidade e a expectativa criada em torno do exame.
Para evitar que situações como essa se repitam, a colaboradora responsável recebeu um feedback formal e toda a equipe de agendamento foi reorientada sobre a importância do aviso prévio.
Permanecemos à disposição para o que a Sra. precisar.
Atenciosamente,