Não resolvido

Falta de diagnóstico claro, demora no atendimento e falha na medicação prescrita no hospital

Hospital Evangélico Universitário de Curitiba

cidade: Curitiba

O que aconteceu

Quero registrar minha profunda indignação com o atendimento que estou recebendo no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie de Curitiba.

Estou no hospital desde domingo à noite, após ser transferida da UPA, onde já estava internada desde quinta-feira com fortes dores abdominais e calafrios. Nesse período, já realizei duas tomografias com contraste, diversos exames de sangue e urina, mas continuo sem um diagnóstico claro e sem um tratamento efetivo.

O primeiro absurdo foi permanecer dentro da ambulância, já no hospital, das 19h até aproximadamente 3h da manhã, com muita dor e sem receber a medicação adequada. Enquanto isso, uma ambulância ficou parada por horas, impossibilitada de atender outras ocorrências de urgência.

Desde então, o sentimento é de abandono. A cada troca de plantão, tudo recomeça do zero. Os profissionais fazem as mesmas perguntas, surgem novas hipóteses, mas ninguém dá uma resposta definitiva ou explica claramente o que está acontecendo. Um médico diz uma coisa, o plantão seguinte diz outra, e o paciente continua aguardando.

O que mais chama a atenção é que vários pacientes internados reclamam exatamente dos mesmos problemas: falta de informação, demora nas decisões, excesso de medicações apenas para aliviar os sintomas e a orientação constante de "aguardar". O problema nunca parece ser realmente tratado.

No meu caso, uma médica informou que iniciaria uma medicação intravenosa para tentar facilitar a eliminação da pedra no rim. Porém, essa medicação não foi prescrita. Ninguém da equipe sabe informar o motivo, e até agora ela não foi administrada. Enquanto isso, continuo ocupando um leito praticamente apenas para receber dipirona, quando deveria estar recebendo o tratamento que foi informado pela própria médica. Cada dia que passa aumenta minha angústia, minha dor e minha insegurança.

Além disso, técnicos de enfermagem e enfermeiros frequentemente não conseguem informar sobre o andamento do tratamento, e muitos profissionais atendem sem identificação visível. Quando solicito que mostrem o crachá, percebo resistência, sendo que essa é uma informação que todo paciente tem direito de conhecer.

Essa demora já está afetando toda a minha vida. Corro o risco de perder meu emprego por estar internada há tantos dias sem previsão de alta ou de resolução do problema. Minha filha está na casa de uma vizinha porque não tenho ninguém da família para cuidar dela. Estou vivendo uma situação de extrema preocupação emocional, além da dor física.

Não estou reclamando por falta de paciência. Estou reclamando porque há dias convivo com dor, ansiedade, falta de informações e falhas na continuidade do tratamento. O que mais revolta não é apenas a espera, mas a sensação de que ninguém assume a responsabilidade pelo caso e de que o paciente fica esquecido, aguardando indefinidamente.

Espero que a direção do hospital apure essa situação, melhore a comunicação entre as equipes e garanta um atendimento mais humano, organizado e eficiente. Nenhum paciente merece passar dias internado sem informações claras, sem continuidade no tratamento e sem receber a assistência que lhe foi prometida.