Falta de acomodação privativo, possível cobrança indevida do serviço não prestado.

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Mogi das Cruzes - SP

20/05/2026 às 08:20

ID: 249152875

Venho, por meio desta, registrar reclamação formal referente à grave falha na prestação do serviço hospitalar durante meu atendimento e processo de internação.

Esta é a segunda vez que passo pela mesma situação de ausência de disponibilidade da acomodação contratada em internações realizadas neste hospital. Meu plano de saúde possui cobertura para acomodação em apartamento/quarto privativo, porém, mesmo após autorização da internação pelo convênio, fui mantida por horas na sala de medicação, acomodada apenas em uma poltrona extremamente desconfortável, sem estrutura mínima adequada para internação, sem privacidade, sem condições apropriadas de repouso e inclusive com dificuldade de acesso à internet no local.

No presente atendimento, dei entrada no pronto-socorro às 12h24, sendo a internação autorizada pelo convênio SulAmérica às 16h43. Entretanto, até aproximadamente 23h, permaneci sentada na sala de medicação junto a diversos outros pacientes, sem qualquer acomodação compatível com o padrão contratado.

Ressalto que somente obtive informações após questionar diretamente uma auxiliar da internação por volta das 18h37, quando fui informada, de maneira extremamente inadequada e em tom arrogante, de que a internação já estava liberada e que a autorização havia sido entregue à enfermagem. Posteriormente, a auxiliar de internação identificada como ***** informou que não havia vaga disponível em apartamento e que a única opção seria internação em enfermaria coletiva, o que recusei, uma vez que o contrato prevê acomodação privativa e a cobrança ao convênio seria realizada como internação em apartamento.

Ao questionar qual seria a solução diante da indisponibilidade da acomodação contratada, fui informada de que somente no dia seguinte poderia surgir vaga. Ou seja, eu permaneceria toda a noite na sala de medicação, em uma poltrona, enquanto a internação já constava autorizada desde as 16h43.

Diante disso, entrei em contato com a SulAmérica, que esclareceu que, inexistindo vaga na acomodação contratada, o hospital deveria:

1. disponibilizar isolamento/fechamento de enfermaria sem compartilhamento com outros pacientes; ou
2. providenciar transferência para unidade hospitalar apta a cumprir a cobertura contratada.

Mesmo após solicitar providências à equipe da internação, fui informada de que não poderiam oferecer qualquer alternativa adequada. Apenas após eu mencionar que registraria reclamações formais junto à ANS e ao Reclame Aqui, fui informada horas depois sobre uma possível alta prevista para as 22h, sem garantia de liberação do quarto, estimando-se disponibilidade apenas entre 23h e 23h30.

Importante destacar que permaneci durante todo esse período exposta em ambiente coletivo inadequado, ao lado de pacientes de outros convênios que relataram situações idênticas e recorrentes de falta de acomodação privativa. Um paciente da Porto Seguro informou já ter registrado reclamação anterior pelo mesmo motivo e acabou desistindo da internação pela ausência de vaga. Outra paciente optou por transferência para o Hospital AC Camargo. Além disso, permaneci ao lado de paciente diagnosticado com influenza, com a mãe acompanhando uso de máscara e tossindo, contaminamdo o ambiente e expondo todos os demais pacientes a risco sanitário evidente.

A situação causa extrema preocupação porque, apesar da inexistência da acomodação contratada e efetivamente disponibilizada, a cobrança da diária hospitalar aparenta ocorrer como se o paciente estivesse regularmente internado em apartamento/quarto privativo desde o momento da autorização da internação.

Dessa forma, considerando que NÃO usufruí da acomodação correspondente ao padrão contratado, EXIJO O CANCELAMENTO DA COBRANÇA REFERENTE À INTERNAÇÃO/APARTAMENTO desde a autorização realizada às 16h43, bem como esclarecimentos formais e documentados sobre:

a recorrente indisponibilidade de vagas em acomodação apartamento para pacientes de convênios externos;
qual acomodação foi efetivamente registrada para faturamento junto ao convênio;
quais informações foram encaminhadas à operadora SulAmérica para fins de cobrança;
quais medidas serão adotadas para impedir novas ocorrências dessa natureza;
e qual justificativa técnica e administrativa sustenta a manutenção do paciente em sala de medicação por horas após autorização formal de internação.

Solicito ainda:

acesso integral ao registro da acomodação efetivamente utilizada durante este atendimento;
cópia dos registros de internação e evolução administrativa;
informações sobre o horário efetivo de liberação do leito;
e detalhamento completo do faturamento encaminhado ao convênio.

Informo que esta reclamação será formalmente encaminhada à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à operadora SulAmérica, ao Reclame Aqui e aos demais órgãos competentes para apuração de possível infração contratual, falha assistencial e eventual cobrança indevida por serviço não prestado.

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Resposta da empresa

22/05/2026 às 11:09

Prezada Sra. Érika, bom dia!

Lamentamos a percepção relatada e os transtornos vivenciados durante seu atendimento.
No período mencionado, a unidade encontrava-se com alta taxa de ocupação, o que pode impactar temporariamente a disponibilidade imediata de leitos, uma vez que o fluxo depende de liberações ao longo do dia. Ainda assim, reconhecemos a importância de uma comunicação clara e de um acolhimento adequado em todas as etapas do atendimento.

As informações foram encaminhadas por e-mail e esclarecidas em contato telefônico, abrangendo os pontos sobre acomodação, fluxo de internação, comunicação e faturamento.

Seguimos trabalhando continuamente na melhoria dos processos e da experiência assistencial. Permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais por meio dos nossos canais oficiais.

Atenciosamente,
Equipe de Atendimento – Rede Total Care