Conduta médica anti ética, antiprofissional. Resultou no pior momento da minha vida! E colocou em risco a vida do meu filho!

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Contagem - MG

29/07/2026 às 23:37

ID: 255184315

Na última semana de novembro, fui ao hospital duas vezes antes do dia do parto. Na primeira visita (23/11/2025), informei que estava sentindo o que pareciam ser contrações de treinamento, nas quais a barriga endurecia e surgia uma dor que irradiava das costas para a barriga. Eu estava sentindo muita fadiga, a dor não passava, não conseguia dormir e, além disso, o principal motivo da minha preocupação era que eu praticamente não sentia meu bebê se movimentar. Quando ele se mexia, eram movimentos muito sutis e em poucas ocasiões, sendo que ele sempre foi muito agitado durante toda a gestação. A primeira médica realizou o exame de toque e constatou que eu estava com meio centímetro de dilatação. Ela pediu que eu aguardasse no hospital para verificar se haveria progressão da dilatação e me ofereceu medicação intravenosa. Permaneci aguardando por cerca de uma ou duas horas e, ao repetir o exame de toque, eu estava com 1 cm de dilatação. Mesmo assim, fui orientada a voltar para casa e recebi uma prescrição de um medicamento para dor, além do que eu já estava utilizando. Entretanto, a dor não passava. As contrações, às vezes, ficavam mais próximas e, em outros momentos, mais espaçadas, mas eu permanecia sentindo dor durante todo o dia. Além disso, o medicamento prescrito não fazia efeito. Na segunda ida ao pronto-socorro (28/11/2025), meu tampão mucoso já havia saído havia alguns dias, eu continuava com muita dor ininterrupta, a barriga endurecia constantemente e, diante do tempo que eu já vinha sofrendo, da diminuição dos movimentos do ***** e das contrações persistentes, solicitei a realização da cesariana. A segunda médica realizou o exame de toque e constatou que eu estava com 2 cm de dilatação. Desde o dia 23, eu havia evoluído apenas 1 cm. Ela me administrou um medicamento oral ainda no hospital e novamente me mandou para casa, informando que eu somente teria o parto, fosse cesárea ou normal, após o rompimento da bolsa. A primeira médica também havia me orientado dessa forma. Mesmo contrariada, voltei para casa. Na madrugada de sábado (29/11/2025) para domingo (30/11/2025), não consegui dormir. A dor aumentava cada vez mais, as contrações não cessavam e eu já estava exausta, após aproximadamente uma semana sentindo dor, sem conseguir evoluir na dilatação e sem analgesia eficaz. Na manhã de domingo, fui ao pronto-socorro do Mater Dei pela terceira vez, acompanhada da minha mãe e da minha tia. Ao entrarmos no consultório, a terceira médica realizou novamente o exame de toque e constatou que eu permanecia com os mesmos 2 cm de dilatação. Em seguida, orientou que eu retornasse para casa e só voltasse quando a bolsa rompesse. Eu já estava com 39 semanas e 1 dia de gestação e, considerando que a legislação permite à gestante optar pela cesariana, solicitei que fosse encaminhada para o procedimento. A médica negou o pedido, afirmando que eu não tinha indicação para a cirurgia por se tratar da minha primeira gestação. Expliquei que tanto a minha família materna quanto a paterna possuíam histórico de cesarianas por falta de evolução do trabalho de parto ou por necessidade clínica, mas, ainda assim, ela respondeu que, embora eu tivesse o direito de escolher, eles não realizariam a cirurgia e que somente cogitaria a cesariana após o rompimento da bolsa. Minha tia então interveio e pediu, ao menos, um ultrassom para verificar como estava o meu bebê. A médica respondeu com sarcasmo e deboche: Querem o ultrassom? Vou te dar o pedido e você faz, mas não faremos a cesárea!. Saímos do consultório e eu já estava completamente desesperada, pois não suportava mais toda aquela situação. Liguei para uma familiar que trabalhava na administração do hospital, em outra unidade, e ela disse que tentaria me ajudar. Enquanto aguardávamos para realizar o ultrassom, a médica veio até mim, entregou alguns papéis sem qualquer explicação e, quando perguntei do que se tratava, respondeu que, já que eu queria a cesariana, aqueles eram os documentos para o procedimento. Fiquei surpresa com a mudança brusca de conduta, pois não haviam se passado nem dez minutos desde que havíamos saído do consultório. Questionei o motivo pelo qual a cirurgia havia sido autorizada, já que, instantes antes, ela havia afirmado que não seria realizada. Ela apenas respondeu: Pois é, mas vou levar bronca por isso, e foi embora, sem dizer mais nada. Ficamos preocupados, pois acreditávamos que ela realizaria o parto, e eu já não me sentia mais segura diante de toda a situação. Aguardamos até o momento de subir para a sala de preparação para o procedimento. Estávamos eu, meu esposo e minha tia, que faria as fotos do parto. Eu estava muito nervosa e passando mal. De repente, chegou outra médica falando em voz alta, confirmou meus dados e começou a perguntar se eu tinha certeza de que queria fazer uma cesariana por vontade própria, sem necessidade alguma. Fiquei espantada com o comentário e respondi que não era bem assim, perguntando se ela havia lido meu caso ou sido informada sobre tudo o que estava acontecendo.
Ela respondeu que sim e afirmou que eu estava fazendo uma escolha insensata, colocando a minha vida e a do meu filho em risco. Perguntou se eu havia lido todas as possíveis intercorrências do procedimento e, quando respondi que sim, passou a dizer que eu sabia que meu filho poderia nascer com problemas respiratórios, que poderia precisar ser internado na UTI porque eu estava tirando-o antes do tempo, que eu poderia perder meu útero e que, em uma futura gestação, poderia sofrer um aborto em decorrência dessa decisão de não esperar o tempo que meu filho escolhesse para nascer.

Nesse momento, minha tia estava no banheiro, mas ouviu tudo o que a médica dizia. Eu e meu marido ficamos completamente sem reação, e eu comecei a chorar desesperadamente diante de tudo o que estava ouvindo e da forma como aquelas palavras estavam sendo ditas. Como a porta permanecia aberta, todas as pessoas que estavam no corredor puderam escutar. Quando minha tia saiu do banheiro para conversar com a médica, ela simplesmente virou as costas e foi embora. A partir desse momento, já não consigo me recordar claramente do restante, pois entrei em estado de choque. Lembro apenas que a cirurgia demorou, que meu bebê nasceu sem chorar e do silêncio que tomou conta da sala quando o retiraram de mim.

Essa é apenas a parte relacionada à cesariana. Houve ainda diversos outros problemas durante a internação, como o fato de eu ter sido encaminhada ao quarto por volta das 18h, mas o berço do meu filho só ter sido levado após as 21h. Além disso, fomos acomodados em outro prédio, que não era a maternidade. Posteriormente, descobrimos que aquela era a ala do pronto-socorro. No quarto ao lado havia um homem com uma amputação de membro inferior, expondo desnecessariamente tanto a mim quanto ao meu filho recém-nascido a um ambiente inadequado para o pós-parto. Em todos os cenários que imaginei para o nascimento do meu filho, jamais pensei que viveria a pior experiência possível. O dia que deveria representar o início da fase mais feliz da minha vida foi marcado por medo, humilhação, desamparo e sofrimento. Isso não aconteceu em razão de uma complicação inevitável, mas pela forma como fui tratada por profissionais que, além da competência técnica, tinham o dever de agir com empatia, respeito, ética e humanidade. Infelizmente, foi justamente isso que me faltou naquele momento em que eu estava mais vulnerável. As condutas adotadas e, principalmente, a forma como fui tratada por alguns profissionais transformaram um momento único em um trauma que repercute até hoje na minha saúde emocional, na minha maternidade e na forma como recordo o nascimento do meu filho. As *****, espero que melhorem como profissionais, sejam éticas! Revejam suas condutas e compreendam que, por trás de cada prontuário, existe uma mulher vivendo um dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Que nenhuma gestante precise passar!

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