Divergência no recebimento de materiais coletados em broncoscopia

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
25/09/2026 às 18:03
ID: 260082087
DIVERGÊNCIA NO RECEBIMENTO E ANÁLISE DE MATERIAIS COLETADOS EM BRONCOSCOPIA
No dia 05 de setembro, fui submetida a uma broncoscopia no Hospital Nossa Senhora do Carmo. Durante o procedimento, foram coletados materiais para análise e, ao término, visualizei dois frascos contendo os materiais coletados.
No dia 24 de setembro, diante da ausência e demora de uma conclusão referente aos exames (cultura de fungos), entrei em contato com a Central de Atendimento do Laboratório Sérgio Franco. Fui encaminhada para um determinado setor por volta do meio-dia e, durante o atendimento, fui informada de que estavam aguardando a chegada de um segundo pote para que fosse possível prosseguir com a análise.
A própria atendente me orientou a entrar em contato com o hospital para verificar o motivo pelo qual o segundo material não teria chegado ao setor responsável.
Diante disso, precisei me deslocar pessoalmente até o Hospital Nossa Senhora do Carmo para tentar esclarecer uma situação que, evidentemente, não deveria ser de responsabilidade do paciente.
No hospital, conversei com a coordenadora Aline e com a enfermeira Thaís. Ambas me informaram que consta no livro de registro a saída de dois materiais e que os dois frascos foram devidamente encaminhados ao setor responsável.
Entretanto, quando relatei que o Laboratório havia informado que estava aguardando o segundo pote, tive a impressão de que minha informação estava sendo colocada em dúvida. Quero deixar claro que não teria qualquer motivo para inventar ou distorcer uma informação dessa natureza. Eu não deveria sequer precisar me deslocar da minha residência até o hospital para investigar o paradeiro de um material coletado durante um procedimento médico.
Estou diante de uma situação extremamente grave e que precisa ser esclarecida pelas instituições envolvidas.
De um lado, o hospital afirma que dois materiais foram coletados, registrados e encaminhados.
Do outro lado, o laboratório informa que há registro de dois materiais, porém apenas um teria sido efetivamente recebido, estando o segundo pote pendente para que a análise pudesse prosseguir.
Diante dessa divergência, faço os seguintes questionamentos, que exijo que sejam respondidos formalmente e por escrito:
1. Os dois frascos coletados durante a broncoscopia foram efetivamente recebidos pelo Laboratório Sérgio Franco?
2. Caso o laboratório afirme que recebeu os dois materiais, quero a confirmação formal de que ambos foram recebidos e devidamente registrados.
3. Os dois materiais foram efetivamente analisados?
4. Caso apenas um tenha sido analisado, onde está o segundo material?
5. Se o hospital possui registro de que os dois frascos saíram da instituição e foram encaminhados ao setor responsável, em qual etapa ocorreu a divergência?
6. Houve perda, extravio, falha de transporte, falha de registro ou qualquer outro problema envolvendo um dos materiais?
7. Se um dos materiais não foi recebido ou analisado, como ficará a investigação diagnóstica que dependia desse material?
8. Quem será responsável pela ocorrência e quais providências serão tomadas para solucionar o problema?
O que não pode acontecer é o paciente ficar no meio de uma divergência entre hospital e laboratório, sem saber onde está o material coletado durante um procedimento invasivo e qual foi, de fato, o destino desse material.
Estou falando de um material biológico coletado durante uma broncoscopia, que deveria seguir um fluxo rigorosamente controlado desde a coleta até o processamento e a emissão do resultado.
Já solicitei ao hospital acesso ao prontuário e à folha de sala do centro cirúrgico, justamente para documentar todo o procedimento e os materiais coletados. Tenho também os demais documentos e registros relacionados ao caso.
Portanto, não aceito uma resposta genérica ou verbal. Quero uma resposta formal, documentada e objetiva, esclarecendo o destino dos dois materiais.
Se o hospital afirma que os dois frascos foram encaminhados e o laboratório afirma que recebeu apenas um, alguém precisa esclarecer onde está o segundo frasco e o que aconteceu com ele.
Não é razoável que eu, enquanto paciente, tenha que me deslocar, ligar para diferentes setores e tentar descobrir o paradeiro de um material que deveria estar sob responsabilidade das instituições envolvidas.
Minha confiança foi profundamente prejudicada diante de informações contraditórias.
Afinal: os dois potes foram recebidos? Os dois foram analisados? Onde está o segundo material?
Quero essas respostas por escrito, inclusive com os respectivos registros de recebimento, identificação e processamento dos materiais.
Caso não haja uma solução clara e documentada, buscarei as medidas administrativas e judiciais cabíveis para apurar os fatos, identificar eventual responsabilidade e preservar os meus direitos como paciente.
Espero que o Hospital Nossa Senhora do Carmo e o Laboratório Sérgio Franco tratem essa situação com a seriedade que ela exige e forneçam uma resposta objetiva, transparente e documentada.
A questão aqui não é apenas um exame pendente. É saber o que aconteceu com um material coletado durante um procedimento médico e que deveria ter sido corretamente identificado, transportado, recebido e analisado.
Aguardo esclarecimento!