Demora no atendimento, falta de estrutura e negligência no Hospital Sobam (Jundiaí)

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São Paulo - SP

08/11/2025 às 13:11

ID: 231376213

Na madrugada do dia (3/11), precisei levar minha filha Luísa, em crise asmática, ao pronto-socorro infantil do Hospital Sobam (Jundiaí). Chegamos por volta das 2h da manhã com saturação em 90, e mesmo sendo uma emergência, demoraram mais de uma hora para iniciar o atendimento e medicação.
Ficamos esse tempo em uma cadeira desconfortável, enquanto minha filha tinha dificuldade para respirar.

Quando finalmente foi levada para medicação, colocaram um berço no meio da sala, dificultando a passagem das pessoas e o acesso aos pacientes. Além disso, Luísa ficou próxima de duas crianças com gastroenterite e VSR, o que aumenta o risco de contágio algo impensável para uma criança em crise respiratória.

Por volta das 5h, pedi a transferência, pois o hospital estava superlotado e sem estrutura. Não havia cateter ou espaçador infantil disponíveis, e Luísa teve que usar equipamentos de adulto. Mesmo após contato com meu plano de saúde, o Sobam não enviou a documentação necessária para liberação da transferência. Tive que insistir muito e, somente após a intervenção de um segurança muito solícito, a responsável da central de vagas (*****) conseguiu um quarto na ala adulta em apenas 10 minutos.

No quarto, o atendimento era prejudicado pela distância da ala infantil. As enfermeiras faziam o possível, mas era evidente a falta de estrutura e pessoal.
A fisioterapeuta que deveria realizar massagem pulmonar limitou-se a medir a saturação, sem prestar o devido suporte.

Mais tarde, fomos transferidas para a ala infantil, onde o atendimento melhorou. Porém, a madrugada do último dia foi uma das piores experiências que já vivi: a enfermeira responsável foi grosseira, impaciente e sem empatia.
Durante a primeira noite sem oxigênio, pedi que mantivessem o acompanhamento de 3 em 3 horas, como vinha sendo feito, mas ela se irritou e respondeu de forma desrespeitosa, dizendo que eu mesma medisse a saturação. Quando finalmente mediu, fez de forma incorreta, sem aguardar a estabilização, e afirmou que estava tudo bem.

Foi uma experiência traumática. Em um momento de desespero e vulnerabilidade, não é justo que famílias passem por tamanha negligência e falta de empatia.
Ressalto que a maioria dos médicos foi atenciosa e competente, mas é urgente que o hospital revise seus processos, equipe e estrutura especialmente no pronto-socorro infantil.

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Resposta da empresa

11/11/2025 às 16:34

Olá Andreia, boa tarde.

Esperamos que esteja bem!
Lamentamos profundamente pelos transtornos ocorridos durante o atendimento à sua filha. Sentimos muito por não termos correspondido às suas expectativas. Gostaríamos de reforçar nosso compromisso em oferecer um atendimento baseado na empatia, humanização e respeito.
Estamos à disposição para buscar melhorias contínuas em nossos serviços.

Atenciosamente,
Rede Total Care - Hospital Pitangueiras

Réplica do consumidor

11/11/2025 às 16:44

Agradeço o retorno, mas a resposta da instituição foi genérica e não aborda os pontos críticos relatados.
O que aconteceu com minha filha não pode ser tratado apenas como não correspondemos às expectativas.
Houve falta de estrutura, demora no atendimento mesmo em situação de emergência, ausência de equipamentos infantis adequados, risco de contaminação cruzada, além de condutas inadequadas e falta de empatia em alguns plantões.

Gostaria de saber:
1.Quais providências efetivas o hospital está tomando para evitar que outras crianças passem pela mesma situação?
2.Há previsão de revisão de protocolos no pronto-socorro infantil, especialmente para emergências respiratórias?
3.O hospital tem planos para melhorar a estrutura e garantir equipamentos adequados ao público pediátrico?

Meu objetivo não é apenas reclamar, mas alertar outras famílias e contribuir para que nenhuma mãe precise ver seu filho lutando para respirar em uma cadeira de espera, sem atendimento imediato.