O que aconteceu
Gostaria de registrar uma reclamação referente ao atendimento prestado à minha mãe, de 60 anos, no Hospital HSANP.
Desde o início, considero que houve um grande descaso com a situação dela, que necessitava de atendimento imediato. Minha mãe chegou ao hospital em uma cadeira de rodas, pois estava com tanta dor que não conseguia andar. Eu e minha irmã estávamos ao lado dela, prestando todo o auxílio e tentando ajudá-la naquele momento de extrema dificuldade.
Ao chegarmos ao hospital, minha mãe estava com a pressão arterial em torno de 19, um valor extremamente elevado, além de estar sentindo muitas dores. Ela possui diversos laudos médicos referentes a hérnias na coluna e problemas nos joelhos, condições que tornam o quadro de dor ainda mais preocupante.
Assim que chegamos, retirei uma senha e começamos a aguardar. Mesmo minha mãe estando com pulseira de atendimento preferencial, para que fosse realizada a abertura da ficha demorou mais de 20 minutos.
Após isso, expliquei a situação a um enfermeiro, relatando que minha mãe não estava conseguindo suportar as dores e que, além da pressão extremamente elevada, ela possuía todas essas condições de saúde já documentadas. Esse enfermeiro foi bastante prestativo e nos orientou a aguardar ao lado da sala da médica.
A médica, chamada Gladis, aparentemente nos viu e, diante da situação, perguntamos se seria possível que ela avaliasse minha mãe imediatamente. Porém, fomos informadas de que seria obrigatório aguardar uma senha e que o atendimento preferencial seria apenas dessa forma. Expliquei novamente que minha mãe não estava bem e que, diante da pressão extremamente alta, das fortes dores e do fato de ela sequer conseguir andar, entendia que o caso precisava de uma avaliação médica imediata.
Mesmo assim, a médica se recusou a atendê-la naquele momento, alegando que não seria possível. O que mais me indignou foi que ela estava dentro da sala, conversando com outra médica, enquanto minha mãe, uma senhora de 60 anos, estava do lado de fora, em uma cadeira de rodas, sem conseguir andar, sentindo fortes dores e com a pressão em nível extremamente elevado.
Em determinado momento, a médica solicitou à segurança que nos retirasse daquele corredor. Eu deixei claro que só sairia dali após minha mãe receber atendimento, pois não estava disposta a simplesmente sair enquanto ela permanecia naquela situação sem sequer ser avaliada.
Felizmente, posteriormente, fomos atendidas pelo Dr. Gassan, que demonstrou uma postura completamente diferente. Ele foi extremamente atencioso, acolhedor e prestou a devida atenção à minha mãe, avaliando sua situação com cuidado. Faço questão de registrar esse reconhecimento, pois, apesar de toda a experiência negativa inicial, ele demonstrou o atendimento e a atenção que esperávamos encontrar desde o começo.
Minha reclamação não é apenas pela demora, mas principalmente pela falta de acolhimento e de sensibilidade diante de uma paciente de 60 anos, que chegou ao hospital sem conseguir andar, necessitando de cadeira de rodas, com pressão arterial extremamente elevada, fortes dores e histórico de problemas na coluna e nos joelhos.
Espero que o hospital apure o ocorrido, principalmente a conduta da médica Gladis, e reveja seus procedimentos para que outros pacientes em situações semelhantes não passem pelo mesmo constrangimento e pela sensação de abandono que vivenciamos.