O que aconteceu
Minha gata pariu o primeiro filhote às 02h36 e foi levada ao Dok Hospital Veterinário por volta das 10h, após percebermos que ela apresentava dificuldade para parir. Tratava-se de uma emergência obstétrica que exigia cesárea imediata.
Apesar da gravidade, houve recusa em ceder o centro cirúrgico do Dok, sob a justificativa de que uma aula da pós-graduação de anestesiologia (sobre ventilação) estava em andamento naquele espaço e que o professor responsável não queria abrir intervalo entre as aulas de castração. Foi-me sugerido que a cirurgia ocorresse no CC do CDMV.
Diante da minha não compreensão, solicitei à recepcionista que chamasse a coordenadora do hospital. O posicionamento dela foi o seguinte:
Justificou que os dois centros cirúrgicos (Dok e CDMV) seriam a mesma estrutura, não havendo, portanto, problema em realizar a cirurgia no CC do CDMV.
Afirmou que a anestesista estaria com preguiça de subir com os fármacos.
Alegou que, no momento da primeira castração, o cirurgião responsável pela minha gata ainda não havia chegado, o que não justifica a recusa, já que ele já estava presente quando a cessão do CC foi negada por conta da aula.
Declarou que não poderia me favorecer pelo fato de eu ser estagiária. Esclareci que não sou mais estagiária há tempos e que estava pagando o valor integral pelo atendimento.
Questionou-me por que, tendo feito o curso de auxiliar do CDMV, eu deveria saber que os espaços eram equivalentes.
Considero esse posicionamento da coordenação inadequado pelos seguintes motivos:
1. Tratava-se de emergência, e uma aula não deveria ter prioridade sobre um procedimento cirúrgico urgente.
2. Ainda que os centros cirúrgicos tenham estrutura semelhante, em uma emergência a transferência da paciente e o deslocamento dos fármacos tornam o processo mais demorado do que operar diretamente no CC já preparado, o que atrasou a entrada da minha gata, que só ocorreu às 13h26.
3. A afirmação de que a anestesista estaria com preguiça de subir com os fármacos é desrespeitosa e injusta. Conheço a conduta profissional dela, que atuou por muito tempo em emergência e urgência, inclusive na Ambulare. Do ponto de vista técnico, subir com os fármacos de fato torna o processo mais lento do que levar a paciente ao CC já estruturado.
4. Ser (ou ter sido) estagiária não deveria interferir no atendimento de emergência de um animal cujo tutor paga integralmente pelo serviço, e o questionamento sobre o meu curso, naquele contexto, foi desrespeitoso.
Ressalto que pagarei o valor integral pelo atendimento. Meu objetivo com esta reclamação não é financeiro, e sim que a situação seja formalmente analisada, para que protocolos de priorização de emergências sejam revistos e que casos como este não voltem a acontecer.
Solicito um retorno formal sobre as providências a serem tomadas.
Atenciosamente,
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29/08/2026