Omissão de Socorro, Falha Crítica de Segurança e Acidente com menor na piscina aquecida do HOTEL VILLAGE LE CANTON

Respondida
Niterói - RJ
13/07/2026 às 14:29
ID: 253783273
Minha filha, Gabriela, de apenas 4 anos, teve o pé abruptamente sugado e preso no ralo de sucção da piscina aquecida do complexo, no Village Le Canton. O evento gerou um cenário de absoluto horror: a Gabriela chorava desesperada, com um pé preso dentro do ralo de sucção, clamando por socorro diante da dor que sentia e do pânico que se encontrava.
Ao presenciar a cena, meu filho Gustavo, de 7 anos, entrou em estado de choque e pânico absoluto, gritando SOCORRO e chorando descontroladamente ao ver o perigo que a irmã corria. Uma amiga e hóspede que estava no local com meus filhos e as suas meninas, tentava acalmá-los e já que não conseguiu tirar o pé da Gabriela assim que aconteceu. Diante do desespero, o pai das crianças se jogou imediatamente na piscina, de bermuda e com todos os pertences, mas tentou arrancá-la em vão, pois a força da sucção da bomba era absurdamente forte.
A gravidade do fato se acentua pela omissão do salva-vidas do hotel. Mesmo com os gritos de socorro das crianças e a corrida frenética da família e amigos em direção à piscina, o salva-vidas sequer se moveu. Ele só apareceu porque eu mesma retornei correndo e gritei diretamente por ele implorando por ajuda e que o mesmo desligasse a bomba da piscina.
Ainda assim, o funcionário apesar de ter ido ao local do acidente, permaneceu completamente sem reação e não desligou a bomba da piscina, deixando, inclusive, de acionar o botão de emergência que deveria ser de seu pleno conhecimento.
A bomba só foi desligada porque um outro funcionário, vindo da área externa, percebeu a aglomeração e os nossos gritos desesperados pedindo para pararem a bomba da piscina, tomando a atitude de desligar o equipamento.
No mesmo dia do ocorrido, fiz questão de procurar um responsável do hotel, já que em momento algum fomos procurados por nenhum funcionário para saber como estávamos e se precisávamos de alguma ajuda, médico ou até mesmo para saber se a Gabriela estava bem, e relatar todo esse absurdo ao Gerente Alan, que admitiu estar surpreso pois o salva-vidas deveria ter desligado a bomba imediatamente através do botão de emergência.
Este gerente informou, inclusive, que toda a equipe havia passado por um treinamento naquela mesma semana devido à inauguração do novo complexo aquático do Le Canton, evidenciando a falha crônica no treinamento da empresa. Apesar de ter relatado o acidente e o risco iminente de acontecer com outros hóspedes, as duas piscinas não foram interditadas e, inclusive, ao chegar no local do ocorrido comigo para ver o ralo, duas crianças sozinhas estavam brincando no local e nada foi feito, nem se quer alertado.
No check-out, abordei mais uma vez o caso a outro Gerente, o Sr. Lucas, que pediu desculpas em nome do hotel e afirmou que já no dia seguinte fariam a alteração no ralo da piscina para colocação de uma grelha, reconhecendo o perigo latente do local.
Contudo, constatamos com profunda indignação que as duas piscinas aquecidas, idênticas, continuaram abertas ao público, sem interdição, sem sinalização e com crianças desacompanhadas expostas ao mesmo risco de [Editado pelo Reclame Aqui].
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Resposta da empresa
18/07/2026 às 11:31
Prezada Sra. Patrícia,
Lamentamos sinceramente pelo ocorrido e pelos transtornos vivenciados por sua família.
Nossa gestora entrou em contato por telefone para apresentar nossas desculpas e buscar um diálogo, porém compreendemos que, naquele momento, a senhora não se sentiu confortável em aceitar nosso pedido.
Respeitamos sua posição e reforçamos que permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos, mantendo nosso compromisso com a segurança, o acolhimento e a melhoria contínua de nossos processos.
Atenciosamente
Hotéis Le Canton