Respondida

Manual do Proprietário + Regimento Interno: informação incorreta? Orientação equivocada da engenharia: quem paga o custo gerado ao proprietário? Área externa do box: NUNCA pode ser molhada × pode ser lavada normalmente.

Iben Engenharia

cidade: Indaiatuba

O que aconteceu

Adquirimos um imóvel na planta e, ao receber as chaves e analisar o **Manual do Proprietário**, nos deparamos com uma orientação expressa de que a área externa do box, onde fica o vaso sanitário, **NUNCA poderia ser lavada/molhada**, devendo sua limpeza ser realizada apenas com pano úmido ou MOP.

Portanto, **não foi uma dúvida criada pelo proprietário**. A informação já constava em documento oficial entregue pela própria construtora no dia da entrega das chaves.

O assunto foi amplamente discutido durante **mais de 20 dias no grupo de moradores**, com inúmeros questionamentos e com a participação do engenheiro responsável pelo pós-obra do condomínio.

Esse engenheiro havia sido nomeado pela empresa administradora do condomínio, que, por sua vez, havia sido indicada pela construtora.

Durante todo esse período, a orientação permaneceu a mesma: deveríamos seguir o Manual do Proprietário e **a área externa do box não poderia ser molhada ou lavada**, devendo sua limpeza ser realizada com pano úmido ou MOP.

Foram feitos diversos questionamentos pelos moradores justamente porque queríamos ter segurança antes de realizar qualquer intervenção no imóvel. Mesmo assim, durante **mais de 20 dias**, a mesma orientação continuou sendo reiterada.

Em determinado momento, inclusive, o próprio engenheiro informou que, **caso fosse garantido que, ao refazer o contrapiso e a impermeabilização, a água não chegaria ao apartamento inferior, então seria possível molhar a área**.

Diante dessa orientação técnica, reiterada por mais de 20 dias, confiamos nas informações fornecidas pelos responsáveis pelo pós-obra, que afirmavam estar seguindo as orientações constantes do próprio Manual do Proprietário fornecido pela construtora.

### E aqui está o ponto fundamental:

**O banheiro não seria reformado.**

Nossa intenção inicial era apenas instalar o box, colocar os metais e fazer a decoração. **Não havia qualquer planejamento de quebrar o piso ou realizar intervenção no contrapiso.**

Entretanto, seguindo a orientação que nos foi transmitida, entendemos que seria necessário adequar o banheiro para que pudéssemos utilizar e lavar normalmente aquela área.

Por isso, **iniciamos a reforma do banheiro**.

E, apenas **1 dia após quebrarmos o piso**, recebemos a informação de que havia ocorrido um equívoco.

A orientação foi então alterada e fomos informados de que, na realidade, **a área externa do box poderia ser lavada normalmente**.

Ou seja:

**Manual do Proprietário:** a área externa do box não poderia ser lavada e deveria ser limpa com pano úmido ou MOP.

**Por mais de 20 dias:** essa informação foi discutida e reiterada no grupo de moradores, inclusive com a participação do engenheiro responsável pelo pós-obra.

**Orientação da engenharia:** caso fosse garantido que a água não chegaria ao apartamento inferior após determinadas intervenções, a área poderia ser molhada.

**Proprietário:** confiou na orientação e iniciou uma reforma que originalmente não estava prevista.

**1 dia após a quebra do piso:** fomos informados de que havia ocorrido um equívoco e que a área externa do box poderia ser lavada normalmente.

O resultado é que o proprietário passou a ter **custos e atrasos na obra** decorrentes de uma mesma orientação, transmitida e registrada diversas vezes, que posteriormente foi reconhecida como equivocada.

Não se trata, portanto, de uma obra que já pretendíamos realizar ou de uma decisão tomada por iniciativa própria.

**A intervenção no banheiro ocorreu em razão da orientação que recebemos e que foi reiterada durante mais de 20 dias.**

Além disso, a questão não envolveu apenas uma conversa informal. A informação estava relacionada ao **Manual do Proprietário e ao Regimento Interno**, documentos utilizados para orientar os moradores, e foi também sustentada nas discussões pela engenharia responsável pelo pós-obra.

Por isso, fazemos uma pergunta objetiva:

**Se o proprietário seguiu uma orientação constante da documentação do empreendimento e reiterada pela engenharia responsável pelo pós-obra, e posteriormente essa orientação foi reconhecida como equivocada, quem deve arcar com os custos gerados por esse erro?**

### Tentativas de solução

Antes de recorrer ao Reclame AQUI, buscamos solucionar a questão administrativamente.

O assunto também foi levado ao **CEJUSC**, em tentativa de conciliação. As partes foram devidamente intimadas, porém **a construtora não compareceu à audiência**. A administradora responsável pela contratação do engenheiro compareceu, mas, sem a presença da construtora, não foi possível chegar a uma solução efetiva.

Posteriormente, encaminhamos **notificação extrajudicial à construtora**, concedendo prazo para manifestação e solução da questão.

### O que esperamos da construtora

Esperamos que a construtora:

* **reconheça os custos e transtornos decorrentes dessa orientação;**

* **apresente uma solução para o ressarcimento dos valores gastos em razão da orientação equivocada.**

* **reveja a questão da garantia do banheiro

O proprietário simplesmente seguiu as orientações que lhe foram fornecidas pelos responsáveis pelo empreendimento.

**Não é razoável que o proprietário arque sozinho com os custos decorrentes de uma orientação que foi reiteradamente confirmada e, apenas depois do início da obra, reconhecida como um equívoco.**

Nosso objetivo é obter uma **solução definitiva para o problema**.

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. Iben Engenharia respondeu

    17/09/2026 às 08:55

    Olá, Fabrina.

    Recebemos sua manifestação e compreendemos os pontos apresentados em relação às orientações sobre o uso e a limpeza do banheiro.

    Conforme já esclarecido, a redação do Manual do Proprietário foi posteriormente atualizada com o objetivo de tornar mais claras e detalhadas as orientações de limpeza. Essa atualização, no entanto, não representou alteração nas características construtivas do banheiro ou no sistema de impermeabilização originalmente executado.

    O Manual do Proprietário já identificava a existência de impermeabilização nos banheiros e também orientava a não quebrar ou perfurar pisos e revestimentos das áreas impermeabilizadas. Em nenhum momento houve orientação da iBen para retirada do revestimento ou realização de intervenção no piso como medida necessária para utilização ou limpeza do banheiro.

    Sobre as demais orientações mencionadas em sua manifestação, esclarecemos que o profissional citado não integra a equipe da iBen e que os comunicados anteriormente divulgados pela Administração do Condomínio e por empresa terceira sobre esse tema não foram elaborados ou emitidos pela construtora.

    Em relação especificamente à intervenção realizada em sua unidade, o primeiro contato com a iBen sobre a retirada do revestimento ocorreu após a execução do serviço. Dessa forma, a construtora não teve a oportunidade de avaliar previamente a necessidade da intervenção ou orientar qualquer procedimento antes de sua realização.

    Lamentamos que a situação tenha gerado insatisfação e reforçamos que as orientações oficiais da iBen sobre o imóvel são aquelas disponibilizadas diretamente pela construtora por meio do Manual do Proprietário, comunicados oficiais e canais de atendimento.

    Permanecemos à disposição por nossos canais oficiais para os esclarecimentos necessários.

    Atenciosamente,

    iBen Engenharia