O que aconteceu
Relato de indignação contra a corretora BRK/ReMax
Gostaria de expressar minha profunda indignação e total insatisfação com os serviços prestados pela corretora BRK/ReMax, responsável pela administração do imóvel que aluguei. Durante todo o período em que estive sob sua gestão, enfrentei inúmeros problemas que comprometeram seriamente minha experiência como locatária e evidenciaram a falta de profissionalismo, organização e respeito esperados de uma empresa do ramo imobiliário.
Desde o início da locação, tornou-se evidente um padrão recorrente de atraso ou ausência completa de respostas. Sempre que houve necessidade de reparos no imóvel, ajustes contratuais ou mesmo comunicações básicas, a interação com a corretora foi extremamente ineficaz. Em diversas ocasiões, precisei de intervenções urgentes e obrigatórias, como a simples emissão de procuração para escolha de vaga de garagem, participação em votações de assembleias, ou o repasse de informações ao proprietário sobre manutenções necessárias no imóvel. Ainda assim, cerca de 95% das tentativas de contato não obtiveram sequer resposta, quanto mais a efetiva resolução das demandas. Era necessário insistir repetidamente, quase implorar, para que informações importantes fossem repassadas ao proprietário.
Outro ponto extremamente grave foi a falta de transparência e organização na administração financeira do contrato. Ao longo de anos, a corretora enviou boletos com valores incoerentes em relação ao contrato firmado. Mês após mês, fomos obrigados a alertar sobre cobranças indevidas, tanto para valores maiores quanto menores. Caso não houvesse nossa constante conferência, honestidade e comprometimento, o próprio proprietário teria sido prejudicado financeiramente de forma significativa, não apenas nós, inquilinos.
O nível de descuido foi tão grande que elaboramos uma planilha detalhada com toda a movimentação de pagamentos ao longo de um ano, a fim de demonstrar à corretora o desgaste mental e físico causado por essa situação. Esse estresse recorrente gerou impactos diretos na nossa saúde, incluindo episódios de alta pressão arterial e até ida ao hospital por parte do meu esposo, devido ao nervosismo constante de não poder confiar nos boletos e precisar, todos os meses, solicitar correções para que o pagamento fosse feito corretamente ao proprietário.
Além disso, nunca fomos devidamente informados sobre a mudança da administração de BRK para ReMax, o que fez com que nosso contrato passasse a ser tratado sem qualquer individualidade. Recebíamos respostas genéricas e cobranças abusivas e infundadas. Houve tentativas de reajustes indevidos, fora dos prazos e condições contratuais, sem qualquer esclarecimento ou justificativa legal, configurando claro desrespeito aos direitos do locatário.
Após anos acumulando frustração, desgaste emocional e problemas de saúde causados pela recorrente irresponsabilidade da corretora, decidimos encerrar a locação e nos mudar. O aviso de saída foi realizado com antecedência de 30 dias, conforme previsto em contrato, e todo o planejamento pessoal, financeiro e profissional foi organizado para que a entrega do imóvel ocorresse corretamente até o dia 05/12/2025, data estipulada para a entrega das chaves.
O imóvel foi entregue com limpeza profissional e pintura, em estado igual ou superior ao recebido. Durante o processo de mudança, priorizamos o cuidado com o imóvel que estávamos deixando, tratando-o com zelo e respeito, como se fosse nosso. Nenhuma modificação foi realizada durante a locação, e o apartamento foi devolvido exatamente conforme recebido, totalmente limpo. Para resguardar a situação, registrei em vídeo todas as etapas, inclusive o estado do imóvel no dia da entrega.
Durante todo o mês que antecedeu a saída, mantive contato frequente com a corretora, esclarecendo dúvidas sobre encerramento de contrato, desligamento de serviços como a Enel, boletos pendentes e procedimentos finais, sempre cumprindo rigorosamente minha parte. Ainda assim, no dia 05/12/25, com entrega agendada para as 09:00, ninguém compareceu. Tentei contato por WhatsApp e telefone, sem qualquer retorno. Após aguardar até 09:40, perdendo horário de trabalho, fui embora e deixei aviso com o zelador do prédio e ciência ao locador por e-mail.
Somente após minha saída fui informada de que deveria entregar as chaves em uma nova administradora, que não era nem BRK nem ReMax. Ou seja, após 30 dias de conversas, perguntas e tentativas de fazer tudo corretamente, novamente fui obrigada a adivinhar o procedimento. Não houve qualquer proatividade da corretora em informar o local correto, o endereço ou quem seria responsável pelo recebimento. Perguntei mais de uma vez sobre horário e responsável na portaria, sem obter resposta adequada. Ressalto que, na entrada do imóvel, as chaves foram entregues no próprio apartamento e todo o contrato foi feito de forma online.
Por não poder perder mais horas de trabalho, sugeri alternativas para retirada das chaves, todas negadas. Assim, no dia 08/12/25, me dirigi pessoalmente ao endereço da nova administradora para realizar a entrega. A funcionária que nos atendeu relatou, inclusive, os próprios problemas enfrentados por eles com a BRK/ReMax, demonstrou compreensão da situação e formalizou a entrega das chaves considerando corretamente a data de 05/12, reconhecendo que houve falha de comunicação da antiga administradora.
Em seguida, foi agendada a vistoria de saída, dentro do prazo de 48 horas úteis. Recebi confirmação às 08:00 de que o vistoriador estaria na portaria às 09:00. Cheguei com 10 minutos de antecedência e aguardei por mais 40 minutos, sem que ninguém aparecesse ou sequer avisasse sobre atraso. Mais uma vez, perdi tempo de trabalho sem qualquer consideração. Fui embora, e apenas mais tarde fui informada de que o vistoriador havia ido ao apartamento. Solicitaram autorização para entrada com o zelador, e a vistoria foi realizada sem nossa presença.
O problema surgiu ao recebermos o laudo, no qual foram apontadas inconformidades que já existiam na vistoria de entrada ou que caracterizam desgaste natural do imóvel, como: adesivos decorativos no teto de um quarto, ponto sem lâmpada (inclusive deixei uma lâmpada extra), desgaste natural da porta do banheiro, marca retangular no piso padrão comum em todos os apartamentos do condomínio devido à posição do guarda-roupa e incidência do sol além de furos em paredes da cozinha, lavanderia e sacada, todos já existentes anteriormente.
Conforme a Lei do Inquilinato, não sou obrigada a reparar danos preexistentes ou desgaste natural. Contudo, mesmo apresentando imagens da vistoria de entrada comprovando que todos esses itens já existiam, recebi reiteradamente a mesma resposta, a cada dois dias: de que o laudo do vistoriador estava correto e seria cobrado, sem qualquer esforço de comparação entre as vistorias ou possibilidade de revisão.
Não me oponho às inconformidades por questão financeira, pois sempre demonstramos honestidade e zelo, inclusive protegendo financeiramente o próprio proprietário ao longo dos anos. O que não aceito é o tom abusivo, irredutível e a recusa em realizar o mínimo esperado, que é a comparação objetiva entre os laudos de entrada e saída, cujas imagens deixam claro que nada foi alterado por nós.
Como agravante, durante cinco anos pagando tudo rigorosamente em dia, passamos por constrangimentos constantes no condomínio. Nunca pudemos escolher boas vagas de garagem, ficando sempre com as últimas disponíveis, que causaram danos ao veículo devido à queda de galhos, folhas e frutos, além da quebra do para-brisa, cujo prejuízo ficou integralmente conosco. Também fomos impedidos de participar de votações em assembleias e de usufruir áreas comuns como salão de festas e churrasqueiras, apesar de termos direito, devido a atrasos de meses no repasse de valores ao condomínio por parte da administradora, situação que já existia antes mesmo da nossa entrada no imóvel.
Desde então, até a presente data (19/12/25), os acontecimentos continuam sendo marcados por frustração, descaso e total falta de responsabilidade por parte da corretora. O laudo de saída foi elaborado com extremo rigor, incluindo fotos de alta resolução e equipamentos de verificação, padrões que jamais foram adotados na vistoria de entrada, demonstrando tratamento desigual.
Por fim, ressalto a falta de empatia, respeito e consideração por parte dos atendentes da BRK/ReMax durante todo o relacionamento contratual. Em nenhum momento foram considerados os impactos pessoais, emocionais, profissionais e financeiros causados por seus erros e omissões.
Diante de todos esses fatos, torno pública minha insatisfação e denúncia quanto à conduta da corretora BRK/ReMax, que falhou gravemente na administração do imóvel e comprometeu a confiança e segurança que são fundamentais em qualquer relação de locação. Espero que este relato sirva de alerta a outros locatários e que a empresa seja responsabilizada, evitando que outras pessoas passem pelos mesmos transtornos que enfrentamos.