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Gestão desorganizada e inflexível prejudica continuidade da assistência e afasta profissionais

Inova Saude - Cooperativa de Trabalho de Servicos Especializados Na Area da Saude

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Gestão desorganizada, inflexível e prejudicial à continuidade da assistência

Temos enfrentado problemas recorrentes de desorganização, inflexibilidade e comunicação inadequada com as profissionais, e isso já está trazendo consequências concretas para a continuidade e para a qualidade da assistência.

Não se trata de uma reclamação isolada sobre uma escala específica. O problema é a forma de gestão da cooperativa, que vem causando rotatividade excessiva, perda de boas profissionais e substituições constantes por técnicas que não conhecem a paciente, sua rotina e seus procedimentos.

Já perdemos várias técnicas justamente por causa da forma como a Inova se relaciona com elas.

Um dos casos mais recentes envolve a técnica Thiffany, profissional de quem gostamos muito, em quem confiamos e que já conhece toda a rotina da paciente.

Ela precisou de uma profissional coringa para cobrir um plantão e informou previamente a gestora da Inova. Em vez de buscar uma substituta, a resposta foi que ela teria que comparecer ao plantão de qualquer forma.

Diante da impossibilidade de comparecimento, Thiffany informou que não conseguiria realizar aquele plantão. A reação da gestora foi retirá-la imediatamente do grupo e da escala da paciente.

Considero essa atitude completamente desproporcional.

Uma boa profissional, já ambientada, que conhece a paciente e com quem a família está satisfeita, foi simplesmente excluída da escala por causa de uma necessidade pontual de substituição.

Já informei expressamente à Inova que quero a Thiffany de volta na escala, e espero que essa solicitação seja respeitada.

Essa não foi a única situação.

Outra técnica reclamou que seu pagamento estava atrasado e também foi retirada da escala. Isso passa uma impressão extremamente ruim e ajuda a explicar por que profissionais que poderiam permanecer acabam deixando a cooperativa.

Também tivemos recentemente uma situação ainda mais difícil de compreender.

Uma técnica que estava atuando como coringa informou que poderia permanecer no plantão do dia seguinte e que, a partir da semana seguinte, também teria disponibilidade para entrar na escala.

Ao mesmo tempo, a profissional que estava escalada para o plantão seguinte informou que já possuía outro compromisso e não teria disponibilidade.

Ou seja: havia uma profissional já presente, disponível e disposta a permanecer, enquanto a outra profissional expressava claramente sua dificuldade em comparecer.

Mesmo assim, a Inova foi novamente completamente inflexível, recusou a permanência da coringa e insistiu para que a outra técnica comparecesse ao plantão.

Não consigo compreender qual benefício esse tipo de decisão traz para a paciente, para as profissionais ou para a própria cooperativa.

Sempre que surge necessidade de uma coringa, tento colaborar e envio uma lista de técnicas que conheço ou que foram indicadas, justamente para evitar que uma pessoa totalmente desconhecida assuma os cuidados da paciente.

Essas indicações, entretanto, parecem ser simplesmente ignoradas.

As vagas são colocadas em grupos de WhatsApp e, na prática, acaba vindo quem estiver disponível naquele momento, independentemente de conhecer ou não a rotina da paciente.

Isso é especialmente preocupante porque minha mãe necessita de cuidados que exigem conhecimento técnico. Ela possui **acesso venoso profundo e realiza antibioticoterapia venosa em casa.

Já recebemos profissional coringa que não sabia sequer realizar corretamente a salinização do acesso.

Esse tipo de situação é inadmissível.

Além disso, quando uma técnica nova chega para assumir um plantão, não há uma profissional de ambientação acompanhando essa entrada para explicar detalhadamente os procedimentos, medicamentos, equipamentos e particularidades da paciente.

A profissional simplesmente chega e precisa compreender toda a rotina durante o próprio plantão.

Home care não pode ser tratado como simples preenchimento de escala. Existe uma paciente que depende dessas profissionais e, quanto maior a estabilidade da equipe, maior a segurança e a qualidade da assistência.

O resultado da forma como a Inova vem administrando a equipe é justamente o contrário do que deveria ocorrer: boas profissionais saem, a rotatividade aumenta e a paciente precisa ser constantemente atendida por pessoas que não conhece e que não conhecem seus cuidados.

A família já está, inclusive, buscando alternativas e avaliando outras cooperativas, porque não podemos continuar dependendo de uma gestão que transforma qualquer dificuldade de escala ou divergência com uma profissional em conflito e substituição.

Nossa preferência seria manter uma equipe estável e evitar novas mudanças, mas a forma como a Inova vem conduzindo essas situações está tornando isso cada vez mais difícil.

Solicito objetivamente:

1. Retorno da técnica Thiffany à escala da paciente, conforme já solicitado pela família;

2. Revisão da forma como faltas, substituições e necessidades de coringa são administradas;

3. Maior flexibilidade e diálogo com as profissionais antes de simplesmente retirá-las da escala;

4. Que técnicas indicadas pela família sejam efetivamente contatadas e avaliadas;

5. Prioridade para profissionais que já conhecem a paciente e demonstraram boa adaptação;

6. Um procedimento adequado de ambientação para novas técnicas;

7. Revisão urgente da postura e da comunicação da gestão da Inova com as profissionais.

Não estamos pedindo nenhum privilégio ou interferindo na administração interna da cooperativa.

Estamos pedindo bom senso, organização, diálogo e continuidade assistencial.

A forma atual de gestão está afastando profissionais que gostaríamos de manter e prejudicando diretamente a estabilidade da equipe que cuida da paciente.

Espero uma resposta concreta da Inova, especialmente sobre o retorno da Thiffany à escala, porque, caso essa forma de condução permaneça, teremos que efetivamente prosseguir com a substituição da cooperativa.