O que aconteceu
Realizei uma obra em minha Clínica Odontológica no mês janeiro, quebramos uma parede no meio da recepção onde ficava o ar condicionado e consequentemente foi necessário contratar uma empresa para remover a máquina (marca eletrolux) e realizar uma nova instalação em outra parede, utilizando a mesma máquina.
Contratei a empresa SubClima CNPJ:*************, a mesma que realizou a instalação inicialmente. O dono e prestador de serviços Wesley já realizou alguns trabalhos para mim e ganhou a confiança.
O orçamento cobrado para nova instalação foi de R$*******,00.
Wesley retirou a máquina para derrubarem a parede dia 04/01/22.
Dia 23/01/22 Wesley foi realizar as passagens de canos e fios.
Após a instalação troquei algumas msgs com Wesley querendo saber quando ele retornaria para colocar a máquina na parede. Wesley sempre dizendo que precisava ver agenda e me retornaria.
Até então eu não tinha acertado nenhum valor com ele. Enviava msgs e áudios pedindo para que ele fosse até a clínica colocar o ar na parede porque estava muito quente e estávamos com pintores, gesseiro e precisávamos instalar o jardim vertical na parede que ficaria a máquina de ar.
Wesley disse que o serviço dele seria o último, que quando tudo estivesse pintado e instalado ele iria colocar a máquina na parede, que era coisa simples.
Tudo ficou pronto e pedi para que ele viesse colocar a máquina, entramos novamente na questão da agenda dele lotada de serviços.
A clínica estava pronta e quente, então foi quando disse a ele que se não viesse instalar, procuraria outro prestador de serviços. Que o valor que devia a ele era de R$*******,00, que se o prestador que instalasse a máquina me cobrasse qualquer valor, eu abateria do que deveria acertar para a empresa SubClima.
Neste momento Wesley encontrou horário na agenda e veio a minha clínica com outro funcionário.
Dia 02/04/22 por volta das 17:00 chegaram para instalar a máquina e eu acompanhando o serviço notei um líquido no chão preto. Eles andavam e aquilo era pisoteado.
Wesley não protegeu o chão com nada, nem plástico, nem papelão, nada.
A clínica foi ficando suja e eu o questionei: Wesley o que é isso?
Ele tranquilamente me respondeu que era óleo da máquina.
Eu perguntei se saia, ele disse que sairia com bucha e detergente neutro.
Foram embora sem limpar o chão e eu me prontifiquei a limpar da forma que ele disse, com água, bucha e detergente neutro.
Fechei a clínica. Terça feira trabalhei em outra clínica. Quarta, quinta e sexta estive em curso, fui chegar na clínica no sábado para atender uma paciente. Quando entrei na recepção o chão estava completamente manchado e as manchas são irregulares, como disse acima, eles pisaram em cima do óleo enquanto instalavam a máquina e pisotearam a recepção inteira.
No mesmo momento liguei para Wesley, filmei, mandei fotos dos danos que haviam no meu piso.
Wesley em áudios de WhatsApp me pediu desculpas e enviou o mesmo funcionário que havia instalado a máquina com ele.
O funcionário chegou com um produto e começou a esfregar as manchas. Quanto mais ele passava, pior ficava, porque o porcelanato vizinho ia ficando esbranquiçado.
O funcionário parou por alguns minutos para fumar um cigarro e ligou para Wesley, seu patrão. Em poucos minutos de conversa o funcionário entrou na clínica e bem alterado disse que iria embora, porque não aguentava mais ser humilhado e mal tratado por Wesley. Que ele estava fazendo um favor a ele em pleno sábado e estava sendo humilhado. O funcionário deixou o produto e foi embora.
Liguei para Wesley na hora e o mesmo me disse: Estou cansado de contratar mão de obra barata e colocou a culpa do ocorrido em seu funcionário.
Quero ressaltar aqui que: Wesley realizou todo o serviço de canos, fios e instalação da máquina na parede. O funcionário que ele culpou foi o único que teve ação em me pedir uma vassoura para retirar os restos de fios no dia da colocação da máquina na parede. O funcionário apenas passou a vassoura no lixo que estava no chão, consequentemente espalhou mais o óleo que Wesley derramou.
Em áudios e conversar via WhatsApp, Wesley assume seu erro, diz que deveria ter protegido o chão e que havia causado um dano a meu estabelecimento.
Disse a mim que arcaria com a troca do piso, que estava envergonhado, que isso nunca havia acontecido. Wesley ainda me questionou se eu gostaria do valor de R$*******,00 que paguei pelo serviço de volta e eu prontamente disse que não, que o ar condicionado estava funcionando perfeitamente, que meu problema com ele não era o ar condicionado e sim o dano causado ao piso.
Como relatei acima, Wesley já realizou serviços anteriores para mim, nossa relação sempre foi boa. Eu disse a ele que não queria prejudicá-lo, que tentaria recorrer a Fábrica Delta Porcelanatos para que viesse avaliar o piso e ver se teria alguma possibilidade de restauração.
Contatei a fábrica que enviou um técnico no dia 12/05/22. Assim que o técnico Eduardo se deparou com as manchas me questionou: Isso é ataque químico, caiu alguma coisa que danificou o piso e não tem o que fazer a não ser remover as peças.
A Delta Porcelanatos me enviou um laudo no dia 18/05/22.
No mesmo dia enviei para Wesley. Que novamente por áudios e mensagens se desculpou pelo ocorrido e assumiu novamente o dano que causou.
Dia 27/05/22 Wesley foi até meu consultório para podermos entrar em um acordo.
Quero ressaltar que não em momento algum quero algo além do que gastei. Em conversa com Wesley disse a ele que não poderia fechar a clínica devido às cirurgias e atendimentos. Por WhatsApp passei a Wesley o valor gasto com Pedreiro (remoção do piso antigo e colocação do piso novo). Balcão instalado em cima do piso novo.
Pintura. Valor gasto com piso, tinta e gesseiro.
Levantei os valores que gastei com os itens acima e solicitei que a arquiteta responsável entrasse em contato com ele para enviar todas as notas. Wesley desligou na cara dela.
Em seguida, via WhatsApp enviei um áudio dizendo que a postura dele estava errada, que desde o início minha intenção não era prejudicá-lo e que não gostaria de protocolar uma reclamação em PROCON e Reclame aqui, porque não seria bom para futuros negócios para sua empresa.
(O jardim vertical que foi instalado na parede que fica o ar tem pelo menos R$10.*******,00 e em momento algum coloquei isso para ele. Penso que em meio a uma obra que vai levantar muita poeira, se proteger bem as plantas, não terei nenhum problema).
Wesley me propôs que ele levaria um pedreiro e compraria o piso. Neguei a proposta primeiramente por NÃO poder fechar a clínica aos atendimentos e também por não saber quem seria o pedreiro. Em um consultório todos os equipamentos são de grande valor e não deixaria um desconhecimento lá dentro.
Disse a Wesley que se fosse fechar a clínica quando ele bem entendesse, que seria obrigada a colocar todos os valores de atendimentos que deixaria de realizar por todos os dias que estivéssemos em uma nova obra, o que com certeza triplicaria que o cobrei. (Apenas as notas do que gastei na obra que EU planejei).
Desde dia 01/08/22 o grupo de advogados que trabalham para mim tentaram contato via telefone (fixo da empresa e celular de Wesley) e não tiveram nenhum retorno. Hoje dia 04/08/22, uma das advogadas o notificou via WhatsApp e solicitou retorno.
Wesley prontamente ligou para a Dra e para nossa supresa negou qualquer culpa e envolvimento dos danos causados. Disse que eu poderia procurar meus direitos e que seria a palavra dele contra a minha. Ressalto que: Toda a conversa, desde contratação dos serviços da empresa SubClima, nota fiscal, dano causado, laudo da fábrica Delta Porcelanatos, vídeos, fotos e Wesley se desculpando e assumindo o dano, estão salvas via WhatsApp e serão protocoladas no processo.
Neste momento, minha apelação e reclamação é um alerta para novos clientes. Espero que a empresa SubClima tenha mais cuidado e respeito pelos consumidores e não cause mais nenhum problema.
O processo que moverei não será mais apenas no valor que gastei, pois faço questão em agendar a obra para daqui alguns dias e colocarei cada centavo que não receberei devido a poeira, quebradeira de piso e sujeira. Somos uma clínica de respeito e jamais atenderíamos nenhum paciente em meio ao caos.
Sem mais,
Dra. Wanessa Abrantes Bomtempo.