Reclamação sobre substituição de equipe médica e fisioterapia em Home Care para criança com TEA

Não respondida
Sorocaba - SP
14/07/2026 às 16:48
ID: 253908749
À Ouvidoria da ISA Saúde
Venho, por meio desta, registrar uma manifestação referente ao atendimento prestado à minha filha pelo serviço de Home Care da ISA Saúde.
Antes de tudo, gostaria de destacar que reconheço a importância do serviço de assistência domiciliar e o trabalho desempenhado pelos profissionais envolvidos. No entanto, algumas decisões recentes têm causado grande preocupação à nossa família e, principalmente, impactos significativos na saúde e no bem-estar da paciente.
Minha filha é uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), faz acompanhamento com neuropediatra e apresenta importante dificuldade de adaptação a mudanças. Atualmente, encontra-se em uso de Neosine e vem apresentando um quadro de intenso estresse emocional. Em razão de duas idas ao hospital, a paciente desencadeou um estresse muito grande, passando a arrancar os cabelos de forma incontrolável, o que evidencia o quanto alterações na sua rotina e nos vínculos com os profissionais podem repercutir negativamente em sua saúde.
Diante desse contexto, causa-nos preocupação a substituição da médica pediatra, profissional que já conhecia o histórico clínico da paciente e com quem havia sido estabelecido um vínculo de confiança. Respeitosamente, solicito que seja revista essa decisão e que seja restabelecido o atendimento pediátrico, considerando as necessidades específicas da paciente e a importância da continuidade do cuidado.
Também fomos informados sobre mudanças na equipe de fisioterapia. Gostaria de solicitar que a equipe atualmente responsável pelo atendimento seja mantida, pois a paciente já criou vínculo com esses profissionais. Na avaliação da família, não há necessidade de reestruturação da equipe neste momento. A continuidade dos profissionais favorece a evolução do tratamento e reduz o sofrimento causado por mudanças desnecessárias.
Em relação ao atendimento domiciliar, compreendemos que podem existir situações em que o encaminhamento ao hospital seja clinicamente necessário. No entanto, esperamos que, sempre que possível e seguro, o objetivo principal do Home Care prestar assistência na residência seja preservado, evitando deslocamentos que possam gerar ainda mais desgaste para a paciente.
Nossa maior preocupação é que as decisões relacionadas ao atendimento sejam tomadas considerando, em primeiro lugar, as necessidades da paciente e seu contexto clínico, com diálogo e participação da família. Em alguns momentos, temos a impressão de que as alterações realizadas priorizam questões administrativas, quando o mais importante deveria ser a individualidade da paciente e a continuidade de um cuidado humanizado.
Dessa forma, solicitamos que a Ouvidoria avalie este caso com sensibilidade e atenção, adotando as medidas necessárias para:
* Restabelecer o atendimento médica pediátra;
* Manter a equipe multiprofissional atualmente vinculada à paciente, especialmente a equipe de fisioterapia, evitando mudanças que possam comprometer seu equilíbrio emocional e sua evolução terapêutica;
* Garantir que futuras alterações na assistência sejam discutidas previamente com a família, considerando as particularidades da paciente e os impactos que mudanças podem causar.
Nosso objetivo não é criar obstáculos ao trabalho da equipe, mas assegurar que a assistência seja pautada na continuidade do cuidado, na humanização e no respeito às necessidades de uma criança com TEA, que depende de estabilidade, previsibilidade e vínculos para alcançar bons resultados em seu tratamento.
Agradeço a atenção e aguardo um retorno da Ouvidoria, na expectativa de que possamos construir, em conjunto, a melhor solução para a paciente.