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Voltei na 100 Limites e tive uma experiência péssima com o guia

JALAPAO 100 LIMITES

cidade: Florianópolis

O que aconteceu

Já tinha ido ao Jalapão com a 100 Limites e gostado muito, em grande parte por causa do guia Idelvan. Ele contava tudo sobre os lugares, a fauna e a vegetação, avisava quando a estrada ia piorar e estava sempre pronto para tirar nossas fotos e indicar os melhores pontos e poses (voltamos com fotos lindas da viagem). Por isso voltei, agora com meus pais idosos. Paguei mais caro por um roteiro privativo e personalizado por causa disso e avisei a agência sobre a idade deles.

Dessa vez foi uma decepção. O guia chegou atrasado para nos buscar no início do passeio e não se explicou nem pediu desculpas. Em outro dia, ao nos buscar na pousada, parou numa distribuidora a poucos metros da entrada e, em vez de vir até nós, ligou pedindo que alguém do grupo levasse a caixa térmica até ele. Colocou música alta sem perguntar o que a gente preferia e nunca avisava quando vinha trecho difícil; minha mãe bateu a cabeça no teto do carro pelo menos duas vezes. Nos atrativos, só desembarcava. Não explicava nada sobre o local (no máximo, como seria a refeição), não fazia cortesias como abrir o porta-malas e não se ofereceu nenhuma vez para tirar fotos. Na prática, foi um motorista, e quando conversava era para falar dos próprios negócios e dos imóveis que tinha à venda (nos dando uma impressão bastante desconfortável de querer oferecer essas propriedades para compra durante nosso passeio).

O pior foi o tratamento com meu pai, de 72 anos. A estrada do Jalapão é difícil, a agência avisa, e nunca reclamamos da empresa por isso. Mas, quando meu pai comentou o desconforto, o guia passou a tratá-lo com impaciência: às vezes respondia com grosseria, às vezes fingia não ouvir. Chegou a dizer que "falar, até papagaio fala". Quando o ar-condicionado quebrou e meu pai perguntou questionou as razões do ocorrido, ouviu que devia "parar de falar besteira". Até na parada num posto, com meus pais lanchando, ele apressou a saída, sem pressa nenhuma que justificasse, pois havíamos encerrado o roteiro antes do fim e voltaríamos para Palmas muito antes do previsto inicialmente.

Se a agência não tem guias preparados para receber idosos, deveria avisar antes de vender o pacote e recusar o cliente. Mas quem não sabe lidar com uma crítica ou com o desconforto de um passageiro provavelmente vai agir igual com crianças, pessoas com deficiência ou qualquer um que precise de um pouco mais de atenção.

Eu indicava essa empresa sem ressalva nenhuma. Hoje não indico mais, porque a experiência pode ser ótima ou péssima, dependendo do guia que você tiver.