Em réplica

Jeep Wrangler com problemas desde novo, precisando de ajuda

Jeep do Brasil

cidade: Taquarituba

O que aconteceu

À equipe de Relacionamento com o Cliente Jeep Brasil,

Gostaria de expressar minha profunda preocupação e um certo desapontamento em relação ao meu Jeep Wrangler Rubicon 2025, adquirido recentemente.

Somos clientes fiéis e entusiastas do grupo Stellantis, mantendo atualmente uma frota de 05 veículos da marca (duas RAM 3500 , uma RAM 2500 2009 e um Compass Trailhawk). No entanto, a experiência com o Wrangler, que deveria ser o topo da nossa garagem, tem nos deixado inquietos.

O veículo tem sido atendido pela Europa Motors, em Campinas. Percebemos e agradecemos o esforço da concessionária em nos ajudar, mas notamos que, por se tratar de um veículo de nicho com baixo volume de vendas, a rede local sente uma natural falta de preparo e receio técnico para lidar com as particularidades do Wrangler.

Os problemas que o carro apresenta são graves e, conforme pesquisas em boletins técnicos internacionais (NHTSA e Stellantis USA), são conhecidos e possuem protocolos de solução, mas exigem uma atenção que só a engenharia da fábrica pode oferecer:

Segurança (Sistema de Freios): O pedal apresenta um curso excessivamente longo e sensação esponjosa. Em um veículo deste porte, isso gera um risco real de acidentes. Existem "Star Cases" nos EUA (como o S2305000007) que tratam justamente da falha de pressão no módulo HCU/Cilindro Mestre.

Motor e Arrefecimento: O motor apresenta um ruído metálico (tec-tec) acentuado em partidas a frio e um odor persistente de fluido de arrefecimento. Como utilizo o veículo com frequência em nossa fazenda, em locais de difícil acesso e sem sinal de celular, a insegurança de uma pane no cabeçote ou um superaquecimento por vazamento é motivo de grande ansiedade para minha família.

Integridade Estrutural: Identificamos trincas simétricas na selagem da carroceria (colunas traseiras), problema este que já possui boletins técnicos sobre falha no "seam sealer" de fábrica na plataforma JL.

Conforto e Vedação: Há uma entrada descontrolada de ar externo em alta velocidade e infiltração excessiva de poeira pela tampa traseira, além de ruídos internos no painel que a rede ainda não conseguiu sanar.

Não temos a intenção de judicializar ou criar conflitos, mas precisamos que a Jeep Brasil dê um suporte direto à Europa Motors, enviando um engenheiro de campo ou estabelecendo um protocolo de reparo assistido pela fábrica. Nosso objetivo é apenas ter o carro com a confiabilidade que a marca Jeep sempre nos entregou.

Dado o nosso histórico com a marca e o valor do investimento neste Rubicon 2025, esperamos um olhar diferenciado para que possamos continuar sendo promotores da Jeep e da RAM em nossa região.

Fico à disposição para agendar uma avaliação conjunta com técnicos da fábrica.

Atenciosamente

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Jeep do Brasil respondeu

    28/08/2026 às 13:59

    Olá, Pedro, tudo bem?

    Protocolo de Atendimento: *****

    Ao acolhermos seu manifesto, mobilizamos a gestão da concessionária Dahruj Campinas e nossos setores técnicos para o acompanhamento prioritário do seu Jeep Wrangler.

    Recebemos seu relato referente ao comportamento do sistema de freios, ruído metálico em partidas a frio, percepção de odor relacionado ao sistema de arrefecimento, trincas na selagem da carroceria, entrada de ar e poeira no habitáculo e ruídos internos no painel, bem como sua solicitação de acompanhamento direto da engenharia da marca.

    Após análise técnica realizada pela Rede Autorizada em conjunto com os setores responsáveis da Stellantis, verificamos que todos os apontamentos foram avaliados pelos times técnicos competentes. Durante as verificações realizadas, não foram identificados vazamentos nos sistemas avaliados, os componentes inspecionados apresentaram integridade visual preservada e não foram constatados elementos que caracterizassem falha crítica ou condição efetiva de risco ao veículo.

    Em relação ao sistema de freios, as análises executadas não evidenciaram condição que caracterize comprometimento da segurança operacional do veículo. Adicionalmente, foi realizado teste comparativo com outro Jeep Wrangler de mesma configuração, sendo constatado comportamento semelhante ao relatado e compatível com os parâmetros estabelecidos pela engenharia da marca.

    Quanto aos apontamentos relacionados ao motor e ao sistema de arrefecimento, não foram constatados vazamentos durante as inspeções realizadas e os componentes avaliados apresentaram condições compatíveis com os critérios técnicos previstos para o modelo.

    Sobre os apontamentos referentes à selagem da carroceria, as avaliações executadas não apontaram evidências de defeito de fabricação ou comprometimento estrutural que demandassem intervenção da engenharia da marca.

    Em relação à entrada de ar externo, infiltração de poeira e ruídos internos mencionados, foi realizado teste comparativo com outro veículo do mesmo modelo e configuração, sendo constatado comportamento compatível com os parâmetros estabelecidos pela engenharia da marca.

    Quanto aos boletins técnicos internacionais e Star Cases mencionados em sua manifestação, esclarecemos que os procedimentos aplicáveis aos veículos comercializados no Brasil são definidos conforme as especificações técnicas, validações e critérios adotados para o mercado nacional. Após análise dos apontamentos realizados em seu veículo, não foram constatados elementos técnicos que justifiquem, neste momento, o acionamento de suporte de engenharia de campo ou a adoção de protocolo técnico extraordinário.

    Dessa forma, os apontamentos avaliados encontram-se dentro das características e parâmetros considerados pela engenharia da marca para o modelo analisado. Até o momento, não foram identificados elementos que caracterizem falha de fabricação ou que justifiquem enquadramento como caso de segurança do veículo.

    Caso permaneçam dúvidas específicas relacionadas ao sistema de freios ou a qualquer outro item mencionado, para o posicionamento oficial da Montadora ou qualquer intervenção técnica, é indispensável a realização do agendamento para a conclusão do diagnóstico físico pela Rede Autorizada, unidade capacitada para identificar a causa raiz de eventuais anomalias e aplicar os protocolos de engenharia da marca.

    Quanto à sua percepção sobre a experiência de atendimento da concessionária, conforme previsto na Lei nº 6.729/1979 (Lei Ferrari), a Montadora não possui ingerência direta sobre as atividades das concessionárias, uma vez que estas são empresas independentes, ainda que autorizadas pela marca. Registramos sua manifestação junto à nossa Gestão de Qualidade para monitoramento e aprimoramento do padrão de atendimento da rede.

    Agradecemos também pela confiança depositada na marca ao longo dos anos e pelo histórico de relacionamento com os veículos Jeep e RAM. Seu relacionamento com nossas marcas foi considerado durante toda a condução do atendimento e das análises realizadas.

    Permanecemos à disposição em todos os nossos canais oficiais para qualquer suporte adicional:

    📞 Telefone: 0800 703 7150

    💬 WhatsApp: (31) 2123-4000

    Atenciosamente,

    Maria Oliveira

    Central de Serviços ao Cliente JEEP | Reclame AQUI

  2. Consumidor respondeu

    31/08/2026 às 00:29

    Se você chegou até esta página porque sonha em comprar um Jeep Wrangler e quer saber como a marca cuida dos seus clientes, peço que leia este desabafo com muita atenção. Sempre fui cliente do segmento automotivo premium e de marcas consagradas como a Audi e a linha importada da Ford, onde o respeito, o pós-venda impecável e a preocupação genuína com o consumidor sempre foram prioridades absolutas. A compra de um Wrangler zero-quilômetro era a realização de um grande sonho de vida, um investimento de praticamente R$ 500.000,00 conquistado com trabalho e confiança. Infelizmente, esse sonho foi transformado pela Jeep do Brasil e pela concessionária Dahruj no maior pesadelo e na maior decepção que já vivenciei como consumidor.

    É doloroso e revoltante constatar que um cliente que desembolsa quase meio milhão de reais no produto mais caro da fabricante é tratado com total indiferença, desdém e respostas evasivas de "copia e cola". A montadora publicou acima que o carro "está em conformidade e sem anomalias", mas a realidade fática é que o veículo acumula 7 Ordens de Serviço em apenas 11 meses e permanece retido na concessionária Dahruj desde o dia 10/08/2026 (OS n *****), caminhando para sua quarta semana consecutiva de imobilização sem que tenham capacidade técnica de solucionar os vícios de fábrica. Se o carro não possui nenhum problema, por qual motivo está há mais de 20 dias internado na oficina autorizada?

    O que torna tudo inaceitável é o risco iminente de [Editado pelo Reclame Aqui] e a desvalorização patrimonial que tentam normalizar. O carro apresenta uma perda crítica de pressão hidráulica no freio, onde o pedal afunda sem resposta inicial e quase provocou um acidente grave na rodovia. A fábrica se limitou a dizer que fez uma "inspeção visual" e não achou vazamento, ignorando que o vício de freio borrachudo é um defeito interno amplamente conhecido. Como se não bastasse, em pleno ano de 2026, um utilitário de luxo apresenta trincas na lataria com oxidação e ferrugem nas colunas traseiras em menos de um ano de uso, e a Jeep afirma publicamente que uma carroceria trincada é "normal".

    Além de tudo, a resposta da representante da Jeep é vergonhosamente fraca, meramente paliativa e calculada apenas para tentar se passar por correta perante o público, quando na verdade está faltando com a verdade e manipulando os fatos. A montadora simplesmente "apagou" e ignorou da sua resposta o ruído metálico contínuo no motor (desgaste no trem de válvulas/balancins), o cheiro forte de aditivo de arrefecimento na cabine, o veículo puxando severamente para o lado com volante torto, a infiltração descontrolada de poeira e vento, os barulhos e estalos plásticos no painel com o console central solto, e o vício crônico no sistema de medição e boia de combustível, que permanece desregulado marcando entre 15 e 20 litros a menos do que realmente há no tanque. Trata-se de uma postura desonesta que tenta camuflar um lote viciado de fábrica sob um roteiro pronto de relações públicas.

    Minha consciência não me permite terceirizar esse problema. Eu jamais teria a coragem de entregar esse veículo como parte de pagamento em outra loja para que uma nova família compre e assuma o perigo de rodar com uma lataria rachada e um freio imprevisível que vocês fabricaram e não conseguem consertar. Esse peso e essa responsabilidade pertencem exclusivamente à Stellantis e à Dahruj.

    À equipe jurídica, ouvidoria e diretoria de relacionamento da Jeep: diante de todas as provas materiais já documentadas, das sucessivas entradas em oficina e da gravidade dos defeitos relatados, não é o momento de vocês intervirem com bom senso para solucionar de forma justa a situação de um cliente que confiou na marca? Os artigos 6 (inciso I), 12, 18 e 34 do Código de Defesa do Consumidor são cristalinos quanto à responsabilidade solidária da fabricante e da rede autorizada na restituição integral do valor pago ou na substituição do bem por outro livre de vícios. A insistência nessa postura de omissão apenas obrigará o encaminhamento formal deste dossiê ao Ministério Público do Consumidor, ao Procon pelo vencimento dos prazos legais de reparo, e à SENATRAN para a apuração de recall compulsório por vício de segurança viária. Aguardo um posicionamento responsável e definitivo.