O que aconteceu
O DIA QUE FUI HUMILHADA PELO MÉDICO:
No dia 17/11, compareci ao retorno marcado com o Dr. Renato às 9h, porém o atendimento só ocorreu por volta das 11h, quando o médico chegou.
Durante a consulta anterior, o doutor prescreveu duas doses de tirzepatida para melhorar a insulina. Na clínica não havia o medicamento disponível para aplicação, e ele mesmo orientou que eu poderia levar a prescrição e aplicar em outra clínica. Foi o que fiz: apliquei o medicamento em uma clínica segura e de confiança.
Após a aplicação, comecei a sentir mal-estar, como dores no corpo e desconforto no estômago. Depois, pesquisando, descobri que essas reações podem ocorrer e são normais em algumas pessoas. No entanto, naquele momento eu ainda não tinha essa informação e, por isso, procurei a clínica para falar com o doutor e esclarecer minhas dúvidas. A secretária, muito prestativa e educada, me informou que ele retornaria o contato o que não aconteceu. Enviei nova mensagem e novamente não obtive resposta dele.
Quando consegui falar com ele na consulta, relatei que senti falta de uma orientação sobre os efeitos colaterais e expliquei que eu apenas queria entender se o que senti era normal. A partir daí, ele passou a ser extremamente grosseiro. Disse que, se eu passei mal, o problema era meu; que eu não deveria ter tentado contato porque ele não é médico de emergência; e que, se eu estivesse passando mal, eu deveria procurar um hospital. Afirmou também que não era obrigado a prestar qualquer tipo de assistência, especialmente porque a aplicação não havia sido feita na clínica dele.
Porém, como médico responsável pela prescrição, ele deveria ao menos oferecer o mínimo de orientação afinal, segui exatamente a recomendação dele ao aplicar em outra clínica. Negar até mesmo uma explicação básica sobre efeitos colaterais apenas porque a aplicação não ocorreu ali é, no mínimo, incompatível com a conduta esperada de um profissional da saúde.
Ele me constrangeu o quanto quis e ainda disse que iria bloquear meu atendimento.
Mesmo assim, ele manteve um tom hostil e humilhante, a ponto de eu ficar paralisada na cadeira, completamente em choque, e começar a chorar. A secretária, sempre muito educada, foi quem me acolheu: trouxe água, tentou me acalmar e demonstrou toda a humanidade que faltou por parte do médico. Enquanto isso, ele simplesmente saiu da sala logo após a sequência de grosserias, sem oferecer qualquer apoio ou orientação algo que, como profissional da saúde, seria o mínimo esperado naquele momento.