RECLAMAÇÃO FORMAL COLETA DE SANGUE EM BEBÊ DE 43 DIAS E FALHAS NO ATENDIMENTO

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
31/07/2026 às 10:05
ID: 255293885
No dia 28/07/2026, levei minha filha, com apenas 42 dias de vida, ao laboratório Sérgio Franco Unidade Abelardo Bueno, para realizar uma coleta de sangue solicitada por sua pediatra.
Desde o início, tivemos uma experiência extremamente desgastante. Permaneci por aprox. 2 horas com uma bebê de colo enquanto a equipe tentava interpretar o pedido médico. Entrei em contato com a pediatra, que esclareceu exatamente quais exames haviam sido solicitados, mas, ainda assim, saímos da unidade sem uma solução.
No dia seguinte, 29/07/2026, fui ao Sérgio Franco do Barra Shopping para tentar realizar novamente o exame. A atendente inicialmente não aceitou o pedido e solicitou que eu entrasse novamente em contato com a pediatra. Como não consegui contato naquele momento, fui orientada a retornar para a fila de espera.
Preciso ressaltar que eu estava acompanhada de uma bebê de apenas 43 dias de vida. Diante das informações divergentes que já haviam sido fornecidas no dia anterior, solicitei que a gerente da unidade fosse chamada. Após aproximadamente 1 hora de espera, a gerente conseguiu finalmente solucionar a questão e autorizou a realização do exame.
O que mais me causa indignação é que, entrei em contato com o laboratório CDPI e fui rapidamente informada de que o exame poderia ser realizado. Ou seja, foram 2 dias de desgaste e espera, com uma bebê recém-nascida no colo, por uma divergência de informações que poderia ter sido solucionada desde o primeiro atendimento.
Entretanto, o pior ainda estava por vir.
Após a liberação do exame, fomos encaminhadas para a coleta de sangue. O procedimento foi, para mim, um dos momentos mais angustiantes que já vivenciei como mãe!!!
A profissional responsável pela coleta demonstrou grande dificuldade para realizar o procedimento em uma bebê tão pequena. Ela colocou um garrote no braço da minha filha e passou a procurar a veia enquanto mantinha o garrote apertado por um período prolongado.
Minha filha começou a chorar intensamente. Eu nunca havia visto minha filha chorar daquela maneira. Enquanto o garrote permanecia no braço, eu observava o membro ficar cada vez mais vermelho, inchado e arroxeado.
Sou da área da saúde e questionei se era realmente necessário manter o garrote daquela maneira e por tanto tempo. A profissional respondeu que era assim mesmo. Naquele momento, confiei na orientação da profissional que estava realizando o procedimento e respeitei sua conduta.
Como não conseguiu localizar a veia, ela passou para o outro braço. Novamente, minha filha foi submetida ao mesmo procedimento: o garrote foi colocado e permaneceu por tempo prolongado enquanto a profissional tentava localizar uma veia, novamente sem sucesso.
Depois, ela retornou ao primeiro braço e continuou tentando localizar a veia, mantendo novamente o garrote. Foi nesse momento que comecei a perceber de maneira ainda mais evidente que o braço da minha filha estava muito inchado, com os dedos também inchados e apresentando coloração arroxeada. Ela gritava de dor!
Enquanto tentava acalmá-la, comecei a massagear delicadamente o membro e fiquei extremamente angustiada. Minha mãe, que acompanhava todo o procedimento, sugeriu que fossem avaliadas outras possibilidades de acesso, inclusive a região da mão.
Até aquele momento, essa possibilidade não havia sido cogitada pela profissional. Após a sugestão, foi realizada a coleta na mão, desta vez com maior facilidade, embora o procedimento tenha demorado consideravelmente.
Também questionei sobre a demora da coleta e a possibilidade de comprometimento da amostra, considerando que se tratava de sangue destinado a tubo com EDTA, então não poderia coagular. Fui informada de que não haveria problema.
Ao final, ela disse que seriam necessários 4 mL de sangue, mas havia coletado apenas 2 mL. Foi oferecida a possibilidade de uma nova tentativa ou de aguardar a avaliação do laboratório para verificar se aquela quantidade seria suficiente.
Diante de tudo o que minha filha já havia passado, me recusei a submetê-la novamente àquele horror!
Ao deixar o laboratório, entrei em contato com uma amiga enfermeira e com uma amiga pediatra, ambas profissionais de saúde, e relatei o ocorrido. A partir dessas conversas, passei a compreender que o garroteamento prolongado em um bebê tão pequeno não é uma questão banal e pode, dependendo da intensidade e do tempo de compressão, trazer riscos ao membro e que a melhor veia seria a da mão e sem necessidade de garrote.
Posteriormente, procurei informações sobre as possíveis consequências e poderiam ser muito graves, como lesão de nervos e músculos e até mesmo trombose!!
Entretanto, considero extremamente preocupante que uma conduta que poderia oferecer riscos tenha sido repetida em uma bebê de apenas 43 dias, mesmo diante de sinais visíveis de alteração no membro, como vermelhidão, edema e coloração arroxeada.
O que me preocupa ainda mais é pensar que, se uma profissional sem preparo ou experiência adequada continuar realizando procedimentos dessa maneira, outra criança poderá não ter a mesma sorte e sofrer uma complicação mais séria. É por isso que considero indispensável que o laboratório investigue o ocorrido e reveja seus critérios de capacitação e supervisão dos profissionais que realizam coletas em bebês.
Foi somente ao chegar em casa que percebi com mais clareza a gravidade do que havia acorrido: o braço da minha filha estava completamente arroxeado, conforme demonstram as imagens que acompanham esta reclamação.
Como mãe, fiquei profundamente abalada, triste e revoltada. Minha filha tem apenas algumas semanas de vida e foi submetida a diversas tentativas de localização de acesso venoso, com garroteamento prolongado e repetido, enquanto chorava intensamente, até apresentar edema e alteração importante da coloração do membro.
Além do sofrimento físico da minha filha, houve também um enorme desgaste emocional para mim e para minha família. Foram 2 dias consecutivos de espera, informações desencontradas e dificuldades administrativas, seguidos de uma experiência de coleta que considero inaceitável.
No mesmo dia, entrei em contato com o SAC do Sérgio Franco e fui informada de que receberia um contato para retratação no prazo de 24 horas. Esse contato não aconteceu.
Por isso, formalizo esta reclamação e solicito:
1. Uma apuração formal e detalhada do ocorrido, incluindo a identificação da profissional responsável pela coleta e sua capacitação específica para coleta em pacientes pediátricos/neonatais;
2. Esclarecimentos sobre qual protocolo é adotado pelo laboratório para coleta de sangue em bebês tão pequenos, especialmente quanto à avaliação dos acessos venosos e ao uso de garrote;
3. Esclarecimentos sobre o procedimento realizado, especialmente em relação ao tempo e à intensidade do garroteamento, bem como à repetição desse procedimento em ambos os membros;
4. Informações sobre quais medidas são adotadas pelo laboratório para evitar que situações semelhantes ocorram com outros bebês;
5. Uma retratação formal pelo atendimento prestado e pela ausência do retorno prometido pelo SAC;
6. Que as imagens anexadas e o relato sejam devidamente registrados no protocolo desta reclamação e considerados na investigação interna.
Meu objetivo ao registrar esta reclamação não é apenas obter uma resposta individual. Espero que o Sérgio Franco reveja seus critérios de treinamento, capacitação e supervisão dos profissionais responsáveis por procedimentos em pacientes pediátricos, especialmente bebês tão pequenos.
Felizmente, minha filha não apresentou uma complicação grave. Mas isso não torna a situação menos séria. O fato de uma conduta inadequada não ter resultado em uma consequência mais grave não significa que ela deva ser ignorada.
Espero que o laboratório trate o ocorrido com a seriedade que ele merece e adote medidas concretas para que nenhuma outra família precise passar pelo que minha filha e eu passamos.