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Comprei ingresso para show do BTS e a estrutura no Brasil é inferior à divulgada

Live Nation Brasil Entretenimento Ltda.

cidade: São Paulo

O que aconteceu

À Live Nation e à Ticketmaster,

Comprei meu ingresso para um dos shows do BTS no MorumBIS, em São Paulo, acreditando que teria acesso à experiência completa da turnê ARIRANG, especialmente em relação à estrutura de palco, recursos visuais e quantidade de telões apresentados nas demais etapas da turnê ao redor do mundo.

Entretanto, os consumidores foram surpreendidos pela informação de que a estrutura que será utilizada em todas as datas dos shows no Brasil será significativamente reduzida em comparação àquela apresentada em outros países. Enquanto outras apresentações da turnê contaram com 12 telões, foi informado que, no Brasil, haverá apenas quatro, o que compromete diretamente a experiência do público, em especial dos fãs localizados nos setores mais distantes do palco.

O aspecto mais preocupante dessa situação é a falta de transparência durante a comercialização dos ingressos. Em nenhum momento, durante a divulgação do evento ou no processo de venda, foi informado de forma clara, destacada e acessível que a estrutura brasileira seria diferente da utilizada nas demais apresentações da mesma turnê.

Além disso, a organização tem alegado que os consumidores teriam sido previamente informados de que o Brasil não receberia todas as telas utilizadas em outros países. Contudo, essa alegação não corresponde à realidade observada pelos compradores. Não há qualquer informação nesse sentido nos e-mails enviados aos consumidores, nas páginas de venda dos ingressos, nos materiais promocionais, nas redes sociais oficiais da Live Nation, da Ticketmaster ou em qualquer outro canal de comunicação amplamente acessível ao público.

Caso essa informação tenha realmente sido divulgada antes da venda dos ingressos, solicito que seja apresentada prova objetiva dessa comunicação, incluindo a data da publicação, o canal utilizado, o conteúdo divulgado e a forma pela qual os consumidores foram efetivamente informados. A simples alegação de que houve aviso prévio não basta, especialmente quando milhares de consumidores não tiveram acesso a essa informação e realizaram suas compras acreditando que o espetáculo seguiria o mesmo padrão estrutural divulgado internacionalmente.

Escolhi meu setor considerando justamente a estrutura audiovisual da turnê. Assim como inúmeros outros fãs, tinha plena ciência da distância em relação ao palco, mas confiava que os telões e recursos visuais permitiriam acompanhar o espetáculo de forma adequada. A redução significativa da quantidade de telas impacta diretamente a visibilidade da apresentação e afeta principalmente os consumidores localizados em setores mais afastados.

Também é importante destacar que o prejuízo não se limita ao valor do ingresso. Muitos fãs assumiram gastos elevados com transporte, hospedagem, alimentação e demais despesas relacionadas à viagem para São Paulo. Tais investimentos foram realizados com base na expectativa legítima de vivenciar a experiência da turnê conforme apresentada e divulgada internacionalmente.

Não considero justo que os fãs brasileiros arquem com valores elevados e recebam uma estrutura inferior sem que essa diferença tenha sido informada de forma clara e prévia. Ainda que existam questões logísticas ou operacionais, isso não afasta a obrigação dos organizadores de fornecer informações completas e transparentes aos consumidores antes da contratação.

Diante dos fatos, entendo que há indícios de publicidade enganosa por omissão e possível descumprimento da oferta, nos termos dos artigos 30, 35 e 37 do Código de Defesa do Consumidor, uma vez que informações relevantes para a decisão de compra não foram adequadamente disponibilizadas ao público.

Dessa forma, solicito:

Esclarecimento formal sobre os critérios utilizados para comercializar os ingressos sem informar previamente as diferenças estruturais em relação às demais apresentações da turnê;

Comprovação objetiva da alegação de que os consumidores foram avisados sobre a redução da estrutura e da quantidade de telões, com apresentação do canal de divulgação, da data da publicação e do conteúdo integral da comunicação;

Explicação detalhada sobre os motivos que levaram à adoção de uma estrutura reduzida para todas as apresentações da turnê no Brasil;

Avaliação de medidas compensatórias adequadas aos consumidores impactados, incluindo a possibilidade de abatimento proporcional do valor pago pelos ingressos ou outra forma de reparação compatível com o prejuízo causado.

Quero assistir ao show e viver esse momento tão aguardado, mas também exijo que meus direitos como consumidora sejam respeitados. Não é razoável que uma informação tão relevante sobre a experiência efetivamente entregue ao público seja esclarecida apenas após a venda dos ingressos, quando milhares de consumidores já assumiram compromissos financeiros significativos com base em expectativas criadas pela própria divulgação da turnê. A transparência deveria ter existido desde o início do processo de comercialização, permitindo que cada consumidor decidisse conscientemente se desejava ou não adquirir seu ingresso diante das condições reais do evento.