Acusação absurda e infundada de furto e pessima acessibilidade na loja, entre outros cumulos

Não respondida
São Paulo - SP
08/04/2023 às 20:05
ID: 162504885
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesEu, minha esposa e minha filha de 3 meses, repito apenas 3 meses de vida, estivemos na livraria Martins Fontes da avenida Paulista no dia 07/04/******* entre as 16:30 hrs e 18:30 hrs, com o objetivo de comprar alguns livros de Engenharia Estrutural, fundações, geotecnia e pericia judicial que são as macro áreas que atuo com engenheiro e professor, justamente por isso tenho o hábito de ficar por horas analisando a fundo o conteúdo dos livros antes de compra-los.
Como dito, estava com a minha filha no carrinho com dimensões padrão, ao adentrarmos a loja nos deparamos com um péssimo layout e condições de acessibilidade zero, com "corredores" estreitos entre 50 cm e 70 cm no máximo entre prateleiras de livros empilhados, sem o menor cuidado e segurança, inviabilizando a mobilidade de qualquer pessoa, em especial as com restrição de mobilidade, alias, ******* que pessoas com restrição de mobilidade estão automaticamente "desconvidadas pela livraria á visita-la", pois não atendem nem de longa a lei Municipal 10.******* de Dezembro de ******* e norma ABNT NBR *******/******* que tratam da especificações relacionadas a acessibilidade de pessoa com deficiência ou mobilidade reduzidas .
Após muito sofrimento e total descaso dos funcionários, conseguimos subir com a Bebê através de uma escada metálica com menos de 1,00m de largura no formato de "U" e com patamar seccionado na diagonal, ao contrário do que determinam as normas abaixo:
A NBR ******* estabelece que "a largura das escadas deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas, conforme ABNT NBR *******. A largura mínima recomendável para escadas fixas em rotas acessíveis é de 1,50 m, sendo o mínimo admissível 1,20 m."
Pois bem, como se fosse pouco, o mezanino onde estavam os livros de meu interesse tem aproximadamente 1,50m de largura destinados a movimentação das pessoas e manobra, ao me deparar com essas condições pedi á esposa que tentasse se acomodar na medida do possível, pois na loja não havia uma cadeira para descansar ou até mesmo para uma pessoa com saúde mais fragilizada num caso de emergência. Passou o tempo, e eu já tinha selecionado uns 15 título, dentre os quais escolheria apenas 2 ou 3 como faço por habito, nesse meio tempo o vendedor subiu diversas vezes até o mezanino onde só estavam eu, minha esposa e minha filha dentro de um carrinho.
Em seguida eu decidir quais títulos levaria, no entanto, 15 minutos antes, minha esposa em detrimento de uma cirurgia de cesariana realizada meses atrás onde recebeu anestesia geral, começou sentir dores na região lombar, sendo assim eu mesmo pedi para que ela se sentasse na escada tendo em vista que naquele horário quase no fechamento da loja não subiria ninguém lá, nessa posição ficou balançando o carrinho da bebê para que a acalmasse.
Na hora de descer com o carrinho, repito, com uma dificuldade absurda resolvemos que eu seguraria na roda da frente e ela nas rodas posteriores com a bebê dentro pois estava dormindo, ao contrário do que havíamos feito na entrada, onde um de nós subiu com ela no colo e o outro levou o carrinho. E como não havia como segurar os livros coloquei de forma visível na parte de baixo do carrinho onde há uma especial de tela, descemos, fomos diretamente para o caixa onde o vendedor disse que deveríamos ir até o caixa da loja a frente, chegamos lá na companhia dele efetuamos o pagamento dos 3 livros com cartão de crédito, pegamos o recibo e ao colocar o pé 10cm fora da loja fomos abordados por 02 seguranças, arrogantes, estúpidos e mau preparados dizendo que as câmeras haviam registrado eu passando alguns livro para minha esposa, e ela colocando na bolsa da bebê. Diante do ocorrido, eu, engenheiro civil, professor universitário, atuante com engenheiro perito, com empresa respeitada estabelecida a mais de 20 anos, e, sobretudo pessoa de bem, honesto, Idôneo e integro, me indignei instantaneamente, na hora abrimos a bolsa de frente para as câmeras e mais uma plateia de 50 pessoa causando um constrangimento inenarrável e imensurável, e pior, na presença de uma criança de apenas 3 meses que com o barulho ficou muito assustada. E ainda assim, o segurança se atreveu a pegar alguns objetos sem que a minha esposa o fizesse.
O fato é que a acusação continuou, e o segurança mais jovem (que será identificado oportunamente em juízo), nos levou até o monitor mostrando uma imagem que estava clara e refletia o que relarei, eu colocando os livros excedentes de volta na prateleira e minha esposa colocando os livros sobre um monte de outros livros para que ao menos conseguisse fazer um giro de ******* graus e ficar de frente para o carinho da bebê nesse lugar totalmente fora dos padrões. Ainda assim continuaram teimando mesmo diante de não haver absolutamente nada na bolsa, exceto as fraldas, pomadas, roupas, e outros itens pessoais da minha filha, fato esse que os próprios seguranças constataram na presença das câmeras e de uma multidão de pessoal.
Durante o conflito o segurança mais jovem, de forma totalmente ante profissional iniciou um bate boca com a minha esposa em tom desproporcional e arrogante beirando a agressão ( fato que será apurado oportunamente e se for o caso informado as autoridades), enquanto eu exigia a presença de um gerente, nesse momento os ânimos se agitaram e o bate boca continuou de forma intensa, pois eu exigia um gerente, os funcionários tentavam me convencer a ir embora sem nenhum documento, e menos ainda que chamasse a polícia para esclarecer os fatos.
Liguei no numero ******* solicitei a presença de um viatura que chegou em 25 minutos e nos atendeu muito bem, com toda a calma, compreensão em especial pelo fato de ter uma bebê, aproveito portanto para agradecer a Policia de São Paulo.
Assim que a viatura chegou, os dois funcionários da livraria se assustaram, pois segundo a minha esposa que estava mais próxima deles relata que fizeram pouco caso da situação acreditando que nós iriamos sair do local sem uma retratação. No mesmo instante os policiais solicitaram a presença dos envolvidos por parte da Martins fontes, dentre os quais estavam os segurança que declararam que não encontraram nada na bolsa, tomaram os depoimentos, assinamos e fomos liberados.
Já acionei meu advogado imediatamente, relatei os fatos, daqui a 10 dias iremos à delegacia de policia representar o caso através da formalização do boletim de ocorrência por ACUSAÇÃO INFUNDADA DE FURTO, sem seguida, utilizaremos tal instrumento na esfera cível no sentido de acionar a livraria por danos morais, inclusive, num segundo momento e vinculado às esses fatos, iremos notificar a Prefeitura de São Paulo, de forma administrativa e se necessário recorreremos à promotoria pública do Município de São Paulo e o Judiciário para que tomem as devidas providencias com relação ao não atendimento a lei LEI N 10.*******, DE 19 DE DEZEMBRO DE ******* e a norma ABNT NBR *******/*******.
Em resumo, passamos as piores 2 horas das nossas vidas, numa situação calamitosa e catastrófica, cercada de pessoas preconceituosas que ainda sem fazer juízo de valor individual usou a simplicidade de duas pessoas que estavam de folga utilizando os tempo para comprar livros, repito livros, não fomos comprar drogas, no momento social em que vivemos, quisera nós se um [Editado pelo Reclame Aqui]ão adentrasse um livraria para [Editado pelo Reclame Aqui] objetivamente os livros e não o dinheiro certamente teríamos uma sociedade construída ao avesso, porém, mais educada e justa do que a que vemos ai, pois apenas o conhecimento constrói.
Nós, clientes, alias ex-clientes da Martins fontes não furtamos absolutamente nada como foi apurado pela Policia, mas, no entanto tivemos momentaneamente nossas dignidades furtadas pela Livraria, cuja, autora deveria ser a promotora natural do conhecimento, pois comercializam muito mais do que livros, dentro alguns deles estão a promoção da tolerância, do acolhimento, das leis, e sobretudo do respeito a dignidade Humana.
Fica aqui registrado o nosso repudio a Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, os fatos serão apurados pelas autoridades e devidamente responsabilizados.